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Cespe e Cesgranrio devem organizar nova prova do Enem
Inep rompeu contrato com consórcio que organizou prova que vazou. Correios, Força Nacional e PF devem atuar no próximo Enem.
O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Reynaldo Fernandes, anunciou nesta segunda-feira (5) o cancelamento do contrato com o Connasel, consórcio responsável por aplicar a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que vazou na última semana, provocando o adiamento do teste. O rompimento, segundo Fernandes, foi bilateral.
O Ministério da Educação (MEC) tem duas opções: fazer um contrato de emergência ou tentar algum outro dispositivo de dispensa de licitação. “Já estamos em estágio avançado em negociações com quem fez o Enem em anos anteriores, como Cespe e Cesgranrio”, disse Fernandes. Cespe e Cesgranrio já haviam aplicado juntas o Enem nos últimos três anos. Inicialmente, as duas empresas não quiseram participar da licitação, mas devem agora atuar juntas.
Já estamos em estágio avançado em negociações com quem fez o Enem em anos anteriores, como Cespe e Cesgranrio
O Connasel, consórcio que organizaou o exame cuja prova vazou e que é formado pelas empresas Consultec (BA), Funrio (RJ) e Instituto Cetro (SP), se reuniu com Fernandes na última sexta (2), em um encontro que entrou a madrugada, e na tarde desta segunda. Na semana passada, a reunião foi suspensa, pois o consórcio pediu mais tempo para reunir as informações pedidas pelo governo.
Na sexta, a presidente do Connasel e sócia-diretora da Consultec, Itana Marques Silva, disse que não houve fragilidade na segurança do Enem. “Não houve fragilidade na segurança do Enem. Quando o promotor de concurso assina um contrato com o Inep/MEC [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais], há protocolos, rotinas e compromissos que são muito rigorosos. Todos os critérios de segurança estabelecidos, acrescidos da nossa prática, foram executados”, afirmou.
O Inep já havia pagado cerca de 1/3 do contrato ao consórcio, algo em torno de R$ 38 milhões. “Quando o contrato entrou em suspeição, o Inep parou os pagamentos. Se ficar provado que é de responsabilidade do consórcio [o vazamento], eu sou obrigado a entrar com pedido de ressarcimento na Justiça”, disse Reynaldo Fernandes.
O Connasel terá um prazo para defesa e o governo ainda vai verificar se há algo a ser pago ao consórcio. O fim do contrato foi acertado bilateralmente. O valor a ser pago pelas novas empresas, responsável pela aplicação e correção da prova, ainda será definido e deve ser anunciado na quarta-feira.
Correios, Força Nacional e PF
Órgãos do próprio governo vão ajudar na realização do novo exame do Enem. Os Correios vão participar da distribuição das provas. A Força Nacional de Segurança e a Polícia Federal, por sua vez, serão responsáveis pela segurança. O MEC estuda duas datas para a aplicação do Enem: o último fim de semana de novembro ou o primeiro fim de semana de dezembro. Em último caso, o ministério estuda realizar o exame em um dia de semana e decretar feriado estudantil.
Ao todo, 68 universidades têm convênio com o MEC para usar os pontos do Enem no processo de seleção. O presidente da Andifes, Alan Barbiero, que representa instituições federais de ensino superior, disse que as universidades podem atrasar em 15 dias o início das aulas. Ele deixou claro, no entanto, que a decisão cabe a cada universidade. O MEC se comprometeu a anunciar a nova data do Enem na próxima quarta-feira (7).
Investigação
Nesta segunda-feira (5), mais três pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal (PF) por suspeita de envolvimento no vazamento das provas do Enem. As informações são da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, que não forneceu a identidade dos suspeitos. No total, cinco pessoas já foram indiciadas. No sábado (3) já haviam sido indiciados por suspeita de participação no vazamento o publicitário e dono de uma pizzaria Luciano Rodrigues e o DJ Gregory Camillo Craid. A notícia de quebra do sigilo do exame, revelada pelo jornal “O Estado de S.Paulo”, fez com que o Ministério da Educação cancelasse, na quinta-feira (1º), a prova que seria aplicada no sábado (3) e no domingo (4) para mais de 4 milhões de estudantes.
Menino cego usa 'sonar' para se localizar e até joga basquete
Técnica é semelhante à ecolocalização usada por morcegos e golfinhos Assista vídeo sobre as habilidades de Lucas Murray, de 7 anos.
