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O edifício
Trump Place, em Nova York (Getty/VEJA.com)
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Moradores do condomínio de luxo
Trump Place, localizado nas margens do rio Hudson, observaram com satisfação a
retirada do letreiro com o nome do magnata
Três edifícios de Nova York
retiraram nesta quarta-feira de suas fachadas grandes letras douradas que
formavam o nome de Donald Trump como um sinal do receio sentido pelos moradores
ao presidente eleito, que, apesar de ter nascido na cidade, acham que o magnata
não os representam. Moradores e vizinhos do condomínio de luxo Trump Place,
localizado nas margens do rio Hudson, testemunharam com satisfação a retirada
do letreiro com o nome do magnata dos edifícios, após a assinatura no mês
passado de uma petição onde afirmavam sentir “vergonha” do republicano.
“Tivemos que nos livrar desse nome
de nossas casas, embora não possamos nos livrar de sua influência em nossa
vida, nem despertar deste pesadelo”, explicou David Linnell, um aposentado de
70 anos, que pediu a retirada do nome por considerar ser “um insulto” a
democracia. E a frase “Não é meu presidente” ganhou força em Nova York, cidade
mais populosa dos Estados Unidos, onde acontecem seguidos protestos repudiando
o magnata por seu agressivo discurso contra as mulheres, imigrantes e outros
grupos sociais ao longo de sua campanha.
“Pelo menos algo de positivo nos aconteceu
após esta terrível campanha, (o nome de Trump) já não está em nossa casa”,
declarou Tom, outro morador, que também assinou a petição para mudar o nome dos
três edifícios da Riverside Boulevard. Em sua opinião, o nome de Trump
representa “algo diferente ao que era antes”, agora está associado ao ódio e
isso é uma coisa da qual não quer participar.
Um ponto em que coincide Wendy,
outra moradora do bairro, que define o republicano como um homem “irracional” e
de ideias “racistas” que exclui e divide os americanos. “Ele não acredita na
democracia e nem na Constituição. Nós acreditamos em um mundo global e no
importante papel que desempenha Estados Unidos, e isso ele não se importa com
isso”, afirmou.
Gesto simbólico — “É
um pequeno gesto simbólico, uma mostra dos valores que temos neste bairro, mas
é bom que as pessoas saibam que em sua cidade natal não o apoia”, disse
Richard, que vive há 16 anos em um dos blocos em que Trump desapareceu,
inclusive, dos uniformes dos porteiros. Os três edifícios representam apenas
uma pequena parte das várias propriedades na cidade que levam o nome do
republicano, que transformou o sobrenome Trump em uma marca vinculada ao luxo e
riqueza. O nome de Trump também está na torre onde ele vive e trabalha, além de
outro edifício, localizado em frente ao complexo da ONU.
(Com agência EFE)

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