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PM cumpriu
reintegração de posse no Jardim Botânico
na última sexta-feiraSeverino Silva/ Agência O
DIA
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PM cumpriu reintegração de posse
na última segunda na comunidade do Horto. Acessos da Rua Pacheco Leão
permanecem fechados
O Jardim Botânico vai reabrir para
visitação, nesta sexta-feira, após reintegração de posse na última
segunda-feira. No entanto, os acessos da Rua Pacheco Leão permanecerão
fechados. Segundo o instituto, uma equipe da Polícia Federal foi até o
local, nesta manhã, para fazer perícia no setor de Conservação, "onde
ocorreu um atentado, provavelmente com coquetéis molotv".
A assessoria de imprensa do parque
informou que barricadas no Horto estavam impedindo a passagem de
funcionários que fazem a manutenção do Jardim Botânico. Seguranças do
PreviFogo e servidores informaram que sofreram ameaças de pessoas que
estão na área conhecida como Caxinguelê, dentro da comunidade reintegrada do
Horto.
Um vídeo divulgado nesta
quarta-feira mostrou a ação de encapuzados no espaço. Nas imagens, cerca
de 25 pessoas com rostos cobertos invadem o Jardim Botânico, atiram bombas e
incendeiam uma retroescavadeira. Um segurança que estava em uma sala é
rendido por um dos invasores, que parece estar armado. Ele tem a arma, colete,
celulares e rádios transmissores roubados. As polícias Civil e Federal
investigam o crime.
Ameaças
De acordo com o Instituto de
Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), atos de intimidação vêm
sendo feitos desde segunda-feira, quando a Justiça Federal, com o apoio da
Polícia Militar, realizou a reintegração de posse no Horto. O cumprimento da
decisão judicial acabou com um lançamentos de bombas de gás, spray de pimenta e
disparos de armas de borracha. Moradores passaram mal e pessoas ficaram
feridas. Uma repórter do DIA foi atingida no pé por uma das
balas disparadas pela polícia.
Jardim Botânico move ações
individuais contra as famílias
O Jardim Botânico move ações
individuais contra as famílias, muitas já julgadas, alegando interesse
ambiental. O parque fala sobre um perímetro, que nunca foi oficializado. Vale
ressaltar que na área de habitação da comunidade não há degradação ambiental
aparente.
Os moradores querem regularizar
sua situação. Em 2008, eles apresentaram um projeto de regularização
fundiária da ocupação, desenvolvido pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
da UFRJ, em parceria com a Secretaria do Patrimônio da União - SPU, que não foi
aceito.
A reintegração do terreno pelo
Governo Federal se arrasta por anos. Em 2013, a então ministra do Meio
Ambiente, Izabella Teixeira, anunciou em visita ao Rio que a União faria o
registro em cartório do perímetro histórico do Jardim Botânico e a reintegração
ao parque das terras ocupadas por 521 famílias.
Em março deste ano, um grupo de
cerca de 200 pessoas fechou o parque Jardim Botânico por três horas
reivindicando o das remoções de moradores que vivem na área. Na época, a
presidente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Samyra Crespo,afirmou que eles
não respeitaram os visitantes e os funcionários.
O Tribunal de Contas da União
(TCU) informou que já tomou todas as medidas cabíveis para que a transferência
definitiva do local seja realizada para o Jardim Botânico.
"Foi fixado prazo de 90 dias
corridos para que o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP),
a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), a Superintendência do Patrimônio da
União no Estado do Rio de Janeiro (SPU/RJ), o Instituto de Pesquisas do Jardim
Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) e o Instituto do Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional (Iphan) adotassem providências para sanar as pendências que
eventualmente estivessem obstruindo a transferência da propriedade ao Jardim
Botânico do Rio de Janeiro do imóvel registrado sob a matrícula n. 103475
no 2º Ofício de Registro de Imóveis do Rio de Janeiro", informou.
Em nota, o Instituto de Pesquisas
Jardim Botânico do Rio de Janeiro esclareceu que a ação "trata-se do
cumprimento de decisão judicial proferida em processo ajuizado pela União na
década de 80". Segundo o órgão, cabe a ele atuar conforme o que foi
determinado pelo Poder Judiciário e "zelar pela posse após a reintegração."
Os demais órgãos ainda não se posicionaram a respeito.
Agência O DIA

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