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Brasileiros,
capitães Gustavo Pascotto (na segunda fila, o terceiro
da esquerda para a direireita) e Ramon Fórneas
(atrás de Gustavo)
(Foto:
Arquivo Pessoal)
|
Capitães da FAB participaram de
treinamento simulado na Suécia jogando bombas em inimigos de outros 4 países,
em alvos a 80 km de distância, a 12 km de altitude e velocidade superior a do
som.
Os capitães da Força Aérea
Brasileira (FAB) Gustavo de Oliveira Pascotto, de 35 anos, e Ramon Santos
Fórneas, de 34 anos, os únicos brasileiros treinados para pilotar o caça
supersônico Gripen, o novo caça do Brasil, comandaram pela primeira vez pilotos
de quatro outros países em um treinamento de combate aéreo simulado para
desenvolver novas táticas na Suécia.
Durante os combates virtuais, Fórneas
e Pascotto chegaram a chefiar outros 7 pilotos contra 40 aeronaves inimigas,
simulando ataques e contra-ataques vituais e abatendo inimigos com voos além da
velocidade do som (1,2 mil km/h). Uma das qualidades diferenciais do Gripen é
combate muito além ao campo de
visão do piloto: nos combates, os brasileiros derrubaram inimigos a
mais de 80 km de distância do alvo.
O Brasil comprou 36 caças Gripen de nova
geração (NG), que ainda está sendo reformulado e produzido, da construtora
sueca Saab, por 39,3 bilhões de coroas suecas (US$ 4,2 bilhões). A previsão é
de que eles devem chegar ao país entre 2018 e 2019 (clique aqui para conhecer detalhes do novo caça do Brasil).
Fórneas é um dos dois únicos
brasileiros preparados para pilotar o Gripen (Foto: Arquivo Pessoal)
Ambos os pilotos já haviam passado
por testes em uma centrífuga em que aguentaram até 9 vezes a força da gravidade
sobre seu corpo para poderem
pilotar o Gripen (veja vídeo aqui) e ficaram um ano na Suécia, em
2014, fazendo um curso real para comandar a aeronave. O G1 divulgou com exclusividade o primeiro voo solo sozinhos de ambos em
janeiro de 2015.
Durante o novo curso, realizado
agora em outubro e novembro deste ano na Suécia, os pilotos participaram pela
primeira vez do treinamento tático de liderança da aeronave, trabalhando e
comandando colegas pilotos que já empregam o Gripen na Suécia, Hungria,
República Tcheca e Tailândia. Entre eles, pilotos que já participaram de
operações militares da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), como
ações em conflitos no Oriente Médio e África.
Pilotos brasileiros lideraram
equipes de 8 contra 40 inimigos usando Gripen, novo caça do Brasil, em
treinamento com simuladores (Foto: Saab/Divulgação)
Realismo
"O grau de realismo dos combates foi o ponto alto da missão. A imersão dos pilotos, ou seja, o quanto o piloto se sentia realmente voando, era total, uma vez que, quando sua aeronave era abatida, ela era retirada do combate, situação impraticável durante os treinamentos reais com as aeronaves”, disse Fórneas. Ele e Pascotto serão, no Brasil, os instrutores dos novos colegas que irão pilotar o Gripen na Aeronáutica.
“Por envolver cenários complexos e pilotos de diferentes nacionalidades e experiências, foi excelente oportunidade para se aferir nosso grau de adestramento em relação ao combate além do alcance visual atual e, acima de tudo, para verificar quais os melhores modos de emprego do Gripen. Vai gerar, no futuro, consideráveis ganhos para cumprirmos a missão de maneira mais eficiente", disse o capitão Pascotto.
"O grau de realismo dos combates foi o ponto alto da missão. A imersão dos pilotos, ou seja, o quanto o piloto se sentia realmente voando, era total, uma vez que, quando sua aeronave era abatida, ela era retirada do combate, situação impraticável durante os treinamentos reais com as aeronaves”, disse Fórneas. Ele e Pascotto serão, no Brasil, os instrutores dos novos colegas que irão pilotar o Gripen na Aeronáutica.
“Por envolver cenários complexos e pilotos de diferentes nacionalidades e experiências, foi excelente oportunidade para se aferir nosso grau de adestramento em relação ao combate além do alcance visual atual e, acima de tudo, para verificar quais os melhores modos de emprego do Gripen. Vai gerar, no futuro, consideráveis ganhos para cumprirmos a missão de maneira mais eficiente", disse o capitão Pascotto.
Os combates são travados a
altitudes bem superiores às que voam os aviões comerciais – cerca de 40 mil pés
(12,2 km de altitude). Nos cenários de treinamento virtual, eles comandaram
equipes mistas com pilotos de diferentes países em times de 8 pilotos contra 40
aeronaves inimigas, controladas por computadores de alta tecnologia.
Questionado pelo G1 sobre
como se sentia ao abater um inimigo e não ser abatido, Fórneas desabafou: “Não
acredito que este sentimento seja só meu, mas e todo piloto de caça quando
consegue cumprir sua missão, se sente bem por ter feito aquilo que a nação
espera dele e que é missão da FAB: manter a soberania do espaço aéreo para
defesa da pátria. O sentimento de ter tido cumprido sua missão”.
"Quando a aeronave é abatida,
o piloto perde os comandos e ele cai, literalmente, até colidir com o solo”, explica
Fórneas.
O treinamento de combate antecede
uma competição que ocorre a cada três anos entre os pilotos de países que usam
o Gripen, chamado, devido à sigla em inglês, de GuG (Grupo de Usuários do
Gripen), para o qual ainda estão feitas tratativas para a inclusão do Brasil,
pois o país ainda não recebeu nenhuma aeronave.
“Para a aviação de caça
brasileira, a participação deste treinamento foi um ganho substancial, pois a
avaliação das táticas empregadas e a doutrina do combate além do alcance visual
foram colocadas em prática em alto nível”, afirmou Fórneas.
G1 São Paulo

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