Operação batizada de 'Acrônimo'
foi deflagrada em GO, MG, RS e DF.
A Polícia Federal (PF) deflagrou
nesta sexta-feira (29), em Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito
Federal, uma operação para desarticular um suposto esquema de lavagem de
dinheiro. Cerca de 400 policiais federais cumprem 90 mandados de busca e
apreensão expedidos pela 10ª Vara da Justiça Federal do DF. Também foi feito o
sequestro judicial, em Brasília, de um avião particular, turboélice, avaliado
em R$ 2 milhões.
Em nota, a PF informou que as
investigações da operação batizada de Acrônimo tiveram início em outubro do ano
passado, quando a corporação apreendeu R$ 116 mil com três pessoas em uma
aeronave particular no aeroporto internacional Juscelino Kubitschek, na capital
federal – o mesmo avião apreendido nesta sexta-feira. O nome da operação,
explicou a Polícia Federal, é uma referência ao fato de o prefixo da aeronave
na qual foi localizado o dinheiro ser uma sigla formada pelas iniciais dos
nomes dos familiares dos principais investigados.
Na apreensão do ano passado, a
Polícia Federal abriu um inquérito para investigar suposta lavagem de dinheiro.
Os três passageiros que estavam no avião particular eram Marcier Trombiere
Moreira, servidor de carreira do Banco do Brasil que trabalhou, no ano passado,
na campanha do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT); o empresário
Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, dono de uma gráfica que também prestou
serviço para a campanha do governador petista e que, em 2010, chegou a ser
investigado por supostas ligações com a produção de dossiês contra candidatos
do PSDB; e um homem identificado como Pedro Medeiros.
À época, a Coligação Minas Pra
Você, de Pimentel, informou que Moreira e a gráfica de Oliveira Neto foram
desligados com o fim da campanha eleitoral.
A investigação
A assessoria da PF ressaltou que o
objetivo da operação é localizar eventuais provas que possam esclarecer a
suspeita de que os valores que circulavam nas contas de pessoas físicas e
jurídicas ligadas aos investigados vinham da inexecução e de sobrepreço
praticados pelo grupo em contratos com órgãos públicos federais.
De acordo com a Polícia Federal,
para ocultar a origem criminosa do dinheiro, os investigados usavam com
frequência "laranjas" e fracionavam os valores em partes menores,
manobra que é conhecida como "smurffing".
Ao longo dos oito meses de
apurações, os policiais analisaram dados obtidos em notebooks, smartphones,
tablets e outros dispositivos eletrônicos apreendidos com os suspeitos que
portavam os R$ 116 mil no aeroporto de Brasília. Conforme a assessoria do PF,
os investigadores analisaram mais de 600 gigabytes de informações e as cruzaram
com outras fontes de base e dados.
Nesta sexta, os policiais fizeram
buscas em cerca de 30 endereços residenciais e 60 comerciais.

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!