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Editorial do Rio das Ostras Jornal


A Negociação.

Rio das Ostras vive momentos de amadurecimento na arte de negociar assuntos de interesse da população, dos servidores e da política.

Nestes últimos trinta dias, Rio das Ostras mostrou que sabe negociar em todas as áreas que é de interesse próprio, que por sinal, não deixa de ser também o interesse da população, já que toda a máquina pública é subordinada e seu empregador é evidentemente o povo.

Rio das Ostras já negociou a vinda de mais efetivos e viaturas da Policia Militar na cidade, a instalação do DETRAN, a anulação do Concurso Público e restituição do dinheiro aos concursados, além das diferenças com a CEDAE. Também a Audiência Pública contra os estupros e violência contra a mulher, entre outros, onde medidas foram tomadas para solucionar assuntos e coibir certos tipos de crimes. Graças aos valores, objetos e interesses feitos numa negociação para o bem da população.

Mas, o que me chamou a atenção foi a negociação da prefeitura x professores pela regência paga e medidas para a melhoria de condições de trabalho, incluindo a queda das horas de labor dos docentes de 25 para 20 horas. Evidentemente não foi fácil a negociação, mas foi bom para ambos os lados e principalmente para os alunos que não ficaram sem estudar.

A cidade e seus moradores não são os mesmos, a cidade cresceu e seus habitantes são de diferentes camadas, com uma gama de pessoas e cidadãos politizados abertos ao debate, à discussão, por um ideal ao respeito e humanidade, e a nossa sociedade não pode se omitir porque a democracia cobra esses interesses.

Vivemos em nossa cidade rumos diferentes, outros ventos sopram sobre Rio das Ostras, o passado esta ficando para trás, e o presente toma conta deste povo humilde e ordeiro para negociar, no Fórum, nas Conferencias, na Câmara Municipal, seja em qualquer esfera onde o debate e a negociação levem sempre a um denominador comum e que o beneficiado sempre seja o morador, que é sempre o dono da verdade, o empregador, o facilitador, o eleitor e o juiz.

É verdade, não se pode agradar “Gregos e Troianos”, mas uma coisa está clara, não podemos deixar de negociar num lugar onde a sociedade clama por justiça, isto é, sindicatos valorizando a sua classe, cidadãos pedindo um atendimento de respeito em todos os órgão públicos, principalmente nas áreas mais delicadas de nossa cidade.

Parabéns ao empregador, por aceitar negociar a reivindicação, discutir e ouvir a parte que mais sofre o flagelo da indiferença, dentro e fora da sala de aula. Parabéns aos professores que foram ouvidos e negociaram o seu pedido de direito.

Vamos que vamos!

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