![]() |
Ativistas de
Bangladesh celebram condenação à forca
do líder do
Jamaat, Rahman Nizami (Foto: STR/AFP)
|
Ex-ministro foi condenado por
assassinato, estupro e morte de intelectuais. Ele pode pedir perdão
presidencial, mas advogado disse que não fará isso.
O líder do principal partido
islamita de Bangladesh, o Jamaat-e-Islami, será enforcado nos próximos dias,
após a Suprema Corte confirmar nesta quinta-feira (5) sua sentença de morte por
crimes de guerra.
Motiur Rahman Nizami foi condenado
por assassinato, estupro e por planejar a morte de intelectuais durante a
guerra de independência de 1971.
"Estamos satisfeitos. Não há
mais obstáculos para a execução, a menos que solicite o perdão do presidente e
que ele o conceda", declarou o procurador-geral Mahbubey Alam à AFP.
Um dos advogados do condenado
informou que não pedirá o indulto presidencial.
Nizami é chefe do Jamaat desde 2000
e foi ministro do governo apoiado pelos islamitas entre 2001 e 2006. A acusação
estima que ele desempenhou um papel importante na criação da milícia islamita
pró-paquistanesa Al Badr, que matou intelectuais, médicos e jornalistas durante
o guerra de independência.
Jamaat-e-Islami considera que as
acusações contra Nizami são falsas e visam desestabilizar os líderes do
partido, aliado chave do BNP, e convocou uma greve geral para o domingo.
As medidas de segurança foram
reforçadas em Daca, a capital, sob tensão pelos recentes assassinatos de
ativistas, intelectuais e membros de minorias religiosas.
Três líderes do Jamaat e uma chefe
do principal partido de oposição, o Partido Nacionalista de Bangladesh (BNP),
foram executados desde 2013. Essas execuções provocaram distúrbios em que 500
pessoas morreram.
Da France Presse

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!