Lula diz que Doria ‘não é nada’ e que Bolsonaro ‘não tem chance’

© Miguel Schincariol Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quinta-feira que o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), ‘não é nada’ e que precisa começar a trabalhar pela cidade, avaliou que o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) ‘não tem chance’ para a Presidência da República e indicou que, caso seja impedido de disputar a eleição, o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) pode ser um bom nome.
As declarações foram dadas em entrevista transmitida ao programa Na Sala do Zé, do canal Ultrajano, do jornalista José Trajano, no YouTube. Também participaram como entrevistadores outros dois jornalistas esportivos, Juca Kfouri e Antero Greco.
“O Doria, por enquanto, não é nada. É só o João Trabalhador [apelido que o tucano usa em suas ações de marketing] que não trabalha”, disse, para acrescentar que ele precisa começar a administrar a cidade de São Paulo.  “Faça o que você dizia que ia fazer, não ficar fazendo discurso.”
Doria, que disputa com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o senador José Serra a indicação do PSDB para disputar a Presidência da República, tem atacado Lula com frequência em suas entrevistas, discursos e posts que faz nas redes sociais.
Sobre Bolsonaro, outro pré-candidato à Presidência, Lula disse duvidar de sua viabilidade eleitoral. “Eu acho que o Bolsonaro não disputa. E se disputar, não tem chance”, disse. Para ele, “as pessoas têm vergonha de votar numa pessoa tão reacionária”. Segundo a última pesquisa Datafolha, de junho, Bolsonaro é o segundo colocado nas intenções de voto, com 16% – o petista tem 30%.
Frescura
Ainda sobre eleições e uma eventual união dos partidos de esquerda na disputa, Lula criticou o PSOL, legenda que tem muitos ex-petistas em suas fileiras, ao ser questionado por Trajano sobre por que o PT não gosta da legenda.
“É o PSOL que não gosta do PT. A única coisa que eu desejo é que eles ganhem alguma coisa. Quando eles governarem, por exemplo, o Estado do Rio de Janeiro, metade da frescura vai acabar”, afirmou Lula. “Não dá para você ficar na areia ensinando como nadar.” E completou: “O problema é que eles se acham mais honestos, mais sabidos e mais bonitos”.
Questionado sobre quem poderia ser o candidato do PT caso ele seja impedido pela Justiça tentar voltar ao Planalto – foi condenado em primeira instância à prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do tríplex do Guarujá -, ele apontou duas saídas.
Uma envolvendo os governadores petistas – o partido tem quatro: Fernando Pimentel (MG), Tião Viana (AC), Rui Costa (BA)  e Camilo Santana (CE). A outra, sobre a qual discorreu mais, envolve Haddad.
 “Haddad pode ser uma personalidade importante [na eleição] se ele se dispuser a percorrer o Brasil”, disse. “Eu falei: Haddad, você tem que colocar o pé na estrada e falar o que você fez na educação [foi ministro no governo Lula]. Tem de dizer que nós quintuplicamos o orçamento, colocamos filho de pedreiro para ser médico, filho da empregada para ser engenheiro”, disse, lembrando ainda da ampliação de universidades federais na sua gestão.
Caso consiga entrar na disputa eleitoral, Lula acredita que o principal candidato que vai enfrentar será o atual governador de São Paulo. “Pode ser o Alckmin. Ou eles podem até tentar inventar alguém.”

VEJA.com
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