Rio - Aposentados e pensionistas do INSS que ganham acima do piso previdenciário começam a receber segunda-feira o pagamento. O rendimento virá com adicional: a compensação do valor descontado do Imposto de Renda indevidamente no meses de dezembro e janeiro. Em alguns casos, a compensação pode chegar até R$ 125.
Até o fim da semana, serão pagos, ao todo, mais de 25 milhões de benefícios em todo o Brasil. Os primeiros a terem o dinheiro na conta são os com cartões de finais 6 e 1, desconsiderando-se o dígito. Os segurados que recebem até o mínimo e têm cartão de 6 a 0 também poderão sacar seus benefícios na semana que vem.
Em dezembro e janeiro, aposentados com vencimentos maiores foram descontados indevidamente. Segundo o Ministério da Previdência, o débito ocorreu porque não houve tempo hábil para aplicar a nova tabela do imposto na folha de pagamento. Os descontos foram feitos com base na tabela antiga, o que provocou redução nos benefícios.
Além de aliviar os aposentados e pensionistas com a devolução do IR, as mudanças nas alíquotas de contribuição da nova tabela representam maioreconomia para os beneficiários. Em termos reais, um aposentado que ganha R$ 2 mil por mês vai conseguir embolsar mais R$ 422 em um ano. Pela tabela anterior, ele tinha R$ 61,08 descontados mensalmente. Após a mudança, terá somente R$ 25,91 descontados, uma diferença de R$ 35 por mês. No caso de um segurado que recebe R$ 3.038, a economia ao fim de um ano chega a R$ 755.
Na tabela antiga, só havia três faixas. O governo criou mais duas, totalizando cinco. Vale destacar que, para os aposentados, a maior alíquota possível, considerando o teto do INSS, caiu de 27,5% para 22,5%. Hoje tem direito à isenção quem ganha até R$ 1.434,59 por mês — antes, o limite estava em R$ 1.372,81. As faixas ficaram divididas da seguinte forma: alíquota de 7,5% para quem recebe de R$ 1.434,60 a R$ 2.150; de 15% para salários acima de R$ 2.150 até R$ 2.866,70; de 22,5% pararendimentos superiores a R$ 2.866,70 até R$ 3.582 e, de 27,5%, para quem recebe mais de R$ 3.582. Segurados que tiverem dúvidas sobre o calendário podem ligar para o 135 ou acessar www.previdencia.gov.br.
ATRASO NA ENTREGA DE COMPROVANTES
Aposentados e pensionistas pelo INSS, cujos rendimentos ficaram acima de R$ 16.473,72 no ano passado e que precisam declarar o Imposto de Renda, vão receber os comprovantes com atraso. De acordo com o INSS e a Dataprev — responsáveis pelo envio dos documentos —, os últimos lotes foram postados na quinta-feira, 26, e só devem chegar no início da semana que vem. Segundo os órgãos, um dos motivos do atraso nas entregas teria sido o feriado de Carnaval.
O prazo normal para o recebimento dos comprovantes acabaria ontem, já que a entrega do IR começa segunda-feira, a partir das 8h.
Rei encantado com rainha
Roberto Carlos confessa ao filho que a beleza de Raíssa, musa da Beija-Flor, o impressionou
Rio - Não foram só as mulheres da alegoria do banho de gato, da Beija-Flor, que hipnotizaram Roberto Carlos no desfile de domingo. Diante dos ritmistas da escola estava Raíssa de Oliveira, 18 anos. A rainha de bateria impressionou o Rei na Avenida. A seu filho Dudu Braga, o cantor confessou que a achou linda.
O Rei, de 67 anos, conheceu a bela no show de seu cruzeiro Emoções em Alto-Mar, ano passado, e desde então se encantou com a morena. Este ano, eles se reencontraram no navio em que o cantor se apresenta. Raíssa esteve em seu camarim para lhe entregar um kit da escola, acompanhada do mestre de bateria da Beija-Flor, Paulinho, e de Dudu Braga, que tocou caixa na bateria da Azul-e-Branca.
“Ele comentou que achou a Raíssa linda. E qual o homem que não vai à Sapucaí para ver mulher bonita, né? Mas meu pai foi à Avenida para ver a Beija-Flor, sua escola do coração. Ele adora Carnaval”, despista Dudu. Ele não se apresentará hoje, no Desfile das Campeãs, mas que quer repetir a dose em 2010.
