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| Os procuradores querem que a pena de Lula e dos outros réus seja aumentada. |
Advogados do ex-presidente
afirmaram que pretendem recorrer da sentença que o condenou a nove anos e meio
de prisão.
Os advogados do ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva informaram ao juiz Sérgio Moro, nesta segunda-feira (31),
que pretendem apresentar recurso contra a sentença que condenou o petista diretamente
ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).
Em nota, o Instituto Lula afirma
que o ex-presidente foi condenado sem provas. Segundo a entidade, Lula não é
dono do triplex e não recebeu propinas por obras na Petrobras. "Os
procuradores não comprovaram as acusações e mesmo assim o juiz emitiu a
sentença, ignorando as provas da inocência de Lula", diz trecho da nota.
A estratégia da defesa difere do
Ministério Público Federal (MPF), que apresentou a Moro as razões pelas quais
vai recorrer ao TRF4 contra sentença. Os procuradores querem que a pena de Lula e dos outros réus seja
aumentada.
Lula foi condenado a nove anos e meio de prisão por ter recebido um
apartamento triplex em Guarujá, no litoral paulista. Segundo a sentença,
o imóvel era um pagamento de propina por parte da OAS ao ex-presidente.
O dono da OAS, José Aldemário
Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, também foi condenado no processo,
junto com outros ex-executivos da empresa. Todos foram condenados por crimes
como corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Na mesma sentença, Moro absolveu
Lula, Léo Pinheiro e o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, pelos
crimes relacionados à guarda de bens do acervo presidencial. Conforme a
denúncia, a OAS pagou uma transportadora em São Paulo, para que mantivesse as
caixas com itens que o ex-presidente recebeu quando ocupou o mandato. O MPF
também quer que os réus sejam condenados por esse caso.
Leia a íntegra da nota do
Instituto Lula
O erro na sentença do juiz
Sergio Moro foi condenar o ex-presidente Lula sem provas, fora da lei e contra
a verdade dos fatos. Lula não é dono do tríplex e não participou de desvios na
Petrobras. Os procuradores não comprovaram as acusações e mesmo assim o juiz
emitiu a sentença, ignorando as provas da inocência de Lula. Por isso, a defesa
formalizou hoje recurso contra a decisão do juiz Moro e informou que irá
apresentar as razões recursais diretamente ao Tribunal Regional Federal da 4a.
Região, objetivando reverter a condenação injusta. O recurso dos procuradores é
mais uma etapa de uma longa farsa judicial e midiática contra o maior líder
político do Brasil.
Por Samuel Nunes, G1 PR, Curitiba

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