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O presidente
do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL)
na mira da PGR(Wilson Dias/Agência Brasil)
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Caso tramita em segredo de Justiça
e tem relação com a denúncia existente na Corte sobre recebimento de propina
para pagamento de despesas pessoais em troca de emendas parlamentares
O presidente do Senado, Renan
Calheiros (PMDB-AL), conduz sessão deliberativa extraordinária que decide sobre
a manutenção da prisão do senador Delcídio Amaral (PT- MS), no Senado Federal,
em Brasília, nesta quarta-feira (25)
Em novo pedido de abertura de
inquérito encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral
da República quer investigar uma movimentação financeira de 5,7 milhões de
reais ligada ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), supostamente
incompatível com a renda do parlamentar.
A solicitação da nova
investigação, desta vez sobre a prática dos crimes de peculato e lavagem de
dinheiro, foi encaminhada à Corte na última sexta-feira. A movimentação
financeira foi identificada no curso da investigação sobre suspeita de
recebimento de propina pelo parlamentar para pagar despesas pessoais,
especificamente a pensão de uma filha fruto de um relacionamento extraconjugal
de Renan com a jornalista Monica Veloso.
Revelado por VEJA, o caso
relacionado à pensão, em trâmite no STF desde 2007, já foi motivo de
oferecimento de denúncia pela PGR ao Tribunal. A PGR acusa Renan de receber
dinheiro e ter despesas pessoais pegas pela construtora Mendes Júnior em troca
de emendas parlamentares que beneficiavam a empreiteira.
Na ocasião, para comprovar um
ganho de 1,9 milhão de reais, Renan apresentou recibos de venda de gado em
Alagoas ao Conselho de Ética do Senado. A suspeita de investigadores é de que
as notas sejam frias. Ele foi acusado por uso de documento falso, falsificação
de documentos e peculato referente ao escândalo.
O novo pedido de abertura de
inquérito foi encaminhado inicialmente ao ministro Edson Fachin, relator da
denúncia contra Renan na Corte. Investigadores entendem que os dois casos são
desdobramentos de uma mesma situação, apesar de relacionados a fatos
diferentes.
O ministro, no entanto, encaminhou
o caso à presidência do Tribunal para redistribuição. O processo ficará a cargo
do ministro Dias Toffoli. O pedido de abertura de inquérito tramita em segredo
de justiça na Corte.
A denúncia oferecida pela PGR em
2013 havia sido pautada, no início do mês, para julgamento pelo plenário do
STF. Na última sexta-feira, no entanto, Fachin retirou o caso de pauta após
apresentação de uma manifestação pela defesa do peemedebista alegando uma falha
processual. Ainda não há data prevista para o julgamento do caso pelo plenário,
ocasião em que os ministros terão que decidir se Renan Calheiros deve se tornar
réu em ação penal na Corte.
O presidente do Senado também é
investigado no Supremo em mais seis inquéritos no âmbito da Lava Jato por
suposto recebimento ilegal de recursos oriundos de contratos com a Petrobras.
(Com Estadão Conteúdo)

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