Retrospectiva 2016 - Junho: Prestadora de serviço da prefeitura é denunciada pelo vereador Marcelino da Farmácia | Rio das Ostras Jornal

Retrospectiva 2016 - Junho: Prestadora de serviço da prefeitura é denunciada pelo vereador Marcelino da Farmácia

De acordo com o relato do vereador Marcelino, a paciente de 70 anos
de idade, seria dei­xada para trás pelo motorista de uma van da empresa
Ostras­tur, que presta serviço à Secre­taria de Saúde do município.
Foto: Angel Morote
O vereador Marce­lino Dias Borba, conhecido como “Marcelino da Far­mácia”, denunciou na última quarta-feira dia (08/06), no Plenário da Câmara de Rio das Ostras, um caso “apavorante” do motorista de uma empresa de transporte prestadora de serviço da prefeitura, alocada pela Secretaria de Saúde. A acusação seria por ele tentar abandonar uma paciente ido­sa no Rio de Janeiro, porque já teria vencido o horário de retorno para a cidade.
De acordo com o relato do vereador Marcelino, a paciente de 70 anos de idade, seria dei­xada para trás pelo motorista de uma van da empresa Ostras­tur, que presta serviço à Secre­taria de Saúde do município, no transporte de pacientes em tratamento, consulta e exames em outras localidades. Ainda segundo o edil, o motorista iria deixar a paciente porque tinha ordem expressa de voltar para Rio das Ostras, até às 16 horas.
Revolta do vereador Mar­celino da Farmácia
O vereador Marcelino da Farmácia, revoltado com a situação, no momento que discursava no plenário da Câmara, colocou o áudio da conversa que teria tido a filha da paciente que seria deixada para trás com o motorista da Ostrastur. Onde o condutor ofendia, reclamava da inter­locutora por não estar ao lado da mãe, além de ameaçar que deixaria a idosa e voltaria sem ela. O edil espoe a situação como apavorante. “ Quando é ouvi a situação, eu fiquei in­dignado, quando um cidadão pede para ser motorista, para levar idosos, doentes, tem que estar ciente, habilitado e capacitado, para esperar os pacientes, seja qualquer hora o retorno”, “Isso é uma falta de respeito muito grande, eu não quero para um idoso o que não quero para minha família, ele (o motorista), não está li­dando com animais, nem o animal merece essa falta de respeito”,afirma revoltado.
Os demais colegas de bancada disseram que apoiam uma sindicância para apurar a má prestação de serviços da empresa, que de acordo com o vereador Aluísio Viana, a empresa é “vagabunda” e “pi­careta”. Já o vereador Alan Machado declarou que tem ocorrido outros casos, como deixar os pacientes debilita­dos na beira da estrada pelos motoristas, evitando entrar nas ruas dos usuários, às ve­zes na escuridão e deixá-los em suas residências.
Leia a transcrição da conversa entre a filha da paciente e o motorista da van
Filha: é um absurdo! En­tão olha só... O senhor vai deixar ela pra trás? Qual é o nome do senhor? Qual é o nome do senhor? Ah, o senhor não tem nome não né?! Olha só senhor... O senhor não vai deixar minha mãe pra trás não. Não vai deixar porque senão não vai ficar legal.
Motorista: A senhora não fica falando demais não que se tiver que deixar eu vou deixar porque eu tenho ordem da em­presa pra deixar.
Filha: Mas o senhor não vai deixar minha mãe de se­tenta anos pra trás não.
Motorista: A senhora não é mais que ninguém não pra querer falar gritando comigo não. Você vai gritar com seus filhos.
Filha: Eu não estou gri­tando com o senhor. O senhor falou que tem ordem que qua­tro horas da tarde se a pessoa não for atendida...
Motorista: O tempo que você tá falando aí era pra você tá com sua mãe aqui. Você não tem responsabilidade com ela.
Filha: Meu amor, eu sou enfermeira e estou de plantão se o senhor quer saber.
Motorista: Tá bom.
Filha: Ah tá! Então o se­nhor trate de ir lá e esperar minha mãe. Tá?
Motorista: Não fica com essa marra comigo não que eu largo sua mãe aqui e pra mim não vai dar nada porque é ordem da empresa. É ordem da empresa.
Filha: Que empresa que é? Qual o nome da empresa?
Motorista: Não interessa não! Procura saber lá
Filha: É Ostratur? Olha só senhor, eu não quero saber senhor. Eu sei que o senhor vai esperar minha mãe porque o médico está atendendo ela ainda. Então o senhor não vai largar paciente de quatro ho­ras da tarde.
Motorista: Se ela ficar sendo atendida até meia noite eu sou obrigado a ficar até meia noite esperando sua mãe?
Filha: Qual o nome do se­nhor, por favor?        
[Motorista corta a ligação].
Aviso no interior da van
Segundo relatos de outros pacientes e acompanhantes que já utilizaram o meio de transporte contratado pela prefeitura, disseram que den­tro dos veículos há cartazes de aviso que as vans deveriam voltar para Rio das Ostras até as 16h00, mesmo que os pa­cientes não tenham sido aten­didos, seriam deixados para trás. Ainda, os pacientes afir­maram que a empresa deixou forneceros lanches que antes entregavam ao subir na van.
O caso chocou a assistên­cia e os vereadores da situação que pediram a demissão do motorista, além de se disponi­bilizarem a investigar o caso.
Contrato da empresa
De acordo com o contrato SEMUSA/FMS Nº 005/2014. Extrato de Termo Aditivo Processo Administrativo Nº 8578/2016, firmado entre o Município de Rio das Ostras e a empresa Ostrastur Viagens e Turismos Ltda ME. O valor total pelo serviço de 12 meses seria de R$2.416.776,48 - Pela locação de 04 (quatro) veículos tipo van executiva e 01 (um) veículo tipo micro ônibus exe­cutivo, ambos com motorista, ar condicionado, e serviço de bor­do, estando à disposição da SE­MUSA, de segunda a domingo, incluindo feriados, nos horários pré-determinados, cumprindo os cronogramas de agendamen­to de viagens para consultas e/ou tratamento dos pacientes agendados pelo serviço social e outros eventos autorizados pela Secretaria Municipal de Saúde.
Ostrastur se defende
Em carta aberta à popu­lação, A Ostrastur Viagens e Turismo esclarece que o mo­torista fica a disposição aguar­dando a realização dos exa­mes e as consultas de todas as pessoas. A Ostrastur não concorda com a maneira como o mesmo (o motorista da em­presa) se expressou. Entende a Ostrastur que, de qualquer forma, não se justifica a atitu­de do seu motorista. O moto­rista deveria sim, ter tido trato ao falar com a filha da pacien­te, além de explicar claramen­te o que estava acontecendo. Informamos que o funcionário já foi advertido e que o mes­mo encontra-se afastado de suas funções e está passando por um Curso de Reciclagem dentro da empresa.
Secretaria de saúde
A Secretaria de Saúde de Rio das Ostras informa que apura todas as denúncias rela­cionadas ao transporte de pa­cientes, chamando a empresa responsável a esclarecer caso a caso. O transporte leva os pacientes até suas residências. Só são levados até a Coorde­nadoria de Gestão, Avaliação e Auditoria – Coga os pacien­tes que residem em outros mu­nicípios e utilizam os serviços de saúde de Rio das Ostras.

Assista ao vídeo com a conversa do motorista da van e a filha da paciente no Face­book e no Youtube do Rio das Ostras Jornal.
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