Secretário diz que salários no RJ serão normalizados após empréstimo

O secretário disse que o estado continua com técnicos em
Brasília para fazer acertos com relação à burocracia do plano
Gustavo Barbosa espera que decreto seja assinado na primeira semana de agosto. Pagamento de fornecedores seria feito aos poucos.
A expectativa do secretário estadual de Fazenda Gustavo Barbosa é de que, sendo homologado o decreto do governo federal plano de recuperação fiscal dos estados na primeira semana de agosto, os salários dos servidores sejam regularizados e estabilizadas a partir de setembro. A folha de pagamento do estado seria colocada em dias, mas o pagamento aos fornecedores só seria feito aos poucos, disse ele em entrevista ao Bom Dia Rio.
“A partir da homologação, o estado tem até 60 dias para pegar o empréstimo e fazer o pagamento do servidor. A gente entende que vai quitar todos os passivos e trazer normalidade para o pagamento dos servidores, disse Barbosa, em entrevista ao Bom Dia Rio, nesta quinta-feira (13).
O secretário disse que o estado continua com técnicos em Brasília para fazer acertos com relação à burocracia do plano, de situações que precisam ser explicadas. Em paralelo a isso, a União está terminando o regulamentar a lei de recuperação fiscal, através de um decreto que o Ministério da Fazenda. Ele acredita que esse decreto deve ser enviado ao presidente Michel Temer até segunda-feira (17) e deve ser homologado na primeira semana de agosto.
O acordo com a União prevê um empréstimo de R$ 3,5 bilhões ao estado. Atualmente, o governo do Rio deve, entre salários de maio e décimo terceiro, R$ 1,7 bilhão. Cerca de 260 mil funcionários ainda não receberam o salário de maio. A previsão é de que o empréstimo entre para regularizar a folha de pagamento em setembro.
Barbosa explicou que o estado não tem dinheiro para liquidar os salários de todas as categorias profissionais. E que por isso, o estado direcionou os recursos para áreas estratégicas, como a segurança e educação, que é paga através de um fundo, o Fundeb. As áreas de Fazenda e Planejamento também recebem antes em função de fazer parte da máquina de arrecadação do estado, responsável por manter o estado funcionando.
“Essa decisão prejudica não só a Uerj, mas todos os servidores que estão com salários atrasados estão prejudicados. Atualmente, o estado não tem capacidade de liquidar totalmente a folha de servidores e tem de fazer escolhas. É uma decisão de estado”, destacou o secretário.
O empréstimo de R$ 3,5 bilhões vai primeiro para pagar o servidor. Depois, o estado vai ver a possibilidade de começar a quitar parte das dívidas com fornecedores e terceirizados. Mas lembrou que isso não se dará de imediato. Ou seja, este ano salda uma parte das dívidas, ano que vem outra parte e assim por diante.
Barbosa acredita que com o empréstimo da União e as medidas de austeridade aprovadas pela Assembleia Legislativa (Alerj), o estado vai ser conduzido à situação de normalidade, com aumento de arrecadação, redução de despesas e um conjunto de medidas que a médio e longo prazo vão permitir a recuperação do Rio de Janeiro.

Por Bom Dia Rio
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