Um menino britânico cego de 7 anos conseguiu aprender a "ver" objetos usando sua audição. Lucas Murray estala sua língua e usa o eco provocado pelos objetos para construir o cenário em seu entorno.
A técnica é semelhante à do sonar usado por morcegos e golfinhos.Lucas estala sua língua no céu da boca, e pelo som que escuta do eco ele consegue descobrir a distância, a forma, a densidade e a posição dos objetos.
A técnica, conhecida como "ecolocalização", ajudou Lucas, que nasceu cego, a jogar basquete e a escalar montanhas. Ele aprendeu o sistema com o californiano Daniel Kish, de 43 anos, que fundou uma organização não governamental internacional de ajuda aos cegos. Os pais de Lucas, Sarah e Iain, viram Kish em um programa de TV e o convidaram para visitar o filho em sua cidade, Poole, no sul da Grã-Bretanha.
"O Lucas é capaz de estalar sua língua para determinar onde as coisas estão ao seu entorno e o que são essas coisas. Ele é capaz de se movimentar confortavelmente sem ter que se segurar em outras pessoas", afirma Kish.
"O estalo basicamente emite um som que reflete no ambiente um pouco como o flash de uma câmera", explica.
Mobilidade 'extraordinária'
Lucas consegue determinar a distância dos objetos ao estimar o tempo que o eco leva para voltar e é capaz de estimar a localização do objeto sabendo em que ouvido o eco é percebido primeiro. A densidade e a forma do objeto é percebida pela intensidade do som que retorna.
Um objeto que se move para mais longe cria um som com volume mais baixo, e um objeto que se aproxima cria um som com volume mais alto.
Segundo Kish, Lucas determina as qualidades de um objeto pelas características do som que ele consegue perceber. "Ele joga basquete, é capaz de acertar a bola na cesta com os estalos da língua. Ele consegue jogar muito bem", afirma Kish. Para ele, a mobilidade alcançada por Lucas é "extraordinária".
Nobel de Física premia cientista 'pai' da comunicação via fibra óptica
Charles Kao divide prêmio com Willard Boyle e George Smith. Invenções do fim da década de 1960 viabilizaram a internet.
A Real Academia Sueca de Ciências anunciou nesta terça-feira (6) em Estocolmo, Suécia, que o Prêmio Nobel de Física foi concedido a Charles K. Kao por suas pesquisas sobre transmissão da luz através de fibras para fins de comunicação óptica. Ele receberá metade do prêmio de 10 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 2,5 milhões). Nascido em Xangai em 1933, Kao foi educado em Hong Kong. Graduou-se em Engenharia Elétrica em 1957 na Universidade de Londres, mesma instituição em que concluiu seu doutorado.
A outra metade será dividida por Willard S. Boyle, nascido no Canadá em 1924, e George E. Smith, nascido nos EUA em 1930, pela invenção em 1969 de um circuito semicondutor para imagens, chamado sensor CCD (de Charged-Coupled Device). O sensor viabilizou uma vasta gama de novas tecnologias, desde as câmeras fotográficas digitais portáteis até a captura de imagens do espaço que abriram um novo campo de pesquisa em astrofísica. Novas aplicações surgiram também na medicina, com as microcirurgias. Boyle e Smith trabalhavam nos Laboratórios Bell. Ambos se aposentaram há mais de 20 anos.
Com George Hockham, Kao foi o primeiro a mostrar a viabilidade do envio de luz através de fragmentos de vidro de alguns mícrons de diâmetro. Em junho de 1966, a dupla publicou o estudo "Dielectric-fiber surface waveguides for optical frequencies", que se tornou referência no campo da comunicação óptica.
O comitê do Nobel chamou os três cientistas de “mestres da luz”, porque seus trabalhos permitiram “a criação de numerosas inovações práticas para a vida cotidina e contribuiram com novas ferramentas para a exploração científica”. O comitê afirma ainda que as descobertas de Kao “abriram caminho à tecnologia de fibra óptica que se usa hoje em quase todas as comunicações telefônicas e de transmissão de dados”.
Se alinhados, os cabos de fibra óptica instalados hoje dariam 25 mil voltas pela Terra. Clique aqui para ler a contextualização científica das contribuições de Kao, Boyle e Smith (formato pdf, em inglês, 16 páginas).
Antes deles, 184 pessoas foram laureadas com o Nobel de Física. Desde 1901, 102 prêmios foram concedidos.
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