Rio - A população de rua e a insegurança continuam manchando a imagem do Rio para o turista estrangeiro. Pesquisa do Instituto de Pesquisas e Estudos do Turismo da UniverCidade, em parceria com a Fundação Cesgranrio e Planet Work, ouviu 400 visitantes entre o Sábado e a Terça-feira de Carnaval. Seis em cada 10 entrevistados citaram mendigos ou a falta de segurança como o principal ponto negativo da visita. A quantidade de turistas que admitiram se incomodar com a população de rua disparou de 2008 para este ano. No Carnaval passado, 10% apontaram a mendicância como o pior problema do Rio. Agora, esse percentual saltou para 32%. “População de rua existe em outros países, mas a forma como ela é presente no Rio, com famílias inteiras sob marquises e viadutos, não há em outros lugares. Isso também é uma agressão. O turista fica chocado com a miséria e, ao mesmo tempo, com medo”, explica o professor Bayard Boiteux, que coordenou a pesquisa com Maurício Werner. O medo da insegurança também subiu, passando de 25% para 28%. Mas o estudo revelou que 42% avaliaram como muito bom ou excelente o policiamento em áreas turísticas. Apenas 9% o consideram muito ruim. FALHA NO PLANEJAMENTO “Essas pessoas estavam hospedadas em Santa Teresa, Lapa, Catete ou Glória. Já quem ficou em Copacabana e Ipanema não reclamou. Isso acontece porque a região tem muitos hotéis e, por isso, recebe mais atenção da PM. O problema é que o contingente do Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas não é suficiente”, explicou Bayard Boiteux. Segundo a Secretaria de Segurança, no Carnaval há aumento de 20% no número de turistas assaltados. Na semana passada, entre os dias 18 e 20, 94 visitantes registraram queixa de assaltos e furtos. “Sabemos que a segurança precisa melhorar e estamos trabalhando para isso. Não aconteceu nenhum grande incidente no Carnaval. O resultado foi muito bom”, afirmou o secretário municipal de Turismo, Antônio Pedro de Mello.
O que pesa na hora de voltar
Para quem veio de fora, a violência ainda é um grande entrave ao turismo. “O Rio e belíssimo. O povo é muito divertido. As praias e a comida são ótimas, mas não sei se volto. Há muita violência, mendigos e crianças pedindo dinheiro nos bares à noite. O visitante não se sente seguro”, ponderou a australiana Anita Falconer, 24 anos, vítima de assalto segunda-feira na porta do albergue Hostel Samba Villa, na Lapa, o mesmo onde houve arrastão semana passada. Visitantes aprendem com os cariocas a se virar. “Temos medo, mas não tem como deixar de aproveitar a cidade. É só não sair com nada de valor”, comentou o estudante espanhol Santiago Moreno Canada, 22. Ele e outros três amigos escolheram o Rio por causa do Carnaval, mas não foram ao Sambódromo porque acharam os ingressos caros.
UFF e UFRRJ estão realizando concursos
Rio - As universidades Federal Fluminense (UFF) e Rural (UFRRJ) estão realizando concursos para a contratação de profissionais para a área administrativa.
Para a UFF, são oferecidas 112 vagas, sendo 91 para candidatos com os níveis Médio e Técnico, e 21 para graduados nos cursos de Administração, Informática, Ciência da Computação, Engenharia (da Computação, Civil, Elétrica, em Segurança do Trabalho), Medicina Veterinária, Medicina, Nutrição e Odontologia. O cargo de assistente administrativo — que requer o Nível Médio — tem a maior oferta de vagas: são 61 oportunidades, com vencimentos de R$ 1.364,63. As chances são para trabalhar nas unidades de Niterói, Nova Friburgo, Rio das Ostras, Volta Redonda e Campos dos Goytacazes. As remunerações são de R$ 1.364,63 para os cargos de Nível Médio e R$ 1.747,83, para Nível Superior. As inscrições serão aceitas de 24 de março a 14 de abril no site www.coseac.uff.br/concursos/uff2009. Após preencher o formulário disponível no site, o candidato deverá imprimir a GRU (Guia de Recolhimento da União) e efetuar o pagamento da taxa até o dia 14 de abril (R$ 34 para Nível Médio e R$ 43 para cargos de Nível Superior). Já o concurso da Rural é para selecionar 196 profissionais. Também será formado um cadastro de reserva com os aprovados. Os vencimentos são de até R$ 1.102 para Nível Fundamental, R$ 1.508 para Médio e R$ 1.891 para Superior, já com o valor do auxílio-alimentação somado.
As inscrições ficarão abertas no período de 6 de abril a 6 de maio no site da universidade (www.ufrrj.br/concursos). Taxas nos valores de R$ 28, R$ 34 e R$ 43. Os profissionais selecionados vão trabalhar na sede da Rural, em Seropédica, e em Nova Iguaçu e Três Rios.
As vagas de Nível Superior são para graduados em Administração, Arquivologia, Direito, Ciências Contábeis, Engenharia Civil, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia e Jornalismo, entre outros. Assim como na UFF, o cargo de assistente administrativo é o que tem o maior número de vagas: 38. Exige o Nível Médio completo, mais experiência, ou Ensino Profissionalizante. Chances também para auxiliar de saúde e auxiliar em administração.
