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REGIÃO

Documentário revela existência de antigo quilombo na Serra do Mar

Pequena localidade de Casimiro de Abreu já foi habitada por escravos refugiados

Um tema surpreendente e uma idéia ousada. Estes foram os dois motivos que levaram à produção de um filme sobre a origem de uma localidade da serra do mar, no Rio de Janeiro: Quilombo, no município de Casimiro de Abreu. Com o mesmo nome de um drama de 1984, do cineasta Cacá Diegues, o documentário também aborda a temática quilombola e registra a passagem histórica da colonização suíça e alemã no interior do Estado.

Em seus estudos, a historiadora Renata Lima mostra indícios de que o lugar, onde atualmente residem apenas brancos com olhos claros, foi um refúgio de escravos, denominados quilombolas. Outras características visíveis até hoje denotam que o local era realmente um quilombo: o difícil acesso, com uma subida íngreme (que até pouco tempo só podia ser feita com veículo tracionado), altitude aproximada de 750 m (o que permite uma ampla visão de toda a área), e vestígios de uma agricultura secular, entre outras.

Tudo começou com uma pesquisa de cinco anos que virou monografia de graduação da historiadora. Ela conta que ficou curiosa ao perceber que na localidade só existiam “loiros de olhos azuis”. Foi então que das buscas na Biblioteca Nacional, no Centro de Memórias de Nova Friburgo e a aquisição de alguns materiais sobre a colonização suíça e alemã na região, cedidos pelo historiador Martin Nicolin, surgiu a monografia, a qual em 2008, se transformou no curta-metragem documentário, “Quilombo”, financiado pela Fundação Cultural Casimiro de Abreu, com apoio da Universidade Federal Fluminense e Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O filme de 16 minutos, dirigido pela jovem cineasta Nina Tedesco, traz depoimentos de moradores da região, pesquisadores e professores. Um dos protagonistas do documentário é Alci da Silva, de 89 anos, mais conhecido como “seu Cicí”. Ele é membro da última família de negros que viveu na localidade serrana casimirense, mas que foi expulsa por descendentes de colonizadores suíços, há aproximadamente 40 anos.

Origem histórica - As pesquisas revelam que o confronto entre suíços e quilombolas data de 1823. Renata Lima lembra ainda que os descendentes de colonizadores chegaram a cogitar a troca do nome da localidade por “Nova Suíça”, mas exitaram por acreditarem que as pessoas teriam muitas dificuldades em localizar o “Quilombo”, já que era um nome centenário.

Há registros de que existiram quilombos em diversas regiões do Brasil. Muitas das terras que serviram de refúgio para escravos, negros e mestiços fugidos se transformaram em remanescentes de quilombo, os quilombolas, que atualmente ultrapassam 800 comunidades reconhecidas e tituladas pelo governo federal. Originalmente longínquos, hoje próximos ou engolidos pelos centros urbanos, as comunidades quilombolas disputam a ocupação das suas próprias terras para garantir a sua reprodução física, social, econômica e cultural.

Projeção internacional - Lançado no dia da celebração da Lei Áurea, 13 maio, na Sala Popular de Cinema Humberto Mauro, em Casimiro de Abreu, “Quilombo” permanece em cartaz até o final de maio, de quarta a sábado, às 19h, sempre antes da exibição de um longa. A entrada é franca.

No próximo mês o curta entrará em cartaz nos cinemas da Uni-Rio e da UFF. A equipe de produção tem planos de ganhar as salas do exterior. Por isto já traduziram o documentário para o francês, inglês e português para deficientes auditivos.

Uma outra meta para a historiadora Renata Lima para consolidar o registro do quilombo serrano é fazer escavações na localidade. Isto será possível tão logo o Museu Nacional obtenha autorização para o trabalho de campo da mestranda em Arqueologia. Renata pretende transformar este estudo em uma tese de doutorado.

Mais informações sobre o filme: curtaquilombo@gmail.com

Casimiro de Abreu organiza encontro de poetas

Nos próximos dias 28 e 29 de maio terá início o 1º Encontro de poetas de Casimiro de Abreu (Epocabreu).

