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Michel Temer
e Dilma Rousseff no Desfile da Independência
em Brasília
(DF)(Pedro Ladeira/Folhapress)
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O PSDB protocolou nesta
terça-feira no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedido para que as provas
recolhidas na 23ª fase da Operação
Lava Jato sejam anexadas ao processo de cassação da presidente
Dilma Rousseff. A prisão do marqueteiro João Santana, decretada pelo juiz
Sergio Moro na fase Acarajé, é considerada mais um catalisador para a ação que
pode tirar a petista e o vice-presidente Michel Temer do poder.
No pedido, os tucanos alegam que
são "públicos e notórios" os fatos que apontam para uma arrecadação
irregular da campanha à reeleição de Dilma Rousseff e dizem que as novas
informações sobre repasses de dinheiro a João Santana no exterior devem embasar
o processo de cassação. Na epígrafe do documento, o PSDB lembra a notória frase
de Dilma Rousseff "nós podemos fazer o diabo quando é a hora da
eleição" e responde: "Vade retro, satanás".
A Polícia Federal deflagrou nesta
segunda-feira a 23ª fase da Operação Lava Jato, que tem como alvo preferencial
o marqueteiro João Santana. A nova etapa das investigações cumpriu 51 mandados
judiciais na Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo e atinge em cheio as campanhas
presidenciais de Lula e Dilma.
Conforme revelou VEJA, depois do
repasse de documentos encontrados em fevereiro de 2015, durante a nona fase da
Lava Jato, investigadores detectaram indícios de que subsidiárias da
empreiteira Odebrecht repassaram dinheiro a contas no exterior controladas por
João Santana, marqueteiro responsável pelas campanhas que levaram Lula e Dilma
a vitórias nas últimas três eleições presidenciais. Os indícios são de que o
publicitário recebeu secretamente dinheiro por meio de contas que o Grupo
Odebrecht mantinha no exterior para quitar despesas de campanhas do PT.
VEJA também mostrou que, ao
analisarem o material apreendido ainda na nona fase da Lava Jato, os
investigadores encontraram uma carta enviada em 2013 pela esposa de João
Santana, Mônica Moura, ao engenheiro Zwi Skornicki com as coordenadas de duas
contas no exterior. Sócia do marido, Mônica indicava uma conta nos Estados
Unidos e a outra na Inglaterra.
O envolvimento direto de um
marqueteiro em suspeitas de corrupção não é novidade nos mais de 13 anos de
governo petista. No auge do escândalo do mensalão, o publicitário Duda
Mendonça, que dominava as campanhas petistas na época, admitiu à CPI dos
Correios que recebera no exterior o pagamento por serviços prestados durante a
eleição de Lula.

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