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Confira a correção das questões da primeira fase do vestibular da Unicamp

No total, prova tinha 12 perguntas de seis disciplinas. Candidatos também tiveram de fazer redação.

O tema geral da prova da primeira fase do vestibular 2010 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), aplicada neste domingo (15), foi sobre gerações.

Na opinião dos professores ouvidos pelo G1, o grau de dificuldade da prova, no geral, foi médio.

Os candidatos tiveram de responder a 12 questões discursivas de biologia, física, geografia, história, matemática e química, que faziam, de alguma maneira, relação com o tema e a passagem do tempo. A redação também foi sobre gerações.

“Foi um exemplo de prova bem elaborada, com um nível médio de cobrança e adequado para uma primeira fase”, avalia Luis Ricardo Arruda de Andrade, coordenador do Curso Anglo. “Além do conhecimento, pedia uma excelente capacidade de articulação.”

“A prova da Unicamp foi o sonho do Enem, de trazer questões contextualizadas, mas com a cobrança de conteúdo também”, diz Edmilson Motta, coordenador do Curso Etapa. De acordo com ele, as questões tinham tópicos básicos, mas essenciais.

Biologia

Para Marcelo Alex Leal, professor do Objetivo, as questões de biologia foram bem elaboradas e de nível médio. “A primeira pergunta falava sobre as complicações decorrentes de casamentos entre primos. E a segunda, sobre outro assunto recorrente do cotidiano, como os hábitos alimentares e o sedentarismo.”

Física

“Os conteúdos cobrados foram muito apropriados e relacionados aos problemas que as pessoas enfrentam quando têm mais idade. O primeiro item da questão 5 era de hidrostática e o segundo, de cinemática. Na questão 6, o primeiro item foi sobre ondulatória e o segundo, sobre eletricidade”, explica Eduardo Figueiredo, professor de física do Curso Objetivo. “Foram questões inéditas, contextualizadas e muito simples.”

Geografia

“A parte de geografia foi bastante focada e abordava temas que, dificilmente, um candidato não terá visto: crescimento populacional e desenvolvimento sustentável”, diz Eduardo Soares Lucchesi, do Objetivo. “Como são assuntos muito discutidos em sala de aula, os alunos não devem ter tido problema.”

História

Para Daily de Matos Oliveira, professor de história do Curso Objetivo, o primeiro item da primeira questão da disciplina, que fazia uma comparação entre D. Pedro I e D. Pedro II, favorecia os alunos de escola pública. “Exigia mais interpretação de texto do que conhecimento, ao contrário do segundo item.” A segunda questão tratava da Revolução Industrial e ambas as perguntas eram adequadas para uma primeira fase, segundo ele.

Matemática

Na opinião do professor Giuseppe Nobilioni, do Objetivo, o conteúdo de matemática até que foi abrangente, apesar de serem pedidas somente duas questões. Uma pergunta tratava sobre a variação da população idosa e outra sobre o quanto se gasta com plano de saúde. “A parte de matemática exigiu leitura e interpretação de texto, contas, porcentagens, análise de gráfico e semelhanças entre triângulos. No geral, a prova cobrou coisas que todos devem saber, não foi específica.”

Química

“Dentro do tema geral sobre gerações, as duas questões de químicas abordavam coisas que as pessoas com mais idade fazem para ficar mais jovens. A primeira questão, que era de estequiometria, tinha como gancho os homens que pintam o cabelo. Na segunda pergunta, o gancho era o peeling para rejuvenescer a pele. Foi uma prova simples, mas que exigia conhecimento dos alunos”, diz Antonio Mario Salles, professor de química do Curso Objetivo.

Redação

Segundo Luis Ricardo Arruda de Andrade, coordenador do Curso Anglo, a diminuição do tamanho da coletânea de textos para a redação, cujo uso era obrigatório, beneficiou o candidato. “Observamos nos últimos anos a tendência de se colocar textos de apoio menores e mais objetivos. Isso facilita bastante porque o candidato perde menos tempo”, diz Arruda.

Célia Passoni, coordenadora de português do Etapa, é da mesma opinião. “A simplificação da quantidade de textos ajuda e muito o candidato. Além disso, há uma coletânea para cada uma das propostas de redação, o que torna mais fácil o desenvolvimento do texto”, avalia Célia.

Para Francisco Achcar, coordenador de português do Objetivo, a prova teve uma boa coletânea e menor do que em anos anteriores, mas ainda assim o tempo foi curto. "O candidato precisaria no mínimo de uma hora para fazer a redação."

Correção

A primeira fase vale 96 pontos no total -48 pontos para a parte das questões e 48 de redação. Os candidatos mais bem classificados, até oito vezes o número de vagas em cada curso, terão sua redação corrigida.