Clareamento dentário tem efeito colateral
Produtos podem provocar a morte da polpa, a parte viva do dente, e facilitar as fraturas
Rio - O preço de ter dentes brancos como os de personagens de comerciais de TV pode ser alto. Estudo da Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) concluiu que produtos para clareamento dentário podem causar danos à polpa — a parte viva do dente —, e também aos ossos e ao ligamento periodontal, que une o dente à estrutura óssea. “Alguns produtos clareadores chegam a atingir a polpa dentária, causando reações que podem incluir a morte dela”, explica a professora de Odontologia da faculdade, Márcia Carneiro Valera, que orientou o trabalho de mestrado da dentista Ana Raquel Benetti. Feitos à base de peróxido de hidrogênio (água oxigenada) e peróxido de carbamida, esses produtos são aplicados na superfície externa do dente e desencadeiam reações químicas que levam à ação clareadora. “Quando ocorre a morte da polpa, os dentes ficam mais frágeis e mais suscetíveis a fraturas. Além disso, o paciente perde a sensibilidade, o que dificulta, por exemplo, que se note a presença de cáries e outros problemas”, diz Márcia. A maior preocupação, afirmam os dentistas, é com o tratamento feito em casa, em que a pessoa usa uma moldeira que encaixa nos dentes e usa um produto clareador. “Eu não indico isso porque sem o acompanhamento de um profissional o risco é muito maior e podem ocorrer danos irreversíveis à polpa”, afirma Márcia. De acordo com Ana Raquel, um dos riscos é de o produto atingir os tecidos que sustentam os dentes, como o osso e o ligamento periodontal.
Estudos da Unesp constataram ainda que o uso de fontes de luz durante o clareamento não aumenta a eficácia do procedimento. “O uso da luz não melhora em nada o resultado final. O efeito imediato parece melhor porque o dente fica mais seco e, por isso, parece mais branco”, diz Márcia.
“Além disso, quando se aplica laser o risco para a polpa é ainda maior porque ela não suporta um aumento de temperatura maior do que 5 graus centígrados e o laser pode provocar um aumento maior”, diz, acrescentando que a saída para manter dentes mais claros é evitar o cigarro, café e vinhos tintos.
Remédios ficarão mais caros
Pelo menos 20 mil apresentações de medicamentos terão novos preços a partir de 31 de março
Rio - A compra de remédios vai pesar ainda mais no bolso do consumidor a partir do mês que vem. Os novos valores entrarão em vigor no dia 31 de março, com aumentos de até 5,91%. O reajuste anual é mais um motivo para se prestar atenção nos genéricos, com reduções que podem passar de 80% dos remédios de referência. Pelo menos 20 mil apresentações de medicamentos serão atingidas pelo reajuste. A Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), publicou no ‘Diário Oficial’, nesta semana, a fórmula que será utilizada para calcular o reajuste anual.
A conta feita pela Câmara de Regulação considera, além do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado nos últimos 12 meses — de março de 2008 e fevereiro deste ano —, ganhos de produtividade das indústrias farmacêuticas e o nível de participação de medicamentos genéricos nas vendas de cada segmento. De acordo com a Anvisa, o percentual do reajuste deve ser definido entre os dias 10 e 15 deste mês. No ano passado, foi de até 4,61%.
Desde 2005, o reajuste máximo tem sido igual ou menor ao IPCA acumulado nos 12 meses anteriores. Este ano, de acordo com projeção da LCA Consultores, o índice deve terminar fevereiro acumulando 5,91%. Segundo a Anvisa, remédios fitoterápicos, homeopáticos e isentos de prescrição médica, como paracetamol e melhoral, não serão submetidos ao reajuste, já que, como a concorrência é muito grande nesse segmento, o próprio mercado se regula.
Os medicamentos são divididos em três faixas, cada uma com um índice diferenciado. Em 2008, a faixa 1 (com participação de genéricos em faturamento igual ou superior a 20%) foi reajustada em até 4,61%; faixa 2 (igual ou superior a 15% e abaixo de 20%), 3,56%; e faixa 3 (faturamento abaixo de 15%), 2,52%. De acordo com a Anvisa, no ano passado, a faixa 3, que tem o menor índice, concentrava o maior número de apresentações, aproximadamente 14 mil. Outras 2 mil ficaram na faixa 2 e cerca de 8 mil na 1.
Mas a Anvisa explica que em torno de 4 mil medicamentos não estão sendo comercializados. No ano passado, as empresas que não respeitaram o índice máximo definido pela Cmed foram multadas em valores que variaram de R$ 212 a R$ 3,2 milhões. Caberá às indústrias farmacêuticas decidir se o reajuste — total ou parcial — será ou não repassado ao consumidor.
Aposentado, Pedro Pais, de 71 anos, que sofre de hipertensão e colesterol alto, gasta R$ 200, aproximadamente, todos os meses nas farmácias. “O reajuste dos medicamentos vem, mas o aumento na aposentadoria, não. Não dá para viver só com o que se ganha do INSS”, reclama Pais, que faz trabalhos temporários para completar a renda familiar.
Conforme a legislação, os aumentos nos preços deverão permanecer inalterados pelo período de um ano, ou seja, até março de 2010. A dona-de-casa Mariza Cândida Santana Góes, de 57 anos, tomou uma decisão para não gastar muito dinheiro: agora, só compra um remédio e faz pesquisa de preços. “Depois do último check-up, resolvi ficar apenas com o remédio de pressão”.
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