O vereador Marcelino
Dias Borba, conhecido como “Marcelino da Farmácia”, denunciou na última
quarta-feira dia (08/06), no Plenário da Câmara de Rio das Ostras, um caso
“apavorante” do motorista de uma empresa de transporte prestadora de serviço da
prefeitura, alocada pela Secretaria de Saúde. A acusação seria por ele tentar
abandonar uma paciente idosa no Rio de Janeiro, porque já teria vencido o
horário de retorno para a cidade.
De acordo com o
relato do vereador Marcelino, a paciente de 70 anos de idade, seria deixada
para trás pelo motorista de uma van da empresa Ostrastur, que presta serviço à
Secretaria de Saúde do município, no transporte de pacientes em tratamento,
consulta e exames em outras localidades. Ainda segundo o edil, o motorista iria
deixar a paciente porque tinha ordem expressa de voltar para Rio das Ostras,
até às 16 horas.
Revolta do vereador Marcelino da Farmácia
O vereador
Marcelino da Farmácia, revoltado com a situação, no momento que discursava no
plenário da Câmara, colocou o áudio da conversa que teria tido a filha da
paciente que seria deixada para trás com o motorista da Ostrastur. Onde o
condutor ofendia, reclamava da interlocutora por não estar ao lado da mãe,
além de ameaçar que deixaria a idosa e voltaria sem ela. O edil espoe a situação
como apavorante. “ Quando é ouvi a situação, eu fiquei indignado, quando um
cidadão pede para ser motorista, para levar idosos, doentes, tem que estar
ciente, habilitado e capacitado, para esperar os pacientes, seja qualquer hora
o retorno”, “Isso é uma falta de respeito muito grande, eu não quero para um
idoso o que não quero para minha família, ele (o motorista), não está lidando
com animais, nem o animal merece essa falta de respeito”,afirma revoltado.
Os demais
colegas de bancada disseram que apoiam uma sindicância para apurar a má
prestação de serviços da empresa, que de acordo com o vereador Aluísio Viana, a
empresa é “vagabunda” e “picareta”. Já o vereador Alan Machado declarou que
tem ocorrido outros casos, como deixar os pacientes debilitados na beira da
estrada pelos motoristas, evitando entrar nas ruas dos usuários, às vezes na
escuridão e deixá-los em suas residências.
Leia a
transcrição da conversa entre a filha da paciente e o motorista da van
Filha: é
um absurdo! Então olha só... O senhor vai deixar ela pra trás? Qual é o nome
do senhor? Qual é o nome do senhor? Ah, o senhor não tem nome não né?! Olha só
senhor... O senhor não vai deixar minha mãe pra trás não. Não vai deixar porque
senão não vai ficar legal.
Motorista: A
senhora não fica falando demais não que se tiver que deixar eu vou deixar
porque eu tenho ordem da empresa pra deixar.
Filha: Mas
o senhor não vai deixar minha mãe de setenta anos pra trás não.
Motorista: A
senhora não é mais que ninguém não pra querer falar gritando comigo não. Você
vai gritar com seus filhos.
Filha: Eu
não estou gritando com o senhor. O senhor falou que tem ordem que quatro
horas da tarde se a pessoa não for atendida...
Motorista: O
tempo que você tá falando aí era pra você tá com sua mãe aqui. Você não tem
responsabilidade com ela.
Filha: Meu
amor, eu sou enfermeira e estou de plantão se o senhor quer saber.
Motorista: Tá
bom.
Filha: Ah
tá! Então o senhor trate de ir lá e esperar minha mãe. Tá?
Motorista: Não
fica com essa marra comigo não que eu largo sua mãe aqui e pra mim não vai dar
nada porque é ordem da empresa. É ordem da empresa.
Filha: Que
empresa que é? Qual o nome da empresa?
Motorista: Não
interessa não! Procura saber lá
Filha: É
Ostratur? Olha só senhor, eu não quero saber senhor. Eu sei que o senhor vai
esperar minha mãe porque o médico está atendendo ela ainda. Então o senhor não
vai largar paciente de quatro horas da tarde.
Motorista: Se
ela ficar sendo atendida até meia noite eu sou obrigado a ficar até meia noite
esperando sua mãe?
Filha: Qual
o nome do senhor, por favor?
[Motorista
corta a ligação].
Aviso no
interior da van
Segundo relatos
de outros pacientes e acompanhantes que já utilizaram o meio de transporte
contratado pela prefeitura, disseram que dentro dos veículos há cartazes de
aviso que as vans deveriam voltar para Rio das Ostras até as 16h00, mesmo que
os pacientes não tenham sido atendidos, seriam deixados para trás. Ainda, os
pacientes afirmaram que a empresa deixou forneceros lanches que antes entregavam
ao subir na van.
O caso chocou a
assistência e os vereadores da situação que pediram a demissão do motorista,
além de se disponibilizarem a investigar o caso.
Contrato da empresa
De acordo com o
contrato SEMUSA/FMS Nº 005/2014. Extrato de Termo Aditivo Processo
Administrativo Nº 8578/2016, firmado entre o Município de Rio das Ostras e a
empresa Ostrastur Viagens e Turismos Ltda ME. O valor total pelo serviço de 12
meses seria de R$2.416.776,48 - Pela locação de 04 (quatro) veículos tipo van
executiva e 01 (um) veículo tipo micro ônibus executivo, ambos com motorista,
ar condicionado, e serviço de bordo, estando à disposição da SEMUSA, de
segunda a domingo, incluindo feriados, nos horários pré-determinados, cumprindo
os cronogramas de agendamento de viagens para consultas e/ou tratamento dos
pacientes agendados pelo serviço social e outros eventos autorizados pela
Secretaria Municipal de Saúde.
Ostrastur se defende
Em carta aberta
à população, A Ostrastur Viagens e Turismo esclarece que o motorista fica a
disposição aguardando a realização dos exames e as consultas de todas as
pessoas. A Ostrastur não concorda com a maneira como o mesmo (o motorista da empresa)
se expressou. Entende a Ostrastur que, de qualquer forma, não se justifica a
atitude do seu motorista. O motorista deveria sim, ter tido trato ao falar
com a filha da paciente, além de explicar claramente o que estava
acontecendo. Informamos que o funcionário já foi advertido e que o mesmo
encontra-se afastado de suas funções e está passando por um Curso de Reciclagem
dentro da empresa.
Secretaria de saúde
A Secretaria de
Saúde de Rio das Ostras informa que apura todas as denúncias relacionadas ao
transporte de pacientes, chamando a empresa responsável a esclarecer caso a
caso. O transporte leva os pacientes até suas residências. Só são levados até a
Coordenadoria de Gestão, Avaliação e Auditoria – Coga os pacientes que
residem em outros municípios e utilizam os serviços de saúde de Rio das
Ostras.
Assista ao vídeo
com a conversa do motorista da van e a filha da paciente no Facebook e no
Youtube do Rio das Ostras Jornal.

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