No total, 52.529 candidatos fizeram a primeira fase. Com 2.955 ausentes, o índice de abstenção ficou em 5,3%. O número de candidatos inscritos foi atualizado para 55.484. O percentual de ausentes foi maior do que no ano passado, quando 4,6% (ou 2.256) dos 49.322 inscritos faltaram.

Estão em disputa 3.444 vagas em 66 cursos da Unicamp e dois cursos da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp).

Nova gripe adoeceu 22 milhões de americanos em seis meses

Total de mortos pelo vírus H1N1 foi corrigido de 1,2 mil para mais de 4 mil. Quase 100 mil americanos foram hospitalizados.

Nos primeiros seis meses de pandemia de nova gripe, 22 milhões de americanos contraíram a doença. A avaliação é da diretora do Centro Nacional de Imunizações e Doenças Respiratórias, Anne Schuchat. O total de mortos pela ação do vírus H1N1 foi corrigido de 1.200 nas estimativas iniciais para mais de 4 mil, até a semana passada.

Já os dados apresentados sobre a segunda temporada de gripe, que começou em outubro, mostram que o novo vírus está se espalhando rapidamente. Dos 50 estados norte-americanos, 48 já notificaram infecções e óbitos. Desde a implantação do sistema nacional de vigilância de gripe nos Estados Unidos, em 1997, este ano já é campeão em casos, e a temporada está só começando.

Número de crianças que morreram foi revisado e é 4 vezes maior

A gripe influenza A (H1N1) levou quase 100 mil pacientes a serem internados naquele país. Segundo Anne, esse número ainda deverá crescer substancialmente.

Outra contagem que foi atualizada - infelizmente para muito mais -, é o numero de crianças falecidas. A conta inicial era de 129 casos. A revisão contabiliza pelo menos 540 mortes infantis com a infecção.

Quando olhamos para os dados por idade, ainda temos um grande porcentual de adultos de 18 a 64 anos, com 54% dos casos. Crianças abaixo de 18 anos são 36% dos infectados. Pacientes acima de 65 anos, 10%.

A mortalidade segue essa tendência com a faixa dos adultos com maior índice de letalidade, seguido pelos acima dos 65 anos e as crianças por último. Mesmo com esse número importante de óbitos, a nova gripe ainda está matando menos do que a gripe comum.

A vacinação está em andamento, porém ainda com problemas de oferta de vacinas. Os fabricantes afirmam que estão trabalhando a todo vapor para suprir a demanda. A distribuição em um país muito grande também é complicada. Existe uma lista de prioridade para vacinação que está sendo seguida. Em Nova York, a vacinação começou pelas crianças de escolas primárias e secundárias. Mas a adesão não foi a esperada e a vacina está liberada para os outros grupos como adultos jovens e pessoas com doenças crônicas.

Vamos continuar acompanhando a evolução do fatos e aprendendo para nos prepararmos para a nossa temporada de gripe, que virá no outono de 2010.

Safra de escândalos no Congresso livrou todos os parlamentares de punição

Atos secretos e farra das passagens foram as maiores polêmicas do ano. Denúncias deram origem a investigações e chegaram a demitir servidores

Levantamento feito pelo G1sobre o desfecho de alguns dos principais escândalos do Congresso em 2009 mostra que a safra de polêmicas provocou demissões e abertura de processos na Justiça, mas livrou todos os parlamentares suspeitos de envolvimento com irregularidades. Deflagrada com a eleição do ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) para o seu terceiro mandato como presidente do Senado, a onda de denúncias começou em março, com a notícia de que a Casa havia desembolsado R$ 6,2 milhões com o pagamento de horas extras a 3.883 funcionários em pleno recesso parlamentar de janeiro. O pagamento, autorizado pela antiga gestão da Mesa Diretora, levou alguns poucos senadores a ordenar seus assessores a devolver os valores. Oito meses depois, o Senado ainda não dispõe de um sistema eficiente de ponto que monitore a jornada de trabalho dos quase 10 mil funcionários. Segundo informações da Primeira Secretaria, até o final desta semana, a Casa deveria instalar o sistema de ponto eletrônico.

Farra das passagens

Recém saído da polêmica na folha de pagamento, o Congresso se viu confrontado com a farra das passagens, ainda em março.

Os abusos cometidos por deputados federais na emissão de passagens aéreas, entre janeiro de 2007 e outubro de 2008, chamaram a atenção do Ministério Público Federal (MPF), que abriu investigação para identificar o esquema. A partir de dados fornecidos pelas companhias aéreas, os procuradores identificaram o hábito comum entre políticos de todos os partidos e tendências ideológicas de utilizar suas cotas de passagem para bancar viagens particulares, aqui e no exterior, deles mesmos, de parentes e de amigos.

