| Rio das Ostras Jornal

Mulher que desapareceu no Metrô de SP narra como um flerte virou ‘amor bandido’

Auxiliar sumiu por 5 dias para viver com assaltante que fingia ser médico. 'O amor faz perder o fôlego e também o juízo', afirmou mulher de 39 anos.

Ampliar FotoFoto: Marcelo Mora/G1

Sandra Regina Martins: 'Foi um amor louco, um amor bandido' (Foto: Marcelo Mora/G1)

Um flerte nas escadarias da estação Sé do Metrô se transformou em “um amor bandido” vivido pela auxiliar administrativa Sandra Regina Martins, de 39 anos.

Narrada com detalhes, a epopeia pela qual passou Sandra é digna de romance policial misturado com comédia romântica dos anos de ouro de Hollywood e pitadas de aventura e mistério. Não faltaram nem mesmo caminhadas intermináveis, de dia e de noite, por várias regiões de São Paulo, passeios seguidos de Metrô e pernoites em hotéis fuleiros do Centro da capital. Sandra Regina desapareceu no último dia 29, uma terça-feira, e só reapareceu na noite de sábado (3). Nestes cinco dias, ela abandonou o emprego no qual ficou apenas um dia, a segunda-feira (28), deixou um carro com a bolsa dentro em pleno Largo São Francisco, no Centro, vendeu o celular para poder se alimentar e pagar um quarto onde pudesse passar a noite e até entregou o cartão do banco, com a respectiva senha, para uma pessoa que acabara de conhecer. Tudo para viver um grande amor.

“Quando o conheci, ele me disse que tinha lido a seguinte frase no Metrô: ‘O amor faz perder o fôlego, mas também faz perder o juízo’. Foi o que aconteceu comigo”, admitiu Sandra Regina ao G1, depois de passar a segunda-feira (5) prestando depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHHP) da Polícia Civil.

O ‘ele’, no caso, ao qual ela se refere é Juan, que se apresentou, inicialmente, como médico da Santa Casa de Misericórdia, no Centro, virou assaltante de banco no desenrolar do romance e afirmou ser bacharel em Direito com condenações por vários artigos, incluindo latrocínio (roubo seguido de morte), do Código Penal Brasileiro, segundo afirmações do próprio a Sandra Regina. A princípio, ele alegou morar no Espírito Santo, mas foi cumprimentado por vários frequentadores do Centro, segundo ela, e a todo instante demonstrava temor de ser reconhecido por algum policial. Nada disso, no entanto, importou. Desde o início, Sandra Regina se encantou por Juan. “Me senti muito atraída. Ele é muito charmoso, muito gentil, muito cativante”, contou.

Flerte fatal

A história começou com um flerte no último dia 21 de setembro na Estação Sé do Metrô. “Nos encontramos ali, mas ele me seguiu até a estação Vergueiro. Ele desceu atrás de mim, me apontou e disse: ‘Foi por causa de você’. Percebi que ele me olhava muito”, disse. Depois da tradicional troca de telefones, mais um encontro no dia seguinte, uma terça-feira (22), e o consequente primeiro beijo, também na escadaria da estação do Metrô. Depois disso, apenas no sábado seguinte (26), ela recebeu notícias dele por meio de um torpedo de celular: “Esqueceu de mim!”, dizia a mensagem, segundo ela. A partir daí, a troca de mensagens foi incessante – e a vontade de reencontrá-lo, de permanecer junto, só crescia. “Ele me disse que era divorciado e que tinha um filho, que era um médico bem-sucedido, que morava em um apartamento de R$ 1 milhão no Espírito Santo e chegou a me mostrar um extrato bancário com um saldo de R$ 15 mil. Pensei comigo: ‘Será que ele está querendo me comprar’”, afirmou, ainda com um pé atrás em relação ao novo – e desconhecido – amor de sua vida. Com muitas gentilezas, cavalheirismo e histórias bem contadas, Juan, aos poucos, foi minando a pouca desconfiança que havia da parte de Sandra Regina. Em uma destas investidas, ele disse a ela que tinha vindo a São Paulo para tratar e operar um paciente na Santa Casa. Em um dos encontros, ele, inclusive, se ofereceu para fazer uma operação em uma mulher com uma grande cicatriz de queimadura no braço que havia acabado de conhecer tomando cerveja em um bar próximo do hospital. “Fiquei até emocionada quando ele se ofereceu para ajudá-la. Ninguém ajuda ninguém nesta cidade e ele se ofereceu em troca de nada”, narrou.

