Município formará comissão reunindo poder público e
sociedade civil organizada para elaborar o Plano
Para aonde ir, como ir e em quanto tempo? Quais as soluções
para engarrafamentos e como estimular alternativas eficientes e sustentáveis de
transporte? Questões como estas foram discutidas na manhã da quarta-feira, 24,
pelo prefeito Sabino e a equipe técnica da Administração Pública. A equipe apresentou
os dados para a elaboração do Plano de Mobilidade Urbana de Rio das Ostras. O
projeto deve ser implantado até maio de 2015. Uma comissão reunindo servidores
e a sociedade civil organizada será criada para a elaboração do plano.
Na fase inicial, a Prefeitura identificou 109 eixos no
Município dos diferentes tipos de transporte e vai oficializar as rotas,
indicando a vocação (turística, funcional, ambiental etc.). Além disso, estão
sendo definidos os equipamentos que irão compor cada rota, como tipo de
sinalização, paraciclos (locais de estacionamento de bicicleta), além dos
pontos intermodais, que servirão para integrar diferentes modos de transporte
(ônibus, vans, bicicleta etc.).
“Será um passo importante para o Município quando esses
equipamentos estiverem instalados, pois vai permitir uma conexão adequada, por
exemplo, de bicicleta com o transporte público; uma das mais básicas das
conexões, porém das mais importantes”, destaca o Secretário de Transportes
Públicos, Acessibilidade e Mobilidade Urbana, Edson Pereira.
A Lei Federal nº 12.587, de 2012, instituiu as
diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana. O objetivo é definir as
ações para integração de diferentes modos de transporte, promovendo a melhoria
da acessibilidade e mobilidade de pessoas e cargas. O plano, que será integrado
ao Plano Diretor, deve priorizar o desenvolvimento dos transportes não
motorizado, público e particular, nesta ordem. Municípios acima de 20 mil
habitantes ou que tenham forte influência turística devem apresentar o plano
até maio de 2015.
BENEFÍCIOS – A mobilidade deve ser planejada de
acordo com as necessidades locais, levando-se em conta fatores econômicos,
sociais, ambientais e geográficos, explica o diretor do Departamento de
Acessibilidade e Mobilidade, Eduardo Almeida.
“O melhor benefício é ter um plano com fortes bases
científicas, alinhado com estudos atuais e modernos.”, destaca Eduardo,
acrescentando que modelos de previsão de dados, coleta de contagens, auxílio no
desenvolvimento do Plano Cicloviário, previsão dos futuros eixos viários,
palestras e audiências estão no escopo dos trabalhos.
CIDADE BIKE – A Prefeitura de Rio das
Ostras conta com um reforço de peso para o desenvolvimento do Plano de
Mobilidade Urbana do Município. Integrantes de grupos de ciclismo e idealizadores
do projeto Rio das Ostras Cidade Bike têm apoiado de forma voluntária as ações
para a produção do plano. Entre as iniciativas, está o mapeamento por GPS dos
diferentes eixos de transporte existentes no Município e da localização e
quantificação de potenciais pontos de bicicleta. Além disso, o grupo, formado
por funcionários públicos e profissionais liberais de diversos setores, tem
apoiado a Prefeitura no contato com especialistas e na formulação da legislação
para o setor de mobilidade.
SUSTENTABILIDADE – Uma das iniciativas previstas
no plano em desenvolvimento é a instalação de paraciclos (estacionamentos
para bicicletas) em diversos locais do Município. Uma das novidades será a
instalação de paraciclos sustentáveis, que utilizarão pneus descartados como
elemento de apoio e fixação para bicicletas, em rotas turísticas e ambientais.
Além de ser ambientalmente correto, a iniciativa tem um custo baixo de
implantação.
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