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| Vista aérea do Parque Aquático Julio de Lamare. (Foto: Júlio Cesar Guimarães/UOL) |
Organizada pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), a manifestação ocorreu em frente ao estádio.
Enquanto a presidenta Dilma Rousseff inaugurava, em Brasília, mais um estádio reformado para a Copa do Mundo, atletas e
alunos de natação protestavam no Rio contra a demolição do Parque Aquático
Julio de Lamare, anexo ao Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã.
Organizada pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), a
manifestação ocorreu em frente ao estádio.
Reformado
por R$ 10 milhões em 2007, o parque aquático conta com piscina olímpica,
piscina aquecida, tanque de saltos e ginásio, que serão demolidos para dar
lugar a estacionamento. A retirada das instalações esportivas consta do projeto
de reforma do Maracanã e deixará atletas de cinco esportes olímpicos, além de
alunos de projetos sociais, sem local para treinar.
O
presidente da CBDA, Coaracy Nunes, questionou, no protesto, a demolição,
“anunciada às pressas”, e reclamou que não tem para onde transferir os atletas
olímpicos, entre eles o medalhista de saltos ornamentais César Castro. “Aqui é
o melhor local para treinar nossas seleções olímpicas no Brasil”, garantiu.
Para
contornar o problema, a CBDA enviou dez atletas para treinar na China, enquanto
procura novas instalações. “Preciso de uma piscina com profundidade de 3 metros
para salto sincronizado – modalidade com grande chance de medalhas olímpicas -
e aqui não tem”, disse Coaracy. O Parque Aquático Maria Lenk, que poderia
recebê-los, será fechado para reforma em breve.
Também
participaram do protesto, idosos que faziam aulas de natação e hidroginástica
no local em projeto social do governo do estado. As aulas foram interrompidas
em abril, com a promessa de que seriam transferidas para o América Futebol
Clube, nas imediações. No entanto, até hoje, a única informação é que a
parceria com a Secretaria Estadual de Esporte não foi fechada.
“Fomos
ao América semana passada e o representante do clube disse que o contrato com o
governo ainda não foi feito”, contou o aposentado Hermógenes Peçanha, de 85
anos, que frequentava as aulas duas vezes por semana. Neste sábado, ele cobrou
a retomada do projeto. “Era uma qualidade de vida que eu tinha, é a atividade
física que me mantém vivo”, completou.
De
acordo com o governo do estado, a demolição do Julio de Lamare é necessária
para transformar o entorno do Maracanã em um "grande centro de
entretenimento” e também para atender às necessidades de escoamento e
circulação de público “nos padrões internacionais". Sobre o convênio com o
América, o governo informou que o objetivo é fechar a parceria até junho.
Fonte: Agência Brasil

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