Viciado em você

“Eu estou viciado em você”: os dizeres de mais uma mensagem de celular foram o golpe fatal no coração de Sandra Regina, seguido por uma chantagem emocional, no dia 28, também uma segunda-feira. Ele disse que precisava conversar com ela e que tinha uma notícia boa e uma ruim para dar. “A boa: ‘Eu estou apaixonado por você. Nunca senti isso por ninguém. Larga tudo’. E depois ele me disse a ruim: ‘A minha ex- está hospedada no mesmo hotel que eu em São Paulo. Ela bloqueou o meu cartão, está tudo preso. Estou sem nada’. Falei que eu amava ele também, que estava apaixonada. Fiquei desesperada para ajudá-lo”, disse.

Em seu desespero para lhe estender a mão em um suposto momento difícil, Sandra chegou a levar Juan para sua casa na Zona Sul de São Paulo, onde mora com os pais, os irmãos e a filha de 11 anos, e até lhe ceder o cartão bancário, cujo saldo não passava de R$ 50, estima ela. “Ele pediu a senha do cartão e eu dei. Mas dei a senha errada, sem querer, e ele tentou fazer o saque de madrugada. Daí o cartão foi bloqueado.” Diante da difícil situação de Juan, ela já havia se decidido a não trabalhar na terça-feira (29), dia de seu ‘desaparecimento’. Deu uma desculpa no novo trabalho e, apesar dos apelos dos pais e irmãos, decidiu novamente se encontrar com o ‘médico’. “Meus pais me ligaram desesperados, dizendo que ele era um assassino, que não tinha CRM. Eu disse para ele que eu não acreditava em nada do que eles diziam. Perdi o juízo mesmo”, reconheceu. Já na noite de terça-feira, ambos sem dinheiro, decidiram vender os celulares para poder comer e arrumar algum lugar para dormir. O primeiro a ser negociado foi o dele. “Ele me falou assim: ‘Tem um gordinho lá naquele boteco que vai comprar’. Eu fui e pedi R$ 50, R$ 40 pelo aparelho, mas ninguém comprou. Acabei vendendo para um bêbado por R$ 30. Fomos para um hotel que o quarto custava R$ 30. Um lixo, mas tinha banheiro. Dormi com ele como marido e mulher”, disse. O carro, um Palio, já havia sido abandonado. Nos dias que se seguiram, muitas caminhadas, idas e vindas de norte a sul de Metrô pela cidade, a preocupação com a falta de dinheiro e apenas a vontade de viver cada vez mais um grande amor, sem se preocupar com as consequência e a família.

Revelações

E, entre uma parada ou outra em bares e shoppings, um novo Juan começou a surgir. “Eu não sou um médico realmente, ele me disse. Vim fazer um serviço na Santa Casa. Ele me disse que deu um desfalque de R$ 380 mil na Santa Casa; R$ 80 mil para uma Terezinha, que liberou a entrada dele lá, e R$ 300 mil para ele”, revelou Sandra. Depois, mais uma revelação: “Eu sou assaltante de banco, estou no crime há muito tempo. Não faço roubo pequeno, só milhões. Você vai ficar comigo?”. A resposta, segundo ela, saiu sem titubeios: “Vou ficar com você. Não vou te entregar. Não dormimos juntos?”. E os dias se sucederam até o sábado (3), dia de mais uma revelação: “ ‘Sandra, eu sou advogado, sou bacharel, eu tinha que fazer tudo isso’, ele falou. Depois, ele me disse os vários artigos que já tinha sido condenado”, contou. Diante da separação iminente, ele orientou Sandra Regina sobre o que dizer aos policiais. “Se te chamarem na delegacia para depor, você vai falar que você conheceu um bandido que te amou demais, mas que esse dinheiro [R$ 10 mil que ele afirma ter depositado na conta de Sandra] foi por necessidade”, teria dito ele para ela. Sobre o valor citado, Sandra não teve a oportunidade ainda de conferir no banco se foi feito tal depósito, pois o cartão ficou com Juan, assim como a chave do carro.

