Segundo a avaliação nutricional realizada pela equipe da Secretaria de Educação, cerca de 18% dos estudantes têm sobrepeso e 12% são obesos.
Diversas
atividades estão sendo realizadas durante a Semana de Educação Alimentar em Rio
das Ostras, envolvendo todas as 43 unidades de ensino, das creches ao Ensino
Médio, e as quatro Casas da Criança. Ao longo da semana, que começou nesta
segunda-feira, dia 13, foram desenvolvidas várias ações para orientar os alunos
sobre a importância da alimentação saudável. Segundo a avaliação nutricional
realizada pela equipe da Secretaria de Educação, cerca de 18% dos estudantes
têm sobrepeso e 12% são obesos.
Com
o objetivo de orientar os alunos, garantindo que tenham uma alimentação
saudável não apenas nas escolas e creches, mas em suas residências, cada
unidade desenvolveu uma programação diversificada com vídeos educativos, jogos,
oficinas, e várias outras atividades. Na Creche Municipal Tia Didi, no Praia
Âncora, que atende crianças de 6 meses a 3 anos incompletos, uma das ações foi
a visita a um hortifruti.
“Nessa
faixa etária, eles aprendem usando os sentidos como tato, visão, olfato e
paladar. Por isso decidimos trazê-los até um local onde são vendidos frutas,
legumes e verduras. Apresentamos também esses alimentos em sala de aula, para
que pudessem conhecer”, conta a diretora Gilma Farias.
Na
Escola Alzir David Pereira, no Serramar, as crianças participaram também de
várias atividades, como contação de histórias, jogos, entre tantas outras. Uma
das ações foi reunir alimentos saudáveis e prejudiciais à saúde, levando os estudantes
a escolher os que têm maior valor nutricional.
A
aluna Ana Clara Santos, de 5 anos, quando perguntada sobre qual o
alimento de sua preferência, apontou para o saquinho de batata frita. Mas
a menina sabe na ponta da língua quais são os mais saudáveis. “Devemos comer
frutas, verduras e legumes. Gosto de maçã, tangerina, alface, chuchu, cenoura”,
enumerou com facilidade.
Segundo
a nutricionista Ana Paula Nogueirinha, o trabalho de educação alimentar deve
continuar em casa. “Nas creches e escolas, as crianças recebem uma refeição
balanceada e saudável. Mas a pressão publicitária, incentivando o consumo de
alimentos com excesso de açúcar e gordura, é muito forte”, explica.
A
também nutricionista Flavia Gomes lamenta que muitas crianças, com o incentivo
dos familiares, prefiram biscoitos recheados e refrigerantes à merenda
oferecida nas unidades de ensino. A conscientização realizada ao longo da
Semana, instituída pela lei estadual 4856, de 2006, considerou não apenas o
aspecto nutricional. A dimensão cultural, lembrando o significado dos
alimentos, e a ecológica, abordando a produção dos alimentos, também foram
abordadas.
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