Durante o período investigado, a Câmara, com seus 513 deputados, gastou R$ 2,5 milhões com viagens a passeio de deputados e seus convidados ao exterior. A farra no Senado foi maior. Os 81 senadores gastaram, em 2008, R$ 2,8 milhões passeando mundo afora. Para diminuir o problema, o Senado restringiu as autorizações de viagens aos senadores e proibiu assessores de encomendar bilhetes sem a autorização por escrito do parlamentar. Já na Câmara, uma investigação foi instaurada para apurar as denúncias. Os dois deputados identificados como suspeitos de comercializarem bilhetes da cota de gabinete acabaram absolvidos no dia 4 deste mês.

181 diretorias

Ainda no final de março, outro escândalo: o Senado, com seus 81 senadores, contava com um quadro de 181 diretores, mais de dois por parlamentar. Diretoria de check in, para facilitar o embarque dos senadores nos aeroportos e diretoria de visitação, para acompanhar a visita de turistas ao Senado, eram alguns dos cargos exóticos identificados na estrutura da Casa. Pressionado a reduzir os gastos, o presidente do Senado contratou os serviços da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que realizou uma reforma administrativa ainda não aprovada pela Casa. Em um primeiro momento, a reformulação reduziu a 38 o número de diretorias e, com a aprovação, deve chegar a apenas sete. Não há, no entanto, informação de que os salários pagos aos diretores que perderam os cargos tenham sido cortados ou reduzidos.

Atos secretos

Já combalido por polêmicas, o Senado mergulhou em uma profunda crise institucional no começo de junho, quando descobriu-se a existência de centenas de atos secretos, utilizados para aumentar salários, nomear apadrinhados de senadores e promover toda sorte de benefícios.

O diretor-geral da Casa, Agaciel Maia, e o diretor da Secretaria de Recursos Humanos, João Carlos Zoghbi, foram apontados como supostos mentores do esquema. Denunciado por envolvimento com irregularidades envolvendo a concessão de crédito consignado na Casa, Zoghbi foi demitido no dia 30 de outubro, antes que uma investigação da Casa fosse concluída para verificar a sua responsabilidade pelos atos.

Já Agaciel perdeu o cargo de diretor e continua a responder pelo caso como servidor lotado no Instituto Legislativo Brasileiro (ILB). Nesta semana, a comissão de três servidores do Senado que investiga o caso pediu à Mesa Diretora mais 60 dias para concluir as investigações. Apadrinhado político de Sarney, o ex-diretor foi flagrado omitindo uma mansão às margens do Lago Paranoá, em Brasília, avaliada em R$ 5 milhões. Da relação com o afilhado político, o presidente do Senado acabou envolvido em uma série de denúncias que resultaram em 11 acusações no Conselho de Ética da Casa.Sob o seu comando, o Senado chegou a ser classificado como “casa dos horrores” pela imprensa estrangeira. Senadores de oposição e do governo pediram a renúncia de Sarney. Em meio à queda de braço entre aliados e opositores da gestão do peemedebista, senadores trocaram ofensas e ameaças nas sessões da Casa. Sarney acabou salvo pela interferência direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que enquadrou o PT a apoiá-lo no colegiado. Outras denúncias como a existência de 76 estagiários que acabaram efetivados pelo Senado sem concurso público e a onda de servidores pagos pela Casa para estudar no exterior tiveram espaço na mídia, mas não resultaram em grandes mudanças. Para evitar viagens, a Mesa Diretora proibiu a liberação de servidores para fazer curso fora do país. Já a efetivação dos estagiários está sendo investigada pelo Ministério Público Federal (MPF), que ainda não se pronunciou sobre o caso.

Deputado do castelo

O Conselho de Ética da Câmara arquivou em julho processo disciplinar contra o deputado Edmar Moreira (sem partido-MG). Ele ficou conhecido como o “deputado do castelo”, após ser denunciado por ter omitido em sua declaração de rendimentos um castelo avaliado em R$ 25 milhões. Mas não foi para o conselho por esse motivo. O deputado foi denunciado ao conselho por ter utilizado a verba indenizatória de R$ 15 mil para pagar serviços se segurança supostamente prestados por empresas de sua propriedade.

Segundo a decisão, o uso de verba indenizatória por um deputado para o pagamento de serviços prestados por empresas de sua própria família só passou a ser proibida a partir de 7 de abril deste ano. Considerou-se, então, que até a publicação da portaria o procedimento não era considerado infração. O relator do caso ainda argumentou que o conselho não conseguiu reunir provas, apenas "meros indícios" de irregularidade por parte do colega.

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