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O
tigre-da-tasmânia foi o maior marsupial carnívoro
do mundo
(Foto: John Gould)
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Imagens borradas de um animal de
rabo longo na Austrália reforçaram as esperanças de que o tigre-da-Tasmânia,
extinto há oito décadas, tenha sobrevivido.
Ele foi declarado extinto há 80 anos,
mas alguns acreditam que tenha sobrevivido em silêncio. O tigre-da-tasmânia
(Thylacinus cynocephalus) é alvo de relatos sobre sua sobrevivência que
atravessam décadas.
No caso mais recente, imagens
divulgadas por um grupo de entusiastas do animal, também conhecido como
tilacino, foram recebidas com um misto de alegria e ceticismo.
O vídeo em baixa definição,
publicado na internet pelo Grupo de Conscientização sobre o Tilacino,
supostamente mostraria o marsupial de cauda longa andando pelas redondezas de
Adelaide Hills, no sul da Austrália.
Mas especialistas criticaram as
imagens, dizendo que o vídeo borrado não prova a existência do animal e
observando que não apareceram, por exemplo, evidências de presas mortas para
sustentar a tese.
Karl Kruszelnicki, um popular
comentarista de ciência na rádio e TV australiana, afirma que o mais
surpreendente nas imagens eram sua péssima qualidade.
"Não podemos deixar de notar
que estão fora de foco, quando hoje temos câmeras com foco automático."
Sua explicação para a crença de
que o tigre-da-tasmânia esteja vivo - sem que haja provas disso - é simples.
"Algumas pessoas acreditam
que o mundo ao seu redor não as entende, por isso elas precisam inventar
coisas."
O último conhecido
O pesquisador amador Neil Waters defende a teoria de que o tigre-da-tasmânia sobreviveu escondido na Austrália continental por ser um predador migratório capaz de escavar tocas.
O pesquisador amador Neil Waters defende a teoria de que o tigre-da-tasmânia sobreviveu escondido na Austrália continental por ser um predador migratório capaz de escavar tocas.
"Eu o vi pela primeira vez em
um livro de escola quando era criança, e ali dizia que estavam extinto. Isso
desencadeou algo em mim que, desde então, nunca desapareceu", disse Waters
à BBC.
Waters rechaça a sugestão de que a
busca pelo tilacino já começa a entrar no âmbito da criptozoologia - o estudo
de criaturas míticas.
"Há muitas peças de museu em
todo o mundo que provam que esse animal realmente existiu. Acho que é uma
vantagem sobre quem está atrás do Pé Grande ou de um ovni."
O último exemplar conhecido da
espécie morreu em um zoológico em Hobart, capital da Tasmânia, em 1936. O
tilacino foi perseguido até à extinção por fazendeiros indignados com o número
de ovelhas mortas por esse carnívoro.
No entanto, nas décadas seguintes,
houve milhares de casos de pessoas que dizem terem
Em 2005, a revista The Bulletin
chegou a oferecer uma recompensa de US$ 1 milhão (R$ 3,15 milhões) pela captura
de um tigre-da-tasmânia. Nenhum animal apareceu.
Alguns cientistas têm inclusive
falado na ressurreição da espécie por meio de métodos de clonagem que lembram
os do filme Parque dos Dinossauros.
Cath Temper, especialista em
mamíferos do Museu da Austrália do Sul, diz ser pouco provável que a mais
recente filmagem seja real, já que "nunca houve tilacinos na parte
continental" da Austrália.
Ela acredita serem remotas as
chances de haver um punhado de sobreviventes na Tasmânia. "Mas nunca se
sabe", diz.
"Seria arrogante se eu
dissesse que não existe nenhuma possibilidade."
BBC News, Sydney


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