Funcionários tiveram que se
deslocar até batalhão da PM para alimentação. Trabalhadores terceirizados estão em greve.
Médicos e enfermeiros do Instituto
de Cardiologia Aloysio de Castro, no Humaitá, Zona Sul do Rio, tiveram que
almoçar na terça-feira (15) em um Batalhão da Polícia Militar devido à greve dos
funcionários terceirizados e compraram "quentinhas" para os
pacientes, que também estavam sem alimentação. As informações são do Bom Dia
Rio.
Um médica contou que a situação
para os pacientes incomoda muito mais do que o fato de eles terem que se deslocar
ao quartel para se alimentar.
De acordo com os médicos da
unidade, os pacientes não tiveram o café da manhã disponibilizado. Apesar
de a Secretaria de Saúde ter providenciado as demais refeições para os
internados, um paciente internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI), que
não quis se identificar, contou em um áudio que todas as refeições chegaram
atrasadas.
“Dia 15 de dezembro. Eu estou aqui
internado há três meses. E, hoje, o pessoal da cozinha, devido à falta de
pagamento do governo, que não está repassando, eles estão, com razão,
completamente certos, eles estão reivindicando seus salários. O qual não há negociação.
A comida é servida ao meio-dia e hoje eu só fui receber comida às 14h, que veio
de fora da unidade, porque não teve funcionários para fazer as refeições. Às
15h, não teve café. Chegou às 16h15, isso mesmo, 'fria'. E, não sei, não tem
previsão, de que horas vai vir o jantar. São 18h, e até o presente momento, que
é a hora do jantar, não apareceu”, contou o paciente.
Uma funcionária da unidade de
saúde enviou um vídeo que mostra a cozinha e o refeitório, onde são preparadas
as refeições para pacientes e funcionários, sem ninguém no local trabalhando.
Ela ainda contou que para os médicos e enfermeiros se alimentarem, eles tiveram que se encaminhar ao 23º BPM (Leblon).
Ela ainda contou que para os médicos e enfermeiros se alimentarem, eles tiveram que se encaminhar ao 23º BPM (Leblon).
A Secretaria confirmou que foi
feito esse pedido ontem à PM que compartilhasse o refeitório com os
funcionários do hospital, mas não soube informar como seria a situação nesta
quarta, ou seja, se os funcionários vão continuar almoçando no batalhão da
polícia enquanto os cozinheiros não voltam ao trabalho.
Quanto aos pagamentos dos funcionários
terceirizados, a Secretaria de Estado de Saúde informou que vem reunindo
esforços junto à Secretaria de Estado de Fazenda para buscar alternativas e
soluções pra cumprir com as suas responsabilidades orçamentárias e financeiras,
o que inclui pagamento de fornecedores e organizações sociais de saúde.
Crise em outras unidades de
saúde
Os funcionários terceirizados que prestam serviços de alimentação, vigilância e limpeza no HemoRio entraram em greve nesta terça-feira (15) em protesto contra o atraso no pagamento dos salários. Apesar disso, a unidade está funcionando. Os médicos cogitaram a possibilidade de entrar em greve, mas eles tiveram o pagamento dos salários regularizados e, por isso, desistiram.
Os funcionários terceirizados que prestam serviços de alimentação, vigilância e limpeza no HemoRio entraram em greve nesta terça-feira (15) em protesto contra o atraso no pagamento dos salários. Apesar disso, a unidade está funcionando. Os médicos cogitaram a possibilidade de entrar em greve, mas eles tiveram o pagamento dos salários regularizados e, por isso, desistiram.
A secretaria de Saúde disse que
está buscando saídas com a Secretaria de Fazenda para colocar as contas em dia.
Os funcionários terceirizados do HemoRio também atuam em outras duas unidades
da rede estadual, no Instituto Estadual de Diabetes de Endocrinologia e no
Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro.saiba mais
Hospital Getúlio Vargas sofre
com a crise
A crise também está afetando o Hospital Estadual Getúlio Vargas. A unidade está com o serviço prejudicado pela falta de materiais básicos e os funcionários da limpeza também estão com os salários atrasados. O conselheiro do hospital afirmou que a crise está prejudicando o atendimento por lá.
“A paralisação está se dando porque os servidores estão sem receber há dois meses. Hoje, dentro do Hospital Estadual Getúlio Vargas, a gente tem parcialmente a limpeza parada. Parte dos médico ortopedistas pediram demissão. As revisões cirúrgicas foram suspensas por falta de médicos. Hoje em dia nós não temos coisas simples, que é esparadrapo, fio de sutura. Todos os setores estão funcionando precariamente", explicou o conselheiro.
A crise também está afetando o Hospital Estadual Getúlio Vargas. A unidade está com o serviço prejudicado pela falta de materiais básicos e os funcionários da limpeza também estão com os salários atrasados. O conselheiro do hospital afirmou que a crise está prejudicando o atendimento por lá.
“A paralisação está se dando porque os servidores estão sem receber há dois meses. Hoje, dentro do Hospital Estadual Getúlio Vargas, a gente tem parcialmente a limpeza parada. Parte dos médico ortopedistas pediram demissão. As revisões cirúrgicas foram suspensas por falta de médicos. Hoje em dia nós não temos coisas simples, que é esparadrapo, fio de sutura. Todos os setores estão funcionando precariamente", explicou o conselheiro.

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