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Para o
Vaticano, cinzas devem ser enterradas ou guardadas
em igrejas (Max Rossi/Reuters)
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Desde 1963, a Igreja Católica
permite a cremação de seus fiéis — desde que isso não seja um ato de
contestação de fé
O Vaticano divulgou nesta
terça-feira novas regras para a cremação de católicos, que incluem a proibição
à conservação das cinzas em casa, evitando que elas se tornem “lembranças
comemorativas”. O documento “Ad resurgentum cum Christo” (Renascendo com
Cristo, em latim), escrito pela Congregação da Doutrina para a Fé, também
proíbe os católicos de espalharem as cinzas de seus entes queridos no mar
ou em qualquer outro tipo de ambiente, e orienta normas canônicas para a
“conservação dos restos mortais”.
A Congregação para a Doutrina da
Fé pretende com isso “evitar qualquer tipo de equívoco panteísta, naturalista
ou niilista”. Desde 1963, a Igreja Católica permite a cremação de seus
fiéis — desde que isso não seja um ato de contestação de fé e, de preferência,
que as cinzas sejam acomodadas em um local sagrado: enterradas em um cemitério
católico ou guardadas em uma igreja. Isso porque, até o fim do século 19, o ato
de incinerar o corpo após a morte era uma escolha “simbólica” para demonstrar
que não se acreditava nos preceitos de vida após a morte como os cristãos
pregavam.
O Vaticano abre exceção apenas
para casos envolvendo “circunstâncias graves e excepcionais, dependendo das
condições culturais de caráter local”. “No entanto, as cinzas não podem ser
divididas entre os membros da família, e devem ser respeitadas as condições
adequadas de conservação”, acrescenta a instrução.
(Com ANSA)

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