O evento acontece em Barra de São João, na praça As Primaveras, de 9 às 23h.

Shows, oficinas de aprendizagem, apresentações inusitadas e debates vão fazer parte da programação.

Música, dança, teatro, contação de histórias, desenho, pintura, cerâmica e entalhe(trabalhos desenvolvidos em madeira) estão entre os temas que serão ensinados nas oficinas. Atores vão andar pelas ruas declamando poemas e haverá ainda um café literário com os escritores Zilton Chagas, Lucildes Aguiar e Arnaldo Linhares e tardes de autógrafos com a presença de imortais da Academia Brasileira de Letras (ABL).

Também estão programados dois shows: no dia 28, com o grupo Segura essa barra, e no dia 29, a poesia cantada por Fernando Otz.

Riverton e Minc na luta pelo meio ambiente Despoluição da Lagoa de Imboassica é uma das metas ambientais da prefeitura O prefeito Riverton Mussi (PMDB) acompanhou durante a manhã desta quinta-feira (20) a visita do deputado estadual e ex-ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc (PT), em Macaé, junto com o presidente do diretório municipal do PT e secretário de Ciência e Tecnologia, Guto Garcia. Os três conversaram sobre projetos ambientais em andamento, iniciados quando Minc era ministro. - Minc é um parceiro de Macaé nas lutas ambientais e defensor da sustentabilidade do ecossistema do município, assim como a Marilene Ramos, secretária estadual do Ambiente. Queremos resgatar a totalidade da beleza da Lagoa de Imboassica, um dos lugares onde a minha geração aprendeu a nadar, assim como na praia do Forte, e o deputado é importante neste projeto – afirmou o prefeito. Segundo Riverton, a prefeitura está terminando a rede de saneamento ao redor da Lagoa de Imboassica, o que inclui as redes de esgoto dos bairros e residenciais e a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Mutum, já inaugurada. “O governo do Estado também é parceiro nesta ação, que visa a preservação ambiental do município, nossa principal meta do setor”, disse. O prefeito acrescentou que Macaé precisa de parceria para sanar o passivo ambiental causado pelo impacto do desenvolvimento vivenciado na última década. “Preservar as áreas ambientais, como o Parque Atalaia, os corpos hídricos, o resquício de Mata Atlântica e recuperar a Lagoa de Imboassica são fundamentais para nossa política ambiental e por isso buscamos parceria do governador Sérgio Cabral, e do governo federal, representado na época pelo Ministro do Meio Ambiente”, pontuou. O ex-ministro do Meio Ambiente destacou que antes de sair da pasta federal, fez questão de deixar as “portas e janelas” abertas para Macaé, além da secretaria Estadual do Ambiente, onde ele também foi o titular no governo Cabral. “Riverton é um grande parceiro do meio ambiente e assim como o governador, mostra que bons projetos têm a preocupação ambiental”, ratificou.

Exibição do documentário sobre a Lagoa de Araruama tem previsão para setembro

O média metragem tem apoio cultural da Intertv.

As cenas do documentários já foram gravadas e tem previsão para ficar pronto em junho. O média metragem tem apoio cultural da Intertv. Uma viagem pelas águas daquela que já foi considerada a maior lagoa hipersalina do mundo!. A equipe de produção do filme percorreu os 160 quilômetros da Lagoa de Araruama, para mostrar ao público os segredos de cada cantinho deste ponto histórico e turístico que banha seis municípios da Região dos Lagos. Foram 15 horas de gravações e muita dedicação. O média metragem ainda está em processo de edição e deve chegar aos cinemas até setembro, com 40 minutos de cultura e ficção. A história é baseada em fatos reais e mostra diferentes realidades, desde o pacato estilo de vida de moradores ribeirinhos até a modernidade dos dias de hoje. O projeto de R$ 150 mil foi financiado pelo governo federal pela da lei de incentivo ao audiovisual e promete fazer sucesso nas telinhas.

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