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Presidente
da Bolívia, Evo Morales, participou de jogo
com Macri na
quarta-feira (9), na véspera da posse do
novo
presidente argentino, em Buenos Aires
(Foto: Let's
Change/Reuters)
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Presidente da Bolívia que golpe
contra Dilma está 'em amadurecimento'. Ele deu declaração para jornal argentino Página12.
O presidente da Bolívia, Evo
Morales, advertiu que no Brasil há uma tentativa de golpe parlamentar contra a
presidente Dilma Rousseff, que enfrenta um pedido de impeachment, em uma
entrevista ao jornal argentino Página12.
"É um golpe parlamentar em
amadurecimento, já aconteceu um golpe no Congresso do Paraguai e agora está
acontecendo no Brasil", disse Morales ao recordar a destituição por
julgamento político do ex-presidente paraguaio Fernando Lugo em 2012, então
substituído por seu vice, Federico Franco.
Onze meses depois da reeleição,
Dilma Rousseff enfrenta a recessão e escândalos de corrupção que provocaram a
prisão de políticos, banqueiros e empresários.
Morales compareceu na quinta-feira
(10) em Buenos Aires à cerimônia de posse do presidente argentino Mauricio
Macri, um liberal que substitui Cristina Kirchner, com quem o governo boliviano
tinha grande afinidade política.
"Na Unsaul temos uma cláusula
em temas democráticos, por isto respeitamos o presidente que vence e
trabalhamos em conjunto, podem existir divergências ideológicas ou
programáticas, mas cada país tem sua particularidade", disse.
Morales afirmou ainda que ao lado
de seu colega da Venezuela, Nicolás Maduro, são os únicos líderes
anti-imperialistas que restam na região.
Ao falar sobre as eleições
parlamentares na Venezuela, onde a oposição venceu e acabou com 16 anos de
hegemonia do chavismo, Morales destacou que "houve 40% de voto duro
anti-imperialista na Venezuela, apesar das filas, da falta de alimentos, da
inflação".
"Mas não estamos assustados,
olhe o exemplo de Cuba que passou décadas sozinha na América Latina. Se ao
império não dão resultado estas guerras econômicas, usa a política de ameaças,
mas por sorte não há mais golpes de Estado, há uma confrontação
ideológica", disse.

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