“Nem sabia disso, estou surpresa. Não é todo dia que um rei se encanta por mim (risos)”, comentou a rainha de bateria nilopolitana, que está solteira. O Rei também afirma estar sem namorada e já confessou que gosta de ficar. “Eu tô que tô!”, brincou ele, na Sapucaí, domingo.
11 ANOS LONGE DA AVENIDA
Este ano Roberto voltou ao Sambódromo após 11 anos. O Rei ficou na varanda do camarote da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), de onde tirou fotos abraçado com fãs e distribuiu beijos empolgados para as beldades do carro alegórico do banho de gato, que sambavam de biquíni e máscara sob uma ducha.
Novo estilo no comando da Arquidiocese
Ex-arcebispo de Belém tomará posse no Rio em abril e planeja visitar áreas pobres e de risco
Rio - O Rio vai ganhar novo arcebispo no dia 19 de abril. Dom Orani João Tempesta deixa a Arquidiocese de Belém do Pará para substituir Dom Eusébio Scheid, que completou 75 anos e, com isso, tem de pedir aposentadoria. O religioso deve mudar o jeito de chefiar a Igreja carioca. Descrito como humilde e conciliador, D. Orani promete “ser um pastor bem próximo de seu povo” e visitar as paróquias, mesmo que fiquem em comunidades pobres ou em áreas de risco.
“Sou um andarilho e gosto desse contato com as pessoas. Já fui para o meio do mato e caí em trilha para visitar a população ribeirinha e ouvir suas necessidades. Quero fazer o mesmo no Rio, de acordo com a realidade da cidade. Sei que há violência. Como arcebispo, preciso contribuir para encontrar soluções”, afirmou.
Aos 58 anos de vida e 35 de sacerdócio, D. Orani se disse surpreso com a decisão do Papa Bento XVI, anunciada ontem em Roma. Há apenas quatro anos em Belém, atuou em defesa do meio ambiente e contra o desmatamento da Floresta Amazônica. Caçula de oito irmãos de uma família do interior de São Paulo, tornou-se bispo em 1997, assumindo a Diocese de Rio Preto, também no interior paulista.
Monge da Ordem Cisterciense, D. Orani é presidente nacional da Comissão Episcopal para a Cultura, Educação e Comunicação Social da CNBB e membro do Conselho de Comunicação do Senado.
O futuro arcebispo do Rio afirma que está feliz com a mudança, mas não esconde a dor da despedida. “A ruptura é sempre dolorosa. Gosto de Belém e me afeiçoei ao povo daqui”.
Os paraenses também lamentaram a perda de seu pastor. “Ele rapidamente nos conquistou com sua fala mansa. Sempre foi muito atencioso com o seu povo. A Mitra parecia até um asilo, ele acolhia todos os padres idosos e doentes lá. Ele dizia que aprendia muito com a sabedoria dos antigos”, conta a escritora Mizar Bonna.
DOM EUSÉBIO: ‘NÃO EXISTE APOSENTADORIA NA FÉ’
Assim que entregar o báculo ao sucessor, Dom Eusébio deixa o Rio. Não quer fazer sombra a Dom Orani, que o convidou a permanecer na cidade. “Gostei mais do Rio. Mas vou morar em São José dos Campos, onde fui o primeiro bispo e construí residência modesta”, afirmou ele, que se dedicará à música e a trabalhos sociais. “Não existe se aposentar na fé”, justifica. Em entrevista coletiva, Dom Eusébio comentou até rumores de que vivia como cão e gato com o antecessor, Dom Eugenio Sales, que ficou no Rio após deixar o cargo: “Pura calúnia”. Nos oito anos na Arquidiocese, destacou a elevação do Cristo Redentor a Santuário e a remodelação das pastorais sociais. Não se arrependeu da demissão de 67 empregados, após auditoria da Fundação Getúlio Vargas. “Uma administração séria não pode ser beneficente para dar emprego”. Negou ter solicitado ao Papa ficar até junho, mas sim não ir além do fim do ano paulino. Bem-humorado, deu receita ao sucessor: “Tem de ser bom de comunicação. Não pode ser alguém avesso à mídia. O Rio precisa também de pessoa que saiba amar o tipo carioca”.
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