
Privatização da BR-101 é discutida
“Lamento que os responsáveis pela Autopista e pela ANTT, que viriam para esclarecer e buscar soluções em conjunto, não estiveram aqui reunidos”, destacou o presidente da Comissão, deputado Glauco Lopes (PSDB). Ele afirmou que a Comissão se reunirá com a Procuradoria da Alerj para decidir as medidas que devem ser tomadas e adiantou que podem pedir até o cancelamento da cobrança do pedágio nos próximos dias. Lopes destacou que vai encaminhar tanto à Autopista quanto à Agencia Nacional de Transportes Terrestres uma cópia da audiência com tudo o que foi debatido. “Esperamos resposta e um entendimento global para que a população que depende da BR 101 não sai prejudicada”, disse o parlamentar.
Desde o dia 2 deste mês, o pedágio na localidade de Guandu, em Campos, no Norte do Estado, vem sendo cobrado pela concessionária (carros de passeio pagam R$ 2,50). Esta semana, outras duas praças de pedágio começaram a funcionar na BR: Serrinha e São Gonçalo; e, em março, está previsto o início da cobrança em Casimiro de Abreu. Em julho, será a vez da instalação de pedágio

Lagoa de Imboassica já perdeu 60% de sua área de alagamento
De acordo com o professor do Nupem/UFRJ Francisco Esteves, a lagoa só voltará encher se houver a ocorrência de chuvas. Caso contrário, a população macaense terá que se acostumar com a paisagem lamentável em que se encontra. De acordo com o pesquisador e grande conhecedor das dinâmicas do ecossistema, a Lagoa já perdeu cerca de 60% de sua área de alagamento e quase 10% de seu espelho d´água, justificando as constantes enchentes que ocorrem em seu entorno. “Não é a lagoa que invade as casas, mas ela apenas procura o lugar que era seu. Na verdade, as casas invadiram a lagoa”, falou Chico Esteves.
Para tentar minimizar esse problema, os próprios moradores abrem a barra indiscriminadamente e sem o apoio técnico, configurando um crime ambiental que nunca tem um autor. A fiscalização para evitar e punir esses delitos fica comprometida a medida que os órgãos ambientais e a própria Secretaria Municipal de Meio Ambiente não contam com infraestrutura para tal ação.
O professor de ecologia, Reinaldo Bozelli, explicou que há alguns anos, a barra da lagoa rompia-se naturalmente, processo que ocorria a cada três ou quatro anos. “Há mais de dez mil anos que de novembro a março, época de muita chuva, a barra rompia e havia a renovação da vida marinha. Mas pesquisas apontam que a barra da Lagoa de Imboassica não consegue mais abrir sozinha. Se isso ocorresse, todas as casas do entorno ficariam embaixo d´água”, falou Bozelli, apontando ainda outras três problemáticas que a lagoa enfrenta: os aterros e o assoreamento, a pressão imobiliária e o lançamento de esgoto in natura.
Que decepção
Se o naturalista Charles Darwin retornasse à Macaé, ele levaria um susto e ficaria decepcionado com a realidade ambiental da cidade. Lá por volta de 1830, quando o cientista passou por aqui e chegou a coletar amostras de peixes na Lagoa de Imboassica, a paisagem era composta por uma densa mata atlântica, que se desdobrava em restinga ao chegar no litoral do Pecado; o rio Imboassica desaguava límpido na grande bacia de água doce e cristalina, riquíssima em biodiversidade. “Só para ter idéia, se juntarmos todos os lagos, lagoas e rios da Europa, vamos encontrar cerca de 92 espécies de peixes, enquanto apenas na Lagoa de Imboassica já foram identificados 187 tipos, mas estima-se que existam cerca de 250 espécies de peixes no corpo hídrico”, informou Chico Esteves, completando que durante expedição de Darwin na região, o cientista coletou amostras da ‘piabinha’, também conhecida como ‘lambari’. “Todo esse material contribuiu para a teoria da evolução das espécies, desenvolvida por Darwin”, comentou.
Nessa época também não existiam enormes condomínios que derrubaram matas e aterraram a lagoa para a construção de casas que geram toneladas de esgoto diariamente. A rodovia Amaral Peixoto (RJ-106) não passava de uma pequena estrada de terra que pouco ameaça a lagoa. A ocupação do entorno não era tomada por indústrias ligadas ao petróleo, a mata ciliar do rio Imboassica ainda ocupava suas margens e evitava a erosão da encosta, segurando o sedimento que é carreado para o fundo da lagoa, acelerando ainda mais o seu assoreamento.
