ONU e Trump repreendem Coreia do Norte, mas não dão sinais de ação após teste de míssil

Televisão em estação de trem em Seul mostra lançamento
de míssil da Coreia do Norte (Foto: Jung Yeon-Je/AFP) 
Esse foi o 1º desafio direto à comunidade internacional desde que o presidente Donald Trump tomou posse.
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) criticou o lançamento de míssil realizado pela Coreia do Norte no final de semana, pedindo que os membros do colegiado "redobrem esforços" para aplicar sanções contra o país, mas não deu sinais de quais ações pode adotar.
O teste de um míssil balístico de alcance intermediário de Pyongyang no domingo (12) foi o primeiro desafio direto à comunidade internacional desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tomou posse em 20 de janeiro.
Em uma coletiva de imprensa realizada na segunda-feira, Trump disse: "Obviamente a Coreia do Norte é um grande, grande problema, e iremos lidar com isso muito firmemente".
Trump não falou sobre nenhuma reação planejada, mas a embaixadora norte-americana na ONU, Nikki Haley, disse em um comunicado: "É hora de responsabilizar a Coreia do Norte – não com nossas palavras, mas com nossas ações".
Nikki Haley emitiu o comunicado depois de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança na segunda-feira convocado por EUA, Japão e Coreia do Sul para debater o disparo do míssil norte-coreano.
No mesmo dia, os militares destes três países realizaram uma videoconferência na qual repudiaram o lançamento, que classificaram como uma "violação clara" de várias sanções do Conselho de Segurança. Os EUA "reafirmaram seus compromissos de segurança inabaláveis" com o Japão e a Coreia do Sul, disse o Pentágono.
Uma autoridade sul-coreana disse que Washington planeja utilizar "ativos estratégicos" em exercícios militares anuais iminentes com Seul por causa da ameaça crescente do Norte. As manobras geralmente têm início em março.
O funcionário não disse que ativos poderão ser empregados. No passado, eles incluíram bombardeiros B-2, caças antirradar F-22 e submarinos movidos a energia nuclear.
Em Pequim, o Ministério das Relações Exteriores da China disse esperar que, nas atuais circunstâncias, todos os países consigam exibir moderação e não fazer nada que agrave a situação.
A China é a principal aliada e parceira comercial da Coreia do Norte, mas está irritada com suas ações agressivas repetidas, embora tenha rejeitado as insinuações, feitas por norte-americanos e outros, de que poderia estar fazendo mais para conter seu vizinho.
A agência de inteligência sul-coreana estima que o míssil de combustível sólido lançado por Pyongyang no domingo tem um alcance de mais de 2 mil quilômetros, o que lhe permitiria atingir grandes porções de China, Taiwan, Japão e Rússia.
A Coreia do Norte já testou no passado mísseis com alcance superior a 3 mil km, mas disse estar prestes a testar um míssil balístico intercontinental, que pode eventualmente ameaçar a área continental dos Estados Unidos, que está a cerca de 9 mil quilômetros da Coreia do Norte.

Por Reuters
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