Peixe-boi órfão ganha novo lar no Amazonas | Rio das Ostras Jornal

Peixe-boi órfão ganha novo lar no Amazonas

Animal foi resgatado de rede de pesca na divisa com o Peru  Considerado magro, o mamífero pesa 64 quilos.

Depois de ser pego em uma rede de pesca em Atalaia do Norte (AM), na divisa com o Peru, passar dois meses preso em um poço e ser entregue ao Ibama, um filhote de peixe-boi que perdeu a mãe ganhará um novo lar na reserva de Mamirauá, no Amazonas.

 

Veja álbum de fotos do peixe-boi recebendo os primeiros cuidados . Ele foi transportado de Tabatinga, no extremo oeste brasileiro, até a cidade de Tefé, próxima a Manaus, em uma piscina para crianças, no teto de um barco. Apesar de medir 1,63 metro de comprimento e pesar 64 quilos, especialistas o consideraram desnutrido. “É um animal bem magro”, comenta Cristina Silva, bióloga do Ibama em Tefé.

Para crescer em segurança e adquirir a capacidade de se virar sozinho, ele passará a morar em um criadouro especialmente construído para a recuperação de peixes-bois. “É como se fosse um grande engradado, que fica suspenso por bóias. O animal fica no ambiente natural, em água corrente, interagindo com peixes”, explica Miriam Marmontel, pesquisadora de mamíferos aquáticos do Instituto Mamirauá.  No criadouro, que é mantido com a ajuda de ribeirinhos, o peixe-boi receberá tratamentos veterinários, será amamentado e terá que perder o carinho com seres humanos. “Precisamos desapegá-lo para que ele tenha medo de caçadores”, conta Marmontel.  Depois que estiver recuperado e ganhar novamente a liberdade, o peixe-boi receberá um aparelho eletrônico que transmitirá a sua localização, e será monitorado por biólogos. Espera-se que, quando adulto, ele tenha quase três metros de comprimento e pese entre 200 e 300 quilos.

 

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Menos da metade das ONGs estrangeiras se cadastram no Ministério da Justiça
Sem cadastramento, organizações não podem atuar no Brasil.  Nenhuma entidade da região Norte apresentou documentos.

Um balanço do cadastramento de organizações estrangeiras que trabalham no Brasil foi publicado nesta sexta-feira (13) pelo Ministério da Justiça (MJ). Das 170 entidades que atuam ou pretendem atuar no país, apenas 63 enviaram seus documentos para se cadastrar na Secretaria Nacional de Justiça (SNJ). O cadastro é obrigatório para que elas possam atuar legalmente no território nacional, e o prazo para o registro terminou em 2 de fevereiro. Um dos objetivos do ministério com o cadastramento das organizações é obter maior controle sobre as entidades que atuam na Amazônia. Uma análise prévia realizada pelo MJ indica, contudo, que nenhuma organização da região Norte se cadastrou.  Segundo nota publicada pelo ministério, a ausência de mais de uma centena de organizações demonstra que muitas operavam de forma irregular, e deverão ter as portas fechadas. Uma relação das entidades que não apresentaram documentos será enviada à Polícia Federal para investigação. 

Entidades nacionais

As organizações internacionais que atuam no Brasil mas são cadastradas como entidades nacionais – possuem documentos como CNPJ, por exemplo – não precisam apresentar seus documentos à SNJ. Isso ocorre porque elas já são fiscalizadas como qualquer outra ONG brasileira.  Segundo a assessoria de imprensa do Greenpeace, esse é o caso dessa organização. Com origem no Canadá, a ONG tem sede no Brasil e atua na Amazônia. Já que é instituído como uma entidade nacional, o Greenpeace não precisou se cadastrar.  Para secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, o baixo número de entidades recadastradas poderia revelar que elas decidiram se registrar como entidades nacionais, o que facilitaria a fiscalização. “O lado positivo da baixa adesão é que está havendo um processo de depuração das ONGs estrangeiras. Vamos identificar se elas migraram para serem organizações nacionais ou se assustaram com a transparência e encerraram as atividades”, afirmou Tuma Júnior em nota do MJ.

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