CIDADE
Conheça a nova Lei da Adoção: Empresaria moradora de Rio das Ostras adota criança
Antes mesmo de a nova Lei da Adoção entrar em vigor, no começo de novembro, alguns grupos trabalhavam para inserir crianças abandonadas em uma família. É o que faz o grupo Adote, em Rio das Ostras.
A empresária Beatriz Trojan foi a primeira moradora de Rio das Ostras a procurar a Justiça da cidade, seis anos atrás, para adotar uma criança. Conseguiu a guarda definitiva de Luiza. A adaptação da menina foi tão satisfatória que, recentemente,
Beatriz adotou um casal de irmãos fora do perfil procurado pela maioria das pessoas. “A gente cria um perfil dentro da nossa cabeça. Mas, quando a gente vê a criança, a gente muda. Hoje, o menino tem 8 anos e a menina, 7. Eles estavam no abrigo já há dois anos e meio, e já tinham uma tentativa de destituição do pátrio poder, mas o processo parou porque não tinha ninguém interessado, porque era uma adoção tardia”, conta Beatriz.
O estofador Camilo Kleim teve experiência semelhante com Larissa, que chegou à casa dele aos 2 meses de idade. Mas foi preciso esperar três anos para concluir todas as etapas da adoção. “A gente fica muito tenso durante o processo. Depois que a gente consegue a guarda, e ela se tornou minha filha definitiva, é um alívio”, comenta o estofador. Kleim e Beatriz fazem parte do grupo Adote, uma associação sem fins lucrativos de Rio das Ostras criada há dois anos. Uma vez por mês, o grupo faz reuniões para qualquer pessoa que queira entender o caminho da adoção, receber apoio jurídico e psicológico e saber qual é a melhor forma de se relacionar com a criança. “A nossa missão é brigar para que toda criança e adolescente tenham direito à convivência familiar e comunitária”, ressalta o vice-presidente do Adote, Fernando da Silva.
O grupo tem 50 membros. Destes, dez conseguiram finalizar o processo de adoção e quase todos os outros ainda são candidatos a pais. Mas eles estão otimistas e acreditam que a nova Lei da Adoção vai deixar tudo mais rápido. O grupo considera um avanço, por exemplo, permitir que a criança fique no abrigo por, no máximo, dois anos. Justificar a cada seis meses porque ela não foi encaminhada à adoção ou à família biológica é outro item que eles destacam.
Novas regras que incentivam ainda mais o debate sobre o assunto. “Quanto mais você fala, mais você torna esse assunto verdadeiro, real, que existe um problema, que existe uma questão que a gente tem que levar em consideração, que é o caso das crianças desabrigadas. E é por essa causa que o grupo Adote briga: pelo direito da criança na família” “Hoje, eu recomendo a adoção de uma criança. É muito interessante e muito gratificante. Existem muitas crianças que precisam ser adotadas, que precisam de um lar, e que estão jogadas em um abrigo porque ninguém se interessa por elas”, conclui Kleim.
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