2/02/2016

Ataque dos EUA destrói estação de rádio do EI no Afeganistão

Soldados observam prédio do exército destruído após
 explosão de um carro-bomba em Cabul, no Afeganistão
(Ahmad Masood/Reuters)
Ataques aéreos dos Estados Unidos no distrito de Achim, uma região remota do Afeganistão, destruíram uma estação de rádio operada pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI), informaram militares americanos e afegãos nesta terça-feira. A rádio "Voz do Califado" era a principal emissora da ideologia extremista na região e era usada para os jihadistas transmitirem recados entre eles mesmos.
A estação de rádio funcionava ilegalmente, fazia ameaças aos jornalistas na capital Jalalabad e também tentava recrutar jovens para a sua causa. Autoridades afegãs acreditavam que a estação de rádio, que foi criada no final de 2015, operava com equipamentos móveis que permitia o grupo se mover facilmente para outro lado da fronteira montanhosa, o que ficava difícil de rastrear.
Os ataques aéreos também mataram 21 membros do Estado Islâmico, incluindo cinco que estavam trabalhando na estação de rádio. O rádio é o meio de comunicação mais forte no Afeganistão, onde a maioria das pessoas não tem televisão e apenas 10% da população tem acesso à internet.
Estado Islâmico (EI)
Liderado pelo iraquiano Abu Bakr Al Baghdadi, o grupo jihadista nasceu de uma dissidência do braço da Al Qaeda no Iraque na segunda metade dos anos 2000. O objetivo original do EI era expulsar os soldados americanos do país, matar xiitas, considerados apóstatas e traidores, e estabelecer um governo controlado por radicais sunitas. A guerra civil na Síria, iniciada em 2011 e ainda sem perspectiva de terminar, representou uma oportunidade para o EI crescer e se estruturar. Atuando nas regiões de maioria sunita do Iraque e da Síria, o grupo se apoderou de muitas cidades, campos de petróleo, armas e fortificações dos Exércitos da Síria e do Iraque. Em junho do ano passado, depois de um avanço surpreendente e devastador no leste da Síria e norte do Iraque, o grupo proclamou um califado nas regiões que mantém sob seu controle.

Mesmo sofrendo constantes ataques aéreos da coalizão militar liderada pelos EUA e sendo combatido por Egito, Jordânia, Iraque e Síria, além de forças curdas, o Estado Islâmico está longe de ser aniquilado. Seus métodos brutais – que incluem decapitações, crucificações, execuções sumárias – e sua forte companha de comunicação o alçaram à condição de grupo terrorista mais conhecido e temido do mundo na atualidade. Especialistas estimam que o grupo tenha cerca de 30.000 soldados, sendo 20.000 estrangeiros (que não são sírios ou iraquianos) -- mais de 10.000 são provenientes de outras nações e 3.000 vêm de países ocidentais. Acredita-se também que o grupo disponha de 2 bilhões de dólares (6 bilhões de reais) em ativos (dinheiro, joias, armamentos, petróleo e outros bens). O tráfico de órgãos foi apontado como uma das fontes de recurso dos jihadistas.

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