Seminário sobre Hepatites Virais reúne profissionais em Rio das Ostras | Rio das Ostras Jornal

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Seminário sobre Hepatites Virais reúne profissionais em Rio das Ostras

Médico infectologista, Ezequias Martins, falou da importância
do diagnóstico na rotina nas unidades de saúde. Secretária de
Saúde, Rosimeri Azevedo, esteve presente ao encontro com
profissionais da rede municipal. Fotos: Mauricio Rocha
A coordenadora do Programa Municipal IST/HIV/Aids/Hepatites Virais, Bianca Monteiro, apresentou um panorama de hepatites virais em Rio das Ostras

Rio das Ostras reuniu na quinta-feira, dia 24, cerca de 60 profissionais da Saúde e estudantes da Universidade Federal Fluminense - UFF- Rio das Ostras para o I Seminário Municipal sobre Hepatites Virais, que aconteceu no auditório da Escola Francisco de Assis Medeiros Rangel, no Parque Zabulão. O evento contou com palestras e mesa redonda para discutirem de forma ampla as doenças.

A secretária de Saúde, Rosimeri Azevedo, esteve presente e ressaltou a importância da divulgação dos programas, práticas e tratamento das hepatites virais, fazendo uma apresentação geral das doenças em Rio das Ostras e também a nível nacional.

“A realização desse Seminário tem como propósito disseminar esses protocolos para toda a Rede de Saúde. A prevenção é muito importante, pois a hepatite C, por exemplo, é tão problemática quanto a AIDS, e aqui em Rio das Ostras temos tratamento para hepatites. É essencial que os profissionais conheçam os programas existentes com vista no acolhimento para possível diagnóstico dos tipos de hepatite no Município”, destacou a secretária.

Entre as palestras, uma foi sobre Epidemiologia das Hepatites Virais, com a coordenadora do Programa Municipal IST/HIV/Aids/Hepatites Virais, Bianca Monteiro, que apresentou um panorama sobre as doenças em Rio das Ostras. De acordo com ela, o programa conta hoje com 21 usuários para hepatite B; e 87 para hepatite C. A faixa etária é de pessoas com idade de 25 a mais de 60 anos, com prevalência dos usuários entre 45 e 60 anos ou mais. Já em relação à taxa de detecção da hepatite B, Rio das Ostras teve 6,8 em 2015, bem próxima a taxa do Brasil, e a taxa da hepatite C foi de 9,1, no mesmo ano.

“Todos os profissionais da Rede precisam estar atentos a isso. É um enorme desafio à saúde pública com 1,4 milhão de óbitos anualmente. E a Hepatite C é responsável por 70% das hepatites crônicas”, explicou Bianca, lembrando ainda que na baixada litorânea somente as cidades de Rio das Ostras, Búzios e Cabo Frio tratam dessas patologias.

TRATAMENTO: Durante o seminário, o médico infectologista do Serviço de Assistência Especializada em IST/ HIV/Aids/ Hepatites Virais (SAE) Rio das Ostras, Ezequias Martins, falou sobre diagnóstico e tratamento das hepatites virais, destacando que o problema maior é a forma crônica da doença.

O médico pontuou que o diagnóstico precoce é muito importante e que deve fazer parte da rotina nas unidades de saúde e ressaltou quanto aos exames que o HbsAg é o principal marcador para diagnóstico de hepatite B, e o Anti- HCV é o marcador da hepatite C.

“Além de vacina segura, praticamente sem efeito colateral, temos tratamentos eficientes e formas simples de diagnóstico. Essa rotina se faz necessária para toda a rede de Saúde”, completou.

Também participaram do evento a enfermeira do SAE Rio das Ostras, Ana Cristina Azeredo; a professora adjunta da UFF Fernanda Maria Vieira, e a psicóloga do SAE, Carla Boy de Siqueira.
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