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A
pesquisadora da Unicamp Jacqueline Mendonça Lopes
de Faria (Foto: Antoninho Perri /Unicamp)
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Milhões em todo o mundo sofrem
consequências da retinopatia diabética. Tratamento não invasivo evita sequelas e pode ser usado em prevenção.
Um colírio desenvolvido por
pesquisadores da Unicamp em Campinas (SP)
pode evitar que os cerca de 422 milhões de diabéticos no mundo, sendo 16
milhões no Brasil, segundo cálculos da Organização Mundial de Saúde (OMS),
desenvolvam uma doença ocular que pode levar à cegueira. A retinopatia
diabética, atualmente, só tem tratamentos invasivos, com o uso de laser,
injeções e cirurgias.
“O número de diabéticos está
aumentando muito no mundo, principalmente pela má alimentação e falta de
exercícios."
Jacqueline Mendonça Lopes de
Faria, da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp
O novo medicamento ainda está em
fase de estudos com ratos de laboratório e precisa ser testado em seres
humanos. Mas, para isso, é preciso que alguma indústria farmacêutica se
interesse pelo produto, adquirindo a patente, e banque as pesquisas.
“Essa fase de estudos em humanos é
muito cara e precisa envolver vários centros de pesquisa. A primeira fase é
feita em pessoas saudáveis para saber se o colírio é seguro. A segunda fase é
em pessoas com a doença para saber se ele é eficiente em humanos.”, diz Jacqueline
Mendonça Lopes de Faria, da Faculdade de Ciências Médicas, uma das responsáveis
pela pesquisa.
Depois dessas fases ainda há
testes em grupo maiores, com milhares de pessoas, e por um período maior de
tempo. Com investimento nesses testes, o medicamento poderia ser habilitado
para ser colocado no mercado em cerca de cinco anos.
Estudos
Ela estuda a doença há 20 anos, mas foi em 2008 que começou com um grupo de oito pesquisadores a desenvolver o colírio.
Ela estuda a doença há 20 anos, mas foi em 2008 que começou com um grupo de oito pesquisadores a desenvolver o colírio.
Primeiro foram estudados os
possíveis mecanismos para o tratamento. Depois estudadas as substâncias que
poderiam atuar para controlar a doença. Após o grupo da FCM, se juntaram ao
trabalho pesquisadores da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Unicamp.
Os primeiros testes foram feitos
em ratos de laboratório e, além de resultados positivos no tratamento, não
apresentaram reações adversas. O principal desafio foi desenvolver um produto
que conseguisse driblar as barreiras oculares e chegar até a retina levando o
princípio ativo.
Doença
A retinopatia diabética afeta cerca de 40% dos diabéticos. As altas taxas de glicemia degeneram a retina e, com o tempo, a visão pode ser afetada. No início a doença é imperceptível, mas depois podem aparecer manchas na visão e, em casos mais graves, ocorrência de edemas que podem lavar à cegueira.
A retinopatia diabética afeta cerca de 40% dos diabéticos. As altas taxas de glicemia degeneram a retina e, com o tempo, a visão pode ser afetada. No início a doença é imperceptível, mas depois podem aparecer manchas na visão e, em casos mais graves, ocorrência de edemas que podem lavar à cegueira.
“O número de diabéticos está
aumentando muito no mundo, principalmente pela má alimentação e falta de
exercícios. Junto a isso, com os novos medicamentos e tratamentos, quem tem a
doença está vivendo mais. Por isso, as complicações da retinopatia se tornam
mais frequentes”, diz Jacqueline.
As intervenções cirúrgicas, uso de
injeções e laser para o tratamento muitas vezes precisam ser repetidos, o que
aumenta os riscos e as sequelas aos pacientes. O colírio, além de não ser
invasivo, pode ser aplicado preventivamente, impedindo o desenvolvimento da
doença.
Além da retinopatia, há a
possibilidade do colírio poder ser usado para o tratamento de outros distúrbios
oculares, como o glaucoma. Mas isso ainda depende de novos testes e adaptações
para os diferentes tratamentos.
Empresas interessadas no
licenciamento da tecnologia podem entrar em contato com o Setor de Parcerias da
Agência de Inovação Inova Unicamp pelo e-mail parcerias@inova.unicamp.br ou
pelos telefones (19) 3521-2552 ou 3521-2607.
Do G1 Campinas e Região

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