Como uma rainha

Diante das dificuldades e riscos crescentes, a separação ocorreu às 22h30 de sábado na estação Luz da CPTM, depois de ela ter mentido dizendo que a amiga morava em Itaquera, na Zona Leste, em vez de Santana, na Zona Norte. “Ele ficou me olhando eu ir em direção à plataforma e depois saiu. Eu esperei um pouco e fui até Santana, ligar para minha amiga”, disse.

Antes, porém, juraram se reencontrar às 11h de domingo (4) em frente à catedral da Sé. “No domingo, já aqui em casa, eu queria ir me encontrar com ele. Cheguei a pegar a chave para sair, mas não deixaram. Não tenho medo”, admitiu. Aos poucos, no entanto, a ficha começa a cair, apesar de guardar boas lembranças de Juan. “Ele me tratou como uma rainha. Não quero prejudicá-lo de forma alguma. Quero que Deus ilumine a vida dele. Mas é um sonho que está virando um pesadelo. Minha foto está na mídia e agora não posso nem sair de casa. No DHPP [Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, da Polícia Civil], me falaram para ter cuidado, porque ele pode estar envolvido com muita gente”, lamentou. Depois do reencontro com os pais, os irmãos e a filha, a vida começa a entrar no eixo lentamente. Mas nunca mais será a mesma, admite Sandra Regina. “Quero levar a minha vida normalmente, mas isso me marcou para sempre. Foi um amor louco, um amor bandido”, finalizou, com os olhos mareados.

Em sua estreia como diretor de cinema, Marco Ricca homenageia Mercedes Sosa

Ele apresentou 'Cabeça a prêmio' nesta segunda, no Festival do Rio. Filme conta com Alice Braga e Eduardo Moscovis, entre outros.

As celebridades cariocas ainda atravessavam o tapete vermelho posicionado na entrada do Cine Odeon quando Marco Ricca chegou para a primeira exibição de “Cabeça a prêmio”, no Festival do Rio. O filme, apresentado na noite de segunda-feira (5), marca sua estreia como diretor de cinema. Afobado, ele atravessou a multidão e não parou nem diante dos insistentes apelos da imprensa. Apressadamente explicou que tinha de acertar os últimos detalhes da projeção.

Já no palco, diante de uma sala lotada, agradeceu ao público, à equipe, aos patrocinadores. “Quero destacar uma pessoa que iluminou nosso filme, vocês vão perceber isso e o porquê. Mercedes Sosa!”, anunciou, em tom de homenagem.

Num longa protagonizado por Alice Braga, Eduardo Moscovis, Fulvio Stefanini, Cássio Gabus Mendes e Otávio Muller, é a diva da música argentina –morta no domingo (4)– quem ganha verdadeiro destaque. Em uma das sequências mais dramáticas, “Cristal” toca ao fundo. “No meu primeiro encontro com os atores, coloquei essa música para eles ouvirem. Essa é a alma. Libertária, latino-americana, passional”, afirma, comparando com a própria produção. “Queria muito poder ter mostrado isso para ela. Acho a parte mais bonita do filme. É lindo todos os personagens indo para o buraco.”

Baseado na obra de Marçal Aquino, “Cabeça a prêmio” conta três histórias que se desenrolam paralelamente. A primeira delas é de um grande criador de gado e contrabandista (Stefanini), que se vê acuado pelo início das suspeitas de suas atividades ilegais. A segunda mostra o romance entre sua filha mimada (Alice Braga) e o piloto de avião que trabalha para ele (interpretado pelo ator uruguaio Daniel Hendler). E a terceira, concentra seu foco nos dois seguranças do traficante (Eduardo Moscovis e Cássio Gabus Mendes), especialmente na história de amor que um deles vive.

