Edifício de quatro pavimentos,
perto da Rua do Acre, estava em obras.
A Defesa Civil confirmou na manhã
desta segunda-feira (2) que não houve vítimas no desabamento de um prédio de
quatro pavimentos no Centro do Rio. Como mostrou o Bom Dia Rio, o imóvel, onde
funcionava um bar na parte térrea, fica entre a Travessa do Liceu e a Rua do
Acre. O incidente ocorreu por volta de 0h e apenas a fachada do estabelecimento
não caiu.
Por volta das 6h20, equipes da
Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros ainda trabalhavam no local. Uma
restroescavadeira e uma máquina de perfuração estão sendo utilizadas para
retirar os escombros e facilitar o trabalho resgate. De acordo com testemunhas,
a obra "já durava bastante tempo e os trabalhadores costumavam dormir no
local". A Defesa Civil investiga se existia uma obra no quarto andar do
prédio — segundo vizinhos, a intervenção seria para erguer um novo andar.
O dono do prédio acompanhava o
trabalho da Defesa Civil. Inicialmente, ele não quis falar com a imprensa, mas
depois afirmou que não havia obra em andamento. Ele admitiu apenas que fez uma
obra recente no telhado.
No mesmo horário, uma das duas
pistas da Rua do Acre estava interditada. Agentes da CET-Rio estavam no local
ajudando no trânsito.
Os escombros cairam sobre o
telhado de uma academia que fica ao lado do prédio, mas de acordo com a Defesa
Civil não há danos estruturais no imóvel vizinho. Um outro edifício vizinho, de
10 andares, não foi atingido. O responsável pelo imóvel ainda não compareceu ao
local. O trânsito e a circulação estão bloqueados.
A Defesa Civil informou que o
desabamento não tem relação com a forte chuva que atingiu a cidade na noite de
domingo.
Entretanto, segundo um vendedor de
frutas que trabalha em frente ao imóvel que desabou no Centro, na hora que o
prédio caiu chovia muito forte. "Era muito trovão na hora. Estava vendo TV
num restaurante aqui perto e voltava para cá na hora que começou a cair tudo.
Corri para me esconder atrás da banca com medo de ser atingido. Estou até agora
rouco por causa da poeira. Foi horrível", afirmou Gilberto José de Barros,
84 anos, que é vigilante aposentado e há 60 anos também trabalha como vendedor
no local.
Por volta das 9h30, agentes da
Cedae trabalhavam no reparo de vazamentos que surgiram após o desabamento no
Centro.
Fonte: G1

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