Juristas defendem impeachment em ato na Faculdade de Direito da USP | Rio das Ostras Jornal

Juristas defendem impeachment em ato na Faculdade de Direito da USP

O jurista Hélio Bicudo, autor do pedido de impeachment
de Dilma Rousseff (Foto: Laura Lewer/G1)
Evento reúne estudantes, ex-alunos e professores na São Francisco. Responsáveis pelo pedido de abertura de impeachment participam do ato.
Juristas, estudantes, ex-alunos e professores da Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, da USP, se reúnem nesta segunda-feira (4) no prédio da universidade para ato em defesa do impeachment da presidente Dilma Roussef. O ato acontece após o realizado em 17 de março, também na universidade, em defesa do governo e da democracia. Os organizadores estimaram 3 mil pessoas presentes ao ato.
No texto do evento desta segunda, a organização fala que é “chegado o momento de nos levantarmos em defesa das instituições democráticas" e lista mais de 40 nomes de representantes da advocacia e professores e ex-alunos da universidade que apoiariam o ato.
Os três responsáveis por protocolar o pedido de abertura de impeachment, o procurador aposentado Hélio Bicudo, o ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior e a jurista Janaína Pascoal estiveram presentes. Bicudo afirmou que "nenhum político tem o direito de ficar no poder contra a vontade do povo" e que em sua carreira nunca viu "tantos desvios e tanta pouca vergonha". Convocou os manifestantes presentes a "não se deixar intimidar pelos inimigos da democracia" e puxou o coro do impeachment.
Para o ex-ministro Miguel Reale Júnior, o Largo de São Francisco é "o berço da justiça" e os "deputados comparados pelos governos precisam escolher entre o bolso e a honra".
Também subiu na tribuna o professor Newton de Lucca, que afirmou ter feito poemas para o ex-presidente Lula "acreditando que ele melhoraria o país", mas foi traído. Afirmou que não aceita ser chamado de 'coxinha' ou golpista porque "é o povo brasileiro que está sendo golpeado".
Jurista Janaína Pascoal discursa em evento na Faculdade
de Direito da USP (Foto: Laura Lewer/G1)
Representando a OAB-SP, o presidente Marcos da Costa afirmou falar em nome dos 350 mil advogados do estado e que "cinco colegas que se posicionaram diferente não justificam a divisão da classe". Chamou os estudantes de direito de "verdadeiros salvadores da pátria" e os convidou para "a cruzada histórica para dar um basta na corrupção".
Discursaram também o advogado Modesto Carvalhosa, o ex-presidente da OAB federal Ophir Cavalcanti, o presidente da APMP Felipe Locke, a professora Ada Pellegrini Grinover, entre outros nomes.

As pedaladas fiscais, as escutas telefônicas divulgadas e o trabalho do juiz Sérgio Moro foram citados.
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