Theatro Municipal completa 108 anos e faz festa para público com programação grátis

Theatro Municipal completa 108 anos com vasta programação
gratuita para o público (Foto: Vânia Laranjeira/ Divulgação)
Celebração será nesta sexta-feira e eventos começam às 9h30. Entre atrações, banda, balé, música, dança e visitas guiadas.
Sexta-feira (14) é dia de festa no Theatro Municipal, no Centro do Rio. E como acontece tradicionalmente, para celebrar seus 108 anos, o teatro vai estar de portas abertas para receber o público para uma extensa programação com os corpos de balé, coro e orquestra em exibições de balé, música, dança e ópera e visitas guiadas, a partir das 9h30. E o que é melhor: todos os espetáculos são gratuitos.
André Lazaroni, o secretário Estadual de Cultura e diretor do Theatro Municipal, garante que a programação não sofreu qualquer alteração por conta da crise financeira do estado. E que, embora não seja uma contrapartida, doações de alimentos para os funcionários que estão sem receber desde maio são bem-vindas.
“Essa vasta programação gratuita já é uma tradicional no aniversário do Theatro e os próprios funcionários não abrem mão disso. É um compromisso dos artistas e funcionários com o público. A entrada franca não está condicionada à doação de alimentos. Mas a campanha de arrecadação para ajudar o pessoal que está sem salário continua “, disse Lazaroni, que vai propor um acordo para que a bilheteria dos espetáculos “Carmina Burana” da programação deste mês sejam todas revertidas em benefício dos funcionários.
A programação de aniversário começa às 9h30 de sexta-feira, a apresentação da Banda dos Fuzileiros Navais, na escadaria. Logo em seguida, entra em cena a Academia de Ópera Bidu Sayão. Ao meio-dia é a vez dos alunos da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, que vão apresentar três balés.
No foyer do teatro será encenado o balé “A morte do cisne”. O espetáculo será repetido às 16h30, no Salão Assyrio. E o encerramento será com chave de ouro, às 20h, com a participação da orquestra sinfônica, coro e balé do Municipal na cantata “ Carmina Burana”.
As visitas guiadas pelas dependências do Municipal vão acontecer às 13h30, 14h, 14h30 e 15h. A distribuição de senhas será feita ao lado da estátua de Carlos Gomes. Ao final da visita, Sacha Rodrigues fará uma homenagem a seu avô, Nelson Rodrigues, lendo um texto no qual o dramaturgo conta como foi a estreia de “O Vestido de Noiva”.
Veja a programação completa dos 108 anos do Theatro Municipal:
  • 9h30: Banda do Corpo de Fuzileiros Navais, na escadaria;
  • 10h15: Academia de Ópera Bidu Sayão, com operetas de Offencbach, Léhar, Strauss, Weill, Bernstein, entre outros, sob a regência da maestrina Priscila Bomfim e coordenação e apresentação de Eduardo Álvares;
  • 12h: Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, com os espetáculos “Alegria russa”, com música de Strauss e coreografia de Silvana Andrade, “Mozart”, com música de Mozart e coreografia de Dalal Achcar, “Les Sylphides”, com música de Chopin e coreografia de M. Fokine. Os solistas do balé do Theatro Mel Oliveira e Sandro Fernandes farão ainda um pas de deux de “Dom Quixote”, com música de L. Minkus e coreografia de M. Petipa. A direção e apresentação é de Hélio Bejani;
  • 15h30: balé “A morte do cisne”, com a primeira solista Deborah Ribeiro, piano de Priscila Bomfim e violoncelo de Pablo Uzeda e apresentação de André Heller-Lopes, no foyer;
  • 16h: O conjunto de violinos, “Os pequenos Mozart e Amadeus”, com obras de Mozart, Haydn, Paganini, Beatles, Pixinguinha, Sivuca, Zequinha de Abreu, Chico Buarque, Tom Jobim, entre outros. Direção artística e piano de Suray Soren;
  • 16h30: Márcio Gomes, em “Eternas canções”, com interpretação de canções da época do rádio, tangos e boleros acompanhado do piano de Moises Pedrosa;
  • 17h30: “A morte do cisne”, com Deborah Ribeiro, piano de Priscila Bomfim e violoncelo de Marcelo Salles, no Salão Assyrio;
  • 20h: “Carmina Burana”, com o orquestra sinfônica, coro e balé do Theatro Municipal, com participação especial do Coral Infantil da UFRJ, música de Carl Orff, regência de Tobias Volkmann, e coreografia de Rodrigo Negri, com os solistas Michele Menezes, Ciro D’Araújo e Jacques Rocha.

Por Alba Valéria Mendonça, G1 Rio
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