Nove meses após morte de Rayzza Ribeiro, crime não foi solucionado

Rayzza Ribeiro foi encontrada morta em São Pedro
da Aldeia (Foto: Reprodução Facebook)
Mãe da jovem disse ao G1 nesta quarta (8) viver 'desespero' pelo desfecho. Delegado diz que principal suspeito foi assassinado; ninguém foi preso.
Nove meses depois de Rayzza Ribeiro ter sido encontrada carbonizada em uma estrada em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio, o caso ainda segue sem desfecho. Nesta quarta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, O G1 ouviu Vania Souza, mãe da jovem de 21 anos, que diz viver uma situação de desespero quanto à investigação. Segundo o delegado Jorge Luiz Veloso, responsável pelo caso, o principal suspeito da morte de Rayzza foi assassinado a tiros. Ninguém foi preso. Uma das linhas de investigação é o feminicídio.
"Violência, estupro e morte barbarizando e nós, mulheres, desprotegidas. Pra que serve a Lei Maria da Penha? Até hoje, ninguém sabe nada, ninguém viu nada, quase dez meses depois. Estamos sem justiça e em desespero", disse Vania Souza, que disse ligar toda semana para a Polícia Civil para saber se há avanço na investigação.
O delegado Jorge Veloso informou que havia pedido a prisão de Luan Souza, apontado pela polícia como principal suspeito da morte de Rayzza, mas ele foi morto a tiros no bairro Poço Fundo, em São Pedro, dois dias depois. A investigação seguiu, mas nenhum outro suspeito foi identificado, de acordo com o delegado.
Segundo Jorge Veloso, a principal linha de investigação era crime por vingança, de motivação passional. No entanto, a morte pode ter sido ocasional, de acordo com a Polícia Civil.
As imagens das câmeras de segurança do Boulevard Canal, onde Rayzza foi vista em público pela última vez, foram analisadas para investigar as circunstâncias da morte.
Festa em escola ocupada
 A jovem havia desaparecido após sair de um evento na Escola Estadual Miguel Couto, que estava ocupada em Cabo Frio. Depois disso passou por bares da cidade até chegar ao Boulevard Canal, já no fim da madrugada. O corpo foi encontrado na Estrada do Chaparral, em São Pedro.
Um protesto em maio pediu justiça pela morte de Rayzza. A manifestação aconteceu em Cabo Frio e também lembrou outros casos de violência contra a mulher e estupro na região.
"A gente tem que pedir justiça e que essa pessoa (que cometeu o crime) seja parada, porque se ele ficar solto vão ser outras 'Rayzzas', vão ser outras meninas como a minha filha, morta, queimada, torturada. Isso é um monstro que está aí solto e a gente vai lutar", disse na ocasião Vânia Souza, mãe da jovem

Do G1 Região dos Lagos
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