Crise da Coreia do Norte pode sair do controle, diz China na ONU

O ditador norte-coreano Kim Jong Un inspeciona o míssil balístico
 estratégico de longo alcance Hwasong-12 (Marte-12) (KCNA/Reuters)
Embaixador chinês advertiu que se as tensões com Pyongyang não forem aliviadas, as consequências podem ser "desastrosas"
O embaixador da China Liu Jieyi advertiu nesta segunda-feira sobre consequências “desastrosas” se as potências mundiais não conseguirem encontrar uma maneira de aliviar as tensões com a Coreia do Norte. Liu, que assume a presidência do Conselho de Segurança da ONU neste mês, afirmou que Pyongyang pode “sair do controle”.
O embaixador se pronunciou um dia depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou por telefone com o líder chinês Xi Jinping sobre a ameaça representada pelos mísseis e testes nucleares da Coreia do Norte. “Atualmente, as tensões são altas e certamente gostaríamos de ver uma melhora”, disse Liu em entrevista coletiva na sede da ONU.”Se as tensões só aumentam, mais cedo ou mais tarde nós perderemos o controle e as consequências serão desastrosas“, disse.
A China tem pedido negociações para conter o programa nuclear norte-coreano, depois que seu aliado na Ásia realizou dois testes nucleares no ano passado e uma série de testes balísticos neste ano. Mas a proposta de Pequim para um congelamento dos programas militares de Pyongyang em troca de uma suspensão dos exercícios militares dos Estados Unidos com a Coreia do Sul não conseguiu ganhar força.
Os Estados Unidos afirmam que negociarão com a Coreia do Norte caso o país interrompa seus testes nucleares e de mísseis. Descrevendo a crise com a Coreia do Norte como “muito, muito séria”, Liu disse que “outras partes” devem ser “estar mais próximas de aceitar e apoiar essas propostas”. “Nós não podemos esperar por muito tempo sem diálogo”, acrescentou.
Crise no Catar
Liu Jieyi falou também sobre a crise no Catar e pediu que o país resolva as divergências com seus vizinhos do Golfo Pérsico, assinalando que o Conselho não irá se envolver na disputa.
O ministro das Relações Exteriores catariano, o xeque Mohammed bin Abdulrahman Al-Thani, se encontrou com os membros do Conselho de Segurança na sexta-feira para discutir a ruptura das relações diplomáticas com Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Egito.

(com AFP)
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