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Nicolas
Maduro gesticula em reunião com governadores
e ministros
no Palácio de Miraflores em Caracas
(Foto: Palácio Miraflores / via Reuters)
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Oposição conquistou maioria
qualificada no Parlamento nas legislativas. Antes das eleições, ele havia afirmado que convocaria um grande diálogo.
O presidente venezuelano Nicolás
Maduro afirmou na quinta-feira (10) que "não é tempo de coabitação"
com a oposição, que conquistou a maioria qualificada no Parlamento nas eleições
legislativas de domingo (6).
"Esta direita apenas se
prepara para manter seu modelo de desestabilização e golpe continuado,
utilizando a Constituição", disse Maduro ao fim do congresso
extraordinário de Partido Socialista Unido (PSUV), convocado pelo presidente
após a contundente derrota eleitoral na qual o chavismo obteve apenas um terço
das 167 cadeiras do Parlamento.
O chefe de Estado venezuelano
afirmou que em uma conversa com o vice-presidente, Jorge Arreaza, manifestou
que "não é tempo de coabitação nem de convivência com a burguesia, nem com
o imperialismo".
Antes das eleições, ele havia
afirmado que convocaria um grande diálogo com os deputados eleitos.
Maduro, que atribui a derrota do
governo nas urnas a uma "guerra econômica" provocada por setores da
direita, empresários e o governo dos Estados Unidos, afirmou que sente estar
"sozinho" na luta.
Ele convocou uma nova reunião
política com membros do partido governista para discutir um modelo econômico
socialista que não foi aplicado porque, disse, "ficou no papel".
O presidente venezuelano disse que
é necessário "renovar muitas coisas", em primeiro lugar a economia.
A Venezuela deve fechar o ano,
segundo cálculos privados, com uma inflação de 205%, uma escassez crônica de
dois em cada três produtos básicos e com bilhões de dólares de dívidas
comerciais com fornecedores.
Diante do quadro, que a opositora
Mesa da Unidade Democrática (MUD) atribui a um equivocado modelo econômico
centralista estatal, Maduro afirmou que fará uma "contraofensiva
revolucionária" no próximo ano e próximo trimestre.
"A frente econômica é a
principal", disse.
Dois influentes ex-ministros do
falecido presidente Hugo Chávez (1999-2013), Jorge Giordani e Héctor Navarro,
afirmaram que o país vive "uma verdadeira catástrofe" econômica e que
o governo é o responsável pela derrota nas urnas.



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