Na mesma prisão em Lima, Fujimori envia cobertor e sanduíches a Humala

O ex-presidente peruano Ollanta Humala é escoltado para fora
do Palácio de Justiça, em direção à prisão onde também cumpre
 pena o ex-presidente Alberto Fujimori, em Lima, na sexta-feira (14)
 (Foto: AP Photo/Martin Mejia)
Segundo Kenji Fujimori, pai ficou preocupado ao saber que ex-adversário político não tinha nada em sua cela. Em 2000, o então tenente-coronel Humala liderou rebelião militar contra presidente Fujimori e 13 anos depois negou indulto a ele.
O ex-presidente peruano preso Alberto Fujimori compartilhou cobertores e pães com queijo com seu companheiro de presídio e adversário político, o também ex-chefe de Estado Ollanta Humala, revelou nesta segunda-feira (17) seu filho Kenji Fujimori, que levou a encomenda.
"Leve isso a ele", disse Alberto Fujimori ao caçula dos Fujimori, que contou ao jornal "El Comercio" que seu pai "preparou ele mesmo uns pães com queijo".
Kenji Fujimori narrou com detalhes que nesta sexta-feira, ao visitar seu pai em uma prisão de Lima, pediu às autoridades permissão para ver Humala, que chegou ao local na última quinta-feira.
O encontro aconteceu e durou várias horas. Kenji disse que ficou impressionado pelo fato de Humala estar desassistido.
O ex-presidente Humala cumpre desde quinta-feira 18 meses de prisão preventiva em um caso de lavagem de dinheiro por receber recursos irregulares da Odebrecht e da Venezuela para financiar suas campanhas eleitorais de 2011 e 2006, segundo decisão judicial. Sua esposa, Nadine Heredia, cumpre pena pela mesma acusação em um presídio feminino.
"Ele não tem nada de nada, nem toalha", comentou Kenji Fujimori para o pai. O relato teria despertado a solidariedade entre os dois únicos presos da base policial: "leve este cobertor e este casaco, para que ele se aqueça", pediu Alberto Fujimori ao filho.
O encontro de Kenji com Ollanta Humala foi confirmado por pessoas próximas aos dois ex-presidentes. Kenji Fujimori voltou a visitar o presídio nesta segunda, segundo imagens divulgadas pelas redes de televisão.
Humala, um tenente-coronel do exército, liderou em outubro de 2000 uma rebelião militar contra o então presidente Alberto Fujimori. A convocação só foi acatada por um pelotão de soldados, mas Fujimori renunciou duas semanas depois, envolvido em um escândalo de corrupção.
Em 2013, Humala não concedeu indulto a Fujimori. O então presidente alegou que a saúde de Fujimori não estava em risco, condição essencial para um perdão presidencial humanitário.
Fujimori está preso desde 2007 cumprindo uma condenação de 25 anos por crimes contra a humanidade como responsável pela morte de cerca de 20 pessoas pelas mãos de esquadrão durante seu mandato (1990-2000).

Por France Presse
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