Proposta de privatização da
empresa será analisada nesta quinta-feira (9) na Alerj
Os servidores da Cedae (Companhia
Estadual de Águas e Esgotos) do Rio de Janeiro entram em greve nesta
terça-feira (7) para protestar contra a proposta do governador Luiz Fernando
Pezão de privatização da empresa que será analisada na Alerj (Assembleia Legislativa
do Rio de Janeiro) na quinta-feira (9).
O Sintsama-RJ (Sindicato dos
Trabalhadores nas Empresas de Saneamento Básico e Meio Ambiente do Rio de
Janeiro) garantiu que não faltará água para a população e que a paralisação vai
respeitar a Lei de Greve, que exige que 30% dos funcionários da empresa
continuem operando o sistema.
No último domingo (5),
funcionários da companhia fizeram manifestação na orla de Copacabana. O Projeto
de Lei 2.345/17, que autoriza a venda da Cedae, é pré-condição imposta pelo
governo federal para liberar empréstimos e aliviar a dívida estadual com a
União. O projeto autoriza o governo a vender as ações da companhia e dá prazo
de seis meses para a contratação da instituição financeira federal que será
responsável pelo processo de privatização.
A proposta também autoriza o
governo do Rio a contrair empréstimos de até R$ 3,5 bilhões que terão como
garantias as ações da Cedae. Os recursos obtidos com a venda da companhia
devem ser usados para quitar o empréstimo. De acordo com o executivo, a
intenção do empréstimo é colocar em dia a folha de pagamento dos servidores,
quitar dívidas com fornecedores e garantir o funcionamento da máquina pública.
O Muspe (Movimento Unificado dos
Servidores Públicos Estaduais) pretende fazer no dia 7 um ato em defesa da
Cedae, ao meio-dia, em frente à Alerj e, no dia seguinte, uma vigília, no mesmo
local e horário, quando os manifestantes pretendem percorrer os gabinetes dos
deputados. Na quinta-feira (9), os servidores têm programado um grande protesto
contra o pacote de ajuste fiscal proposto pelo governo estadual e que será
votado na Alerj e em defesa da Cedae.
Na semana passada, reabertura dos
trabalhos legislativos da Casa, houve um protesto que terminou em confronto
entre a polícia e os servidores. Um ônibus foi queimado, o comércio na região
fechou as portas e estações do metrô próximas também fecharam.
Agência Brasil

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