Apoio da Força Nacional ao RJ pode chegar até 300 homens

Homens da Força Nacional estão impedidos de andar com
 a identidade policial na área da milícia
O reforço no efetivo foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (4). Cem homens da Força Nacional virão para o RJ em um primeiro momento.
O Rio de Janeiro deve receber mais do que os cem homens da Força Nacional de Segurança que foram anunciados na quarta-feira (4). A informação é do secretário nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, general Carlos Alberto Santos Cruz, em reunião com o secretário de Segurança Pública do RJ, Roberto Sá; o chefe de polícia Civil, Carlos Leba; e o comandante-geral da Polícia Militar; Cel. Wolney Dias. A reunião aconteceu durante a manhã no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC).
"Temos hoje 125 homens que fazem uma tarefa específica na Alerj é no Palácio Guanabara. A estruturação não passa pelo limite de 100 ou 200. Passa pela necessidade da secretaria", destacou o general.
O reforço pode chegar até 300 homens, de acordo com o secretário, mas ele afirma que há a necessidade de planejamento logístico. Os homens da Força Nacional devem chegar em atém 48 horas.
O secretário de segurança pública do RJ, Roberto Sá, pediu um endurecimento para quem porta armas de calibre restrito sem autorização. Além disso, ele pediu um reforço no orçamento.
"O Rio passa por uma crise fiscal e com R$ 8 milhões por mês eu conseguiria colocar 17 áreas integradas, resgatando um policiamento mais consistente", explicou Sá.O governo do Estado do Rio de Janeiro realiza na manhã desta quinta-feira (4) uma reunião sobre o Grupo Integrado de Operações de Segurança Pública (Giosp) para representantes do poder federal. A ideia do Governo do RJ é que o governo federal passe a integrar o grupo, do qual fazem parte a Polícia Militar, a Polícia Civil e a Seap.
O convite que tenta fazer com que o governo federal tenha maior participação nas ações de segurança no RJ visa uma maior integração de informações e inteligência. O reforço no efetivo foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (4).
O Rio de Janeiro já conta com um efetivo de 125 integrantes da Força Nacional de Segurança. O governador Luiz Fernando Pezão pediu também a vinda de agentes da Polícia Rodoviária Federal para o Estado, mas este auxílio ainda não foi confirmado pelas autoridades.
Segundo Pezão, grande parte das armas e drogas que chegam à Região Metropolitana escoam pela Via Dutra, que é uma rodoviária federal, o que justificaria o auxílio da PRF. Na operação realizada na terça-feira (2), 32 fuzis, pistolas e granadas foram apreendidos e 40 pessoas foram presas.
Prisão preventiva
Quarenta presos em flagrante em operação da Polícia Militar na Cidade Alta, na terça-feira (2), tiveram a prisão convertida em preventiva nesta quarta (3). A prisão foi feita durante operação para acabar com uma guerra de facções na comunidade de Cordovil, na Zona Norte do Rio. Após as detenções, criminosos queimaram nove ônibus e dois caminhões em represália.
Após audiência de custódia, os juízes Maria Tereza Donatti e Marco Couto decidiram que os detidos responderão por envolvimento com o tráfico e porte de armas – foram apreendidos 32 fuzis, além de pistolas, granadas e munições.
A prisão preventiva é uma medida cautelar para que os suspeitos aguardem presos, sem prazo determinado, o andamento do processo. O juiz Marco Couto salientou, em sua decisão, que não é razoável que os custodiados aguardem em liberdade. A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça.
Os presos foram ouvidos por videoconferência, do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, para onde foram levados na terça-feira, após as prisões.
Número insuficiente
O caos no Rio motivou o pedido de ajuda do governador do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão por reforço das tropas federais. Mas o acréscimo de cem homens fez com que especialistas em segurança criticassem a medida, que afirmam ser insuficiente para conter a criminalidade.
"É um numero muito reduzido, em especial por causa do momento que o Rio vive. O ideal é que seja número inicial e que venham outros", avalia o especialista em segurança Fernando Veloso.
Para Maria Isabel Couto, doutora e pesquisadora da FGV, a União deve ter papel principal na discussão da segurança pública. "A gente precisa ver esse protagonismo da Uniao pra ajudar os estados de forma pactuada. A União não tem que só transferir dinheiro e policiamento, ela tem que ocupar um papel central. Porque hoje não é a inteligência estadual que vai resolver o problema do tráfico.
"Nossa Força Nacional tem suas limitações e reivindicações em âmbito nacional. Nesse momento, o que temos disponivel são cem integrantes", alegou o ministro.

Por Bom Dia Rio
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