Quando vem a solução?
Em abril 2007, uma audiência pública discutiu ações para salvar a Lagoa de Imboassica. O encontro aconteceu na Câmara Municipal e reuniu ambientalistas, secretários municipais, representantes de órgãos ambientais da região, o prefeito de Macaé, além da própria população que mostrou uma nova consciência em relação a preservação da natureza.
Na época, Riverton afirmou diante de todo o público que a tão falada e esperada Estação de Tratamento de Esgoto do Mutun ficaria pronta ainda naquele ano. “Até meados de julho as obras já vão ter começado. Daí, o prazo para a conclusão é de quatro meses”, afirmou o prefeito, explicando que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) havia aprovado o orçamento do projeto, sendo que o edital seria publicado ainda naquele mês. No entanto, o projeto ainda não foi concluído, embora as obas estejam andando desde aquele tempo.
Com um discurso breve, o secretário de Obras, Tadeu Campos, afirmou na época que a construção da ETE seria imediata e trataria o esgoto dos bairros Jardim Guanabara, Mirante, São Marcos e região do Cefet. “Essa é a que chamamos de zona sul e a estação vai ser construída no local chamado Morada da Lagoa”, falou na ocasião.
Durante essa audiência, Chico Esteves também fez sua explanação, sendo o mais centrado e objetivo ao discursar. O pesquisador fez uma analogia ao comparar a Lagoa de Imboassica com um paciente que está gravemente doente na UTI, mas com grandes chances de ir para o quarto e voltar a viver. “Se sabemos as causas, as conseqüências e as soluções, o que falta então? Falta a mobilização. Vamos arregaçar as mangas e trabalhar”, estimulou Esteves, que há anos realiza o monitoramento do ecossistema.
De forma simbólica, ele apresentou as infecções do ‘doente’, que sofre com aterros irregulares, esgoto, assoreamento, abertura indiscriminada da barra. Para isso, ele mesmo indicou os remédios. “Fiscalização”, falou, mostrando que entre os meses de novembro e março, a prefeitura não pode permitir a remoção de terra, e mencionou o loteamento ao lado do Cefet, que foi todo aterrado, sendo que parte desse sedimento está se depositando na lagoa.
Fonte: O Debate
Chuva provoca caos em Macaé
De acordo com a Defesa Civil, a partir do momento em que a chuva começou, várias pessoas entraram em contato através do número 199 para fazer reclamações a respeito da chuva forte, que permaneceu por toda a noite. No entanto, não foi solicitada nenhuma remoção e ainda não há informação de pessoas desalojadas.
Entre os bairros mais atingidos estão Visconde de Araújo, Sol Y Mar e Centro. A Teixeira de Gouveia, no Centro e outras ruas do entorno da rodoviária ficaram tomadas pelas águas da chuva. Carros que estavam estacionados no local tiveram que ser retirados para evitar que fossem invadidos pelo alagamento.
Algumas ruas chegaram a ficar intransitáveis e muitas pessoas ficaram impedidas de chegar as suas residências, tendo que esperar as águas abaixarem pelo menos um pouco, o que não aconteceu. Com isso, moradores de outras cidades, como Rio das Ostras, ficaram ilhados e com medo de arriscar a passagem pelos arredores do Parque de Tubos. Os mais corajosos enfrentaram dificuldades e tiveram problemas com os carros, que não conseguiram ir à diante.
O Terminal Rodoviário da Lagoa também ficou inundado e dois ônibus enguiçaram, tendo que permanecer no local. Outros pontos a cidade ficaram alagados, deixando os moradores preocupados e em alerta para a situação.
Chuva para o fim de semana
Os macaenses que pretendem visitar o litoral da cidade ou as praias, cachoeiras e lagoas dos municípios vizinhos devem ficar atentos a previsão do tempo para esse final de semana. Segundo os meteorologistas, será de muita chuva. A expectativa é que o tempo só volte a melhorar no domingo.
A alteração do tempo e do clima começou a ser registrada logo na manhã de ontem, através da concentração de nuvens no céu, chegando a bloquear a incidência dos raios solares em alguns momentos. O efeito pôde ser percebido também através do retorno do vento que ajudou a amenizar a sensação térmica provocada pelo clima quente e calor intenso registrados desde o início desta semana.
Já no final da tarde, o tempo fechou completamente formando a tempestade. Em pouco tempo de chuva, vias de grande circulação foram inundadas, bloqueando a passagem dos veículos.
