Venezuela está diante de 'ambição ditatorial', diz procuradora-geral

A procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortgea, fala à
 imprensa nesta segunda-feira (31) (Foto: REUTERS/Marco Bello)
Chavista declarada, que têm criticado decisões do presidente, disse não reconhecer a Constituinte.
A procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega, afirmou nesta segunda-feira (31) que o país está diante de uma "ambição ditatorial" com a realização, neste domingo, da eleição para a Assembleia Constituinte convocada pelo presidente Nicolás Maduro. Ortega, uma chavista declarada que têm criticado decisões do presidente, disse não reconhecer a Constituinte.
"Me dirijo ao país para ignorar a origem, o processo e o suposto resultado da imoral Constituinte. Estamos frente a uma ambição ditatorial", disse Ortega em um pronunciamento à impresna. Segundpo ele, a Assembleia Constituinte "não tem legitimidade".
Ortega disse também anunciou uma investigação sobre as 10 mortes que ocorreram neste domingo, durante a votação. "No dia de ontem, digo com responsabilidade, 10 pessoas perderam a vida no contexto da eleição viciada", indicou.
Ortega citou outros os incidentes registrados durante o pleito, como a extorsão de funcionários públicos, que foram obrigados a votar em alguns casos. Para ela, todos os casos representam crises de lesa-humanidade.
"Ordenei o início de uma investigação penal. Desde a convocação inconstitucional da Constituinte presidencial, o sagrado direito à soberania foi violado", afirmou a procuradora-geral.
121 mortos em 4 meses
A procuradora-geral ainda divulgou o balanço de mortos desde o início da recente onda de protestos e violência no país: 121 mortos, incluindo os 10 deste domingo, e quase 2 mil feridos.
"Nos últimos quatro meses temos um saldo lamentável, 121 pessoas mortas, 121 venezuelanos que perderam a vida. Outros 1.958 feridos, de todos os tipos: em estado grave, gravíssimo", acrescentou a titular do Ministério Público (MP) em entrevista coletiva.
A procuradora-geral garantiu ter evidências de que 25% das 121 mortes ocorridas desde 1º de abril nos protestos contra o governo foram "produto da ação das forças de segurança". Segundo ela, 40% dessas mortes foram provocadas por civis armados que atuam contra os manifestantes.
No entanto, a procuradora disse que inúmeros e alarmantes fatos violentos não estão ocorrendo apenas no contexto dos protestos. Segundo Ortega Díaz, há pelo menos quatro anos os dados na área de segurança geram preocupação. "A estabilidade de um país se mede pelo índice de homicídios", disse a procuradora.
Ortega Díaz também destacou que violações sistemáticas dos direitos humanos estão ocorrendo na Venezuela. Como procuradora-geral, ela afirmou que não tolerará novos casos e seguirá denunciando os abusos das autoridades.

Por Agencia EFE
Postar no Google +

About Angel Morote

This is a short description in the author block about the author. You edit it by entering text in the "Biographical Info" field in the user admin panel.

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE