China executa idoso colombiano condenado por tráfico de drogas

Juan José Herrera, de 35 anos, filho de Ismael Enrique Arciniegas,
preso, condenado e executado na China por tráfico de drogas,
abraça uma pessoa de sua família (Foto: Luis Robayo / AFP Photo)
Ismael Enrique Arciniegas, de 74 anos, foi preso em 2010 e confessou que levava quase 4 kg de droga ao país asiático.
O colombiano Ismael Enrique Arciniegas, de 74 anos, condenado a morte na China por tráfico de drogas, foi executado nesta terça-feira (28) no país asiático, informaram fontes oficiais. O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia escreveu em sua conta no Twitter que "expressa suas condolências aos familiares de Ismael Enrique Arciniegas Valencia, que lutou até o último minuto por sua vida".
Arciniegas, capturado em 2010, estava preso na cidade de Guangzhou, capital da província de Guangdong, e foi condenado à pena de morte em 2013, após reconhecer que levava quase quatro quilos de droga.
Ele foi o primeiro colombiano executado por narcotráfico no mundo, segundo o ministério do país sul-americano.
Em mensagem anterior, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que por gestão do consulado colombiano em Guangzhou, Arciniegas se despediu por telefone de seus familiares. Nesta última conversa, divulgada pela emissora de rádio "La FM", Arciniegas deu algumas recomendações a seu filho Juan José, e disse estar muito orgulhoso por seu trabalho como tatuador, antes de dizer que iria definitivamente.
O ministério, que forneceu apoio permanente para Arciniegas por meio de seus funcionários na China, disse que "após vários anos de esforços diplomáticos, as autoridades chinesas rejeitaram as solicitações de súplica para comutar sua pena".
Além disso, o Ministério das Relações Exteriores reiterou "categoricamente" sua oposição à pena de morte.
Horas antes da execução de Arciniegas, que ocorreu através de uma injeção letal, Juan José Herrera, filho do condenado, afirmou que seu pai cometeu um erro ao viajar para a China levando drogas, mas ressaltou que não era uma má pessoa.
Atualmente, há 15.034 colombianos detidos no exterior, dos quais 8.526, ou seja 56,7%, são por relação com o narcotráfico, segundo o Ministério das Relações Exteriores.

Por Agencia EFE
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