De acordo com a meteorologia, os fenômenos foram ocasionados pela passagem de uma frente-fria que se descola do Sul do país em direção ao Norte, se instalando sob a região Sul. A alteração deverá afetar principalmente o litoral dos municípios de todo o estado do Rio de Janeiro.
O choque da massa de ar frio com a de ar quente, fenômeno comum durante o período do verão, deverá ocasionar a formação de chuvas e tempestades que poderão ser registradas também ao longo do dia de hoje e sábado, dando uma trégua durante a parte da manhã e tarde do domingo.
Segundo os estudos dos especialistas do Clima Tempo e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) a probabilidade de chuva para hoje, sábado e domingo é de 80% para cada dia. Caso a previsão se confirme, a alteração do tempo e do clima vai atrapalhar os preparativos de milhares de pessoas que pretendem arrumar as residências de verão para receber amigos e a família para o carnaval.
Apesar dos primeiros indícios do retorno das chuvas de verão, o sol forte e o calor que predominou durante toda a parte da manhã e do início da tarde de ontem levou a dezenas de pessoas a aproveitar a quinta-feira em um dos points mais movimentados do litoral macaense, a Praia dos Cavaleiros.
“Temos que aproveitar os últimos dias de férias. Depois do carnaval, a rotina diária de trabalho e afazeres domésticos volta, aí não da tempo para vir a praia durante a semana. Será realmente uma pena se a chuva voltar a cair nesse final de semana, o último antes do carnaval”, comentou a advogada Ana Maria Moreira, 37 anos.
Após ser suspenso, concurso de macaé terá novo prazo de inscrições
Eram por volta das 17h30 da última quarta-feira quando a decisão do juiz da 2ª Vara Cível de Macaé, André Souza Brito, sobre a ação civil pública de número 2009.028.001370-6 chegou às mãos da Procuradoria Geral do Município.
A possibilidade da abertura de novo prazo para inscrição vinha sendo anunciada com exclusividade pelo jornal O DEBATE desde sua edição do dia 4 de fevereiro. Um dia antes, o Ministério Público (MP) tinha sua primeira reunião com a Procuradoria Geral de Macaé, na qual apontava as falhas na execução dos preparativos para a seleção. Porém, apenas ontem a Prefeitura se manifestou de forma oficial. De acordo com o procurador do município, Sérgio Tolledo, que se pronunciou em nota à imprensa, o juiz entendeu que o critério adotado para a isenção da taxa de inscrição não estava correto. “Um dos critérios exigia que para ter direito à isenção da taxa de inscrição, o candidato teria que comprovar residência em Macaé há mais de 24 meses. O juiz entendeu que este item violaria o princípio da isonomia”, explica o procurador na nota.
A primeira parte das inscrições do concurso público de Macaé, que ocorreram entre os dias 6 e 8 de janeiro, formaram grandes filas nos quatro pontos destinados para o cadastro - já que a inscrição era apenas presencial. Até em função disso, correm pelo menos dois processos contra o Executivo municipal nesta comarca. Segundo a Comissão de Concurso Público da cidade, uma nova reunião da equipe organizadora desta seleção ocorrerá na segunda-feira. “A partir daí é que teremos as datas dos três dias que serão abertos para novas inscrições”, explica o presidente da comissão, Jorge Aziz. Ele recebeu a decisão judicial que suspendia a aplicação das provas para este domingo por volta das 19 horas de quarta-feira, diretamente das mãos da Procuradoria.
Procuradoria se reúne com promotores do caso
A comissão vai fazer um novo planejamento e publicar um novo edital provavelmente até quarta-feira da semana que vem. Segundo Aziz, não há como projetar datas, mas uma coisa está quase certa: “Provas só depois do Carnaval, antes não tem como.” De qualquer forma, a comissão garante que as novas inscrições serão feitas do mesmo modo como as feitas no início de janeiro: será necessário que a pessoa vá até os locais escolhidos pela Prefeitura. A tendência, porém, é que - ao contrário dos quatro pontos que ficaram circundados de filas entre os dias 6 e 8 de janeiro - o Executivo destine maior número de locais para inscrições.
Segundo a Procuradoria, o objetivo é que as provas sejam realizadas ainda
Eu ontem gastei 80 reais com passagens para ir à Macaé. Não recebi qualquer comunicado do adiamento do concurso ! Fiquei abendo no hotel. Será que fica tão caro para o IBAP mandar um telegrama ? Ou quem sabe um e-mail ? Uma vergonha...
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