O projeto está sendo expandido para Rio das Ostras e Silva Jardim, já que estas cidades também contam com uma produção agrícola significativa.
Garantir
um ambiente saudável e seguro para o trabalhador rural. Com essa proposta, a
Secretaria de Saúde de Casimiro de Abreu, por meio do departamento de Vigilância
em Saúde, vem dando continuidade ao projeto “Proteção à Saúde do Trabalhador
Rural”. Para isso foi criado o Grupo Técnico que se reuniu na última semana
para traçar estratégias de ações regionais de educação e orientação aos
agricultores.
Este
trabalho começou no ano passo, quando foi realizado um mapeamento de todas as
comunidades agrícolas de Casimiro de Abreu, suas culturas e formas de manejo.
Agora, o projeto está sendo expandido para Rio das Ostras e Silva Jardim, já
que estas cidades também contam com uma produção agrícola significativa.
Para
fortalecer ainda mais as ações, o Grupo Técnico é formado por profissionais das
Secretarias Municipais de Agricultura, Meio Ambiente e Saúde, Guarda Ambiental,
Núcleo de Defesa Agropecuária, representantes dos municípios de Silva Jardim e
Rio das Ostras, além de técnicos e pesquisadores da Fiocruz, UFRJ-Macaé,
Cooperativa Cedro, Instituto Nacional do Câncer (INCA), CREA-RJ, Sindicato
Rural Patronal e da Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro. “O trabalhador
rural está exposto a vários riscos de acidentes, como a exposição prolongada ao
sol e picadas de animais e insetos. Além disso, os agricultores também precisam
tomar alguns cuidados ao manusear produtos químicos para preservar o meio
ambiente, sua própria saúde e também dos consumidores”, destacou o coordenador
do Programa de Saúde do Trabalhador, Gilberto Aguiar.
A
próxima etapa é levar mais informação e conscientizar o homem do campo sobre a
importância do uso do Equipamento de Proteção Individual (EPI), orientar em
relação ao melhor horário para trabalhar na lavoura, entre outros cuidados que
os produtores precisam ter. A médio e longo prazo, o trabalho busca introduzir
novas formas de manejo nas plantações. “Existem alternativas a agricultura tradicional
e temos exemplos no município de produtores que migraram para cultivo mais
sustentável, como a agroecologia, e conseguiram agregar valor a sua produção,
além de terem melhorado sua qualidade de vida”, observou Gilberto.
Para
isso, o projeto prevê um trabalho de extensão rural, com palestras educativas,
apresentação de filmes voltados para a conscientização dos trabalhadores rurais
na prática laboral visando reduzir os riscos ocupacionais, produzindo um
ambiente de trabalho seguro e produtos de qualidade. “Os produtores precisam
entender os riscos a que estão expostos, principalmente em relação ao uso dos
agrotóxicos, que contêm substâncias nocivas às vidas que compõem os
ecossistemas, inclusive o ser humano. Se usado de forma indiscriminada pode contaminar
o solo, a água e provocar problemas de saúde, como queimaduras, intoxicações,
cegueira, depressão, câncer, entre outras doenças que podem levar a morte”,
explicou o coordenador.

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