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© Foto:
Domingos Peixoto/Agência O Globo Tropa reforça a
segurança
nos palácios Guanabara e Tiradentes.
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O esquema de segurança no Palácio
Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa (Alerj), foi ainda mais reforçado
para o início, nesta quarta-feira, das discussões sobre o pacote anticrise
proposto pelo estado. A pedido do governador Luiz Fernando Pezão, que afirmou
não ter mais condições de garantir a ordem pública, o presidente da República,
Michel Temer, autorizou nesta terça-feira uma mobilização de 500 homens da
Força Nacional para ajudar a Polícia Militar a evitar distúrbios não só nos
arredores da Casa, mas também na região do Palácio Guanabara, em Laranjeiras.
Cerca de 200 agentes vieram nesta terça à noite para o Rio, e o restante deve
chegar nesta quarta. O efetivo permanecerá pelo menos um mês na cidade.
O reforço da Força Nacional foi um
pedido feito por Pezão ao Ministério da Justiça e contou com a intermediação do
presidente da Câmara, deputado federal Rodrigo Maia (DEM). Em um documento, o
governador alegou “insuficiência de meios e esgotamento dos instrumentos
destinados à preservação da ordem pública, da incolumidade das pessoas e do
patrimônio” para solicitar o apoio da tropa federal.
— A situação é grave. Pezão está
preocupado com a segurança de todos, inclusive a dele. O pedido do governador
também é direcionado para a vigilância do Palácio Guanabara — disse uma
autoridade, que pediu para não ser identificada.
Também nesta terça, o entorno da
Alerj ganhou mais uma grade, instalada ao redor da cerca que começou a ser
montada no sábado. Alheios aos preparativos para o aumento de segurança no
entorno do Palácio Tiradentes, servidores se mobilizam para novos protestos
contra o que chamam de “pacote de maldade” do governo estadual. Antes do início
das discussões sobre as propostas de ajuste, Picciani deverá receber
representantes de pelo menos seis sindicatos em seu gabinete.
UMA SEMANA DE TUMULTOS
As discussões no plenário estão
previstas para começar às 15h e prosseguir noite adentro. Antes do começo dos
debates, a presidência da Alerj terá que decidir quem poderá ocupar as
galerias. Normalmente, são distribuídas senhas.
Na terça-feira da semana passada,
o plenário e gabinetes da Casa foram invadidos por manifestantes, o que levou
Picciani a afirmar que a Polícia Militar falhou. Um grupo depredou a sala da
vice-presidência, onde rasgou documentos e quebrou portas e móveis. Eles
exigiam o arquivamento do pacote anticrise e a saída de Pezão do governo do
estado.
Dois dias depois também houve
confusão: um grupo de mascarados acendeu uma fogueira no meio da Avenida
Presidente Antônio Carlos durante um outro protesto de servidores no Centro.
Policiais que faziam a segurança do Palácio Tiradentes foram em direção aos manifestantes,
que arremessaram pedras, garrafas e fogos de artifício. Os PMs responderam com
spray de pimenta e bombas de gás lacrimogêneo.

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