“Juntei um bando de amigos”, afirma Ricca, que mesmo nos papeis de menor destaque conta com nomes consagrados do cinema e do teatro, como Denise Weinberg e Ana Braga –mãe de Alice (tanto no filme quanto na vida real) e irmã de Sônia Braga. “Ela foi uma das grandes atrizes da minha geração”, conta o diretor.

Após a sessão, ainda parecendo um pouco angustiado –“essa é a primeira cópia que fizemos, também é a primeira vez que eu vejo” –, entre um cumprimento e outro de amigos e admiradores, ele tenta fazer um balanço da experiência cinematográfica. Esfrega uma mão na outra, pede um chiclete a alguém. Reza para que a projeção, na sessão desta terça-feira, seja melhor.

“Foram dois anos de trabalho nesse projeto”, justifica. Ele comenta que tornar-se diretor foi um caminho natural. Que começou a jornada no teatro e agora, depois de tantos papeis no cinema, veio o desafio de dirigir. “É quase osmótico. O que não significa que tenha sido simples. Dói na alma, modifica por dentro. Foi muito dolorido, foram dois anos da minha vida arrancados de mim. Mas foi, sim, um dolorido feliz.”

Talibã assume autoria de ataque contra escritório da ONU no Paquistão

Atentado matou cinco funcionários do Programa Alimentar Mundial. Porta-voz do grupo chamou ONU de 'escrava dos EUA'.

Militantes talibãs paquistaneses assumiram nesta terça-feira (6) a autoria dos ataques a um escritório da ONU que deixou cinco mortos em Islamabad, dizendo que as Nações Unidas eram "escravas dos EUA".

Nesta segunda-feira, um suicida carregando explosivos entrou no escritório do Programa Alimentar Mundial (PAM) da ONU e detonou as bombas. "Nós tomamos a responsabilidade pelo ataque de Islamabad", disse Azam Tariq, porta-voz do Tehrik-e-Taliban Pakistan, movimento talibã paquistanês, em entrevista à agência de notícias Reuters.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, denunciou um "crime raivoso" e a ONU fechou todos os seus escritórios no Paquistão "até nova ordem". Aliado chave dos EUA na guerra contra o terrorismo, o Paquistão enfrenta uma onda de atentados cometidos por talibãs ligados à al-Qaeda, que já deixou 2.150 mortos desde julho de 2007.

Médico é julgado por colocar abortivos na bebida da amante grávida

Casado, o britânico Edward Erin teria insistido para que amante fizesse aborto, o que ela recusou.

Um médico está sendo julgado em Londres pela acusação de ter colocado remédios de efeito abortivo em várias bebidas de sua amante grávida.

Edward Erin, de 44 anos, e a enfermeira Bella Prowse, de 33, estavam mantendo um caso havia um mês quando ela descobriu a gravidez, em janeiro de 2008. Erin, casado e com dois filhos, tentou convencer Prowse a fazer um aborto, que é legalizado na Grã-Bretanha.

Após sua recusa, segundo a enfermeira, ele então teria tentado forçar a interrupção da gravidez com drogas, o que ele nega.

Pó amarelo

Na primeira audiência do julgamento, na segunda-feira (5), Prowse disse à corte que começou a suspeitar logo que encontrou um pó amarelo no fundo de uma xícara de chá que o médico havia preparado para ela.

Ela afirmou ainda ter encontrado a mesma substância em uma xícara de café e em um copo de suco de laranja.Prowse então levou os recipientes e amostras das bebidas para a polícia, que confirmou a contaminação com medicamentos com efeito abortivo.

"Ele me disse que não estava pronto para ter um bebê", contou a enfermeira na audiência. "Ele chorava e me implorava para eu fazer o aborto."

Prowse, que já tem uma filha de outro relacionamento, acabou dando à luz um bebê saudável.

O julgamento será retomado nesta terça-feira (6).

Postar no Google +

About Redação

This is a short description in the author block about the author. You edit it by entering text in the "Biographical Info" field in the user admin panel.
    Blogger Comment
    Facebook Comment

0 comentários:

Postar um comentário

Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!

Publicidade