Deixando de lado a eterna rivalidade entre os carnavais do Rio e de Salvador, a Vermelha-e-Branca de Niterói fez uma homenagem à Bahia. Além dos pontos turísticos e da musicalidade e da alegria do povo baiano, o desfile mostrou uma mensagem para o futuro, de preservação do meio ambiente, do crescimento sustentável e do aproveitamento dos biocombustíveis.
Um dos pontos altos da apresentação foi o desempenhado da bateria de Mestre Ciça. Apesar de estar de malas prontas para a Grande Rio, Ciça abusou da criatividade e empolgou as arquibancadas com suas paradinhas. A exuberante Juliane Almeida estreou com pé direito e esbanjou sensualidade.
Ícones da história da Estação Primeira como Preto Rico, Hélio Turco, Delegado e Roberto Paulinho vieram no último carro, que trouxe toda a Velha Guarda. Em seu 2º ano, a rainha Gracyane Barbosa mostrou muito samba no pé. A grande estrela da exibição, no entanto, foi o componente da Mangueira. Cantando o belíssimo samba enredo a plenos pulmões, ele superou os problemas com garra e acabou salvando a apresentação da escola.
Idealizadas pelos carnavalescos Lane Santana e Jorge Caribé, as alegorias contaram o enredo de forma didática e clara. O único porém foi o uso excessivo de coreografias nos sexto e sétimo carros. A estréia do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira Fabrício e Daniele foi positiva. A dupla mostrou segurança e evoluiu sem dificuldades.
Em retorno à passarela, Luma de Oliveira veio à frente da bateria representando Chica da Silva e foi bastante aplaudida pelas arquibancadas. O desfile da Portela teve, ainda, outras presenças ilustres como cantor Zeca Pagodinho e a dupla Zezé di Camargo e Luciano.
Carnavalesco da Rocinha esbanja talento
Sétima a desfilar, a Rocinha também deu um show à parte nos quesitos Alegorias e Fantasia. Mérito este que é carnavalesco Fábio Ricardo, que cada vez mais esbanja talento e personalidade estética. Ao contar a história da cidade do Rio na ótica do cartunista J. Carlos, a agremiação de São Conrado resgatou uma figura histórica que já estava caindo no esquecimento.Destaque principal do carro abre-alas da Rocinha, a ex-modelo e empresária Luiza Brunet passou mal na concentração e não desfilou. Luiza sentiu um enjôo antes de entrar na Avenida e desmaiou em cima da alegoria, gerando grande confusão entre os integrantes da agremiação e organizadores.
União da Ilha mexe com as arquibancadas
Outra que também está na briga é a União da Ilha. Com um enredo sobre viagens inspirado na obra de Julio Verne, a tricolor foi a escola que mais empolgou o público durante a noite toda e chegou arrancar gritos de "É Campeã". No esquenta, a diretoria reverenciou a memória do ex-puxador Aroldo Melodia, que faleceu em julho de 2008.Com um desfile bastante organizado, a Renascer apresentou um enredo sobre o desejo do homem de se locomover desenvolvido pelos carnavalescos Paulo Barros e Paulo Menezes. Marca mais famosa de Barros, a coreografia nos carros apareceu em demasia e deu sinais de esgotamento. Mesmo assim, a vermelho-e-branco teve bom rendimento e está no páreo do título.
Inocentes e Caprichosos com muitos erros
Na outra ponta da tabela, lutando contra o rebaixamento, estão Inocentes de Belford Roxo e Caprichosos. A escola da Baixada decepcionou com sua homenagem a Leonel Brizola. Já a azul-e-branco do subúrbio apresentou um enredo muito confuso sobre os meios de transportes e levou para a Avenida fantasias e alegorias com falhas de acabamento.
Mocidade Alegre é campeã do carnaval de São Paulo
Escola do bairro do Limão superou a Vai-Vai na apuração final. Desfile no Sambódromo do Anhembi foi uma homenagem ao coração.
A escola de samba Mocidade Alegre conquistou o título do carnaval de São Paulo após uma disputa acirrada com a Vai-Vai, que terminou em segundo lugar meio ponto atrás. A apuração terminou no final da tarde desta terça-feira (24) no Sambódromo do Anhembi, na Zona Norte de São Paulo.
A Mocidade somou 359,25 pontos. A Vai-Vai teve 358,75 pontos. A Rosas de Ouro terminou em terceiro lugar (358,25 pontos) e a Gaviões da Fiel ficou em quarto lugar (358 pontos) na classificação final.
As escolas Nenê de Vila Matilde e Unidos do Peruche foram rebaixadas para o Grupo de Acesso.
Dois jurados deram nota 9,75 para a Vai-Vai no quesito fantasia, permitindo à Mocidade abrir meio ponto de vantagem na disputa pelo título.
A Vai-Vai perde ainda mais 0,25 ponto no quesito evolução. A Mocidade perdeu 0,5 ponto neste mesmo quesito reduzindo a diferença para 0,25 ponto.
Fundada em 1967, a escola do bairro do Limão conquistou seu sétimo título do Grupo Especial do carnaval paulista. A Mocidade Alegre havia vencido pela última vez em 2007. Os outros títulos foram conquistados em 1971, 1972, 1973, 1980 e 2004. Mocidade e Vai-Vai repetiram na apuração o duelo das notas que fizeram no carnaval de 2008. Naquela ocasião, a Vai-Vai terminou vencedora com o título sendo definido no último quesito, com a última nota.
Terceira escola a pisar no sambódromo no sábado, a Mocidade Alegre fez uma ode ao coração em suas diversas formas: histórica, lúdica e carnavalesca.
Com o enredo: “Da chama da razão ao palco das emoções... Sou máquina, sou vida, sou coração pulsando forte na avenida”, a vice-campeã do carnaval 2008, ‘pintou” a avenida de vermelho e verde.
Em uma mudança de última hora, a tradicional rainha de bateria da Mocidade, Nani Moreira, não desfilou à frente dos músicos. Ela foi substituída por uma rainha mirim, a Naninha.
A presidente da Mocidade, Solange Bichara, dedicou a vitória à comunidade. "Estou com o coração a mil por hora", disse pouco antes de receber o troféu de campeã no Anhembi. Além da festa desta terça-feira, a presidente da escola prometeu outra comemoração, em data ainda não marcada. Isso porque, segundo Solange, por problema de horário, a festa desta terça não poderá ir até muito tarde.
Solange elogiou também a atuação à frente da bateria da menina Marília Silva, 12 anos. "Ela tinha uma carga de vir no lugar da Nani. Estava nervosa, mas deu conta do recado. É a valorização da comunidade desde criança", disse a presidente.
Os torcedores começaram a chregar à quadra da Mocidade, na Zona Norte de São Paulo, por volta do meio-dia. Às 16h30, meia hora após o ínício da apuração e faltando ainda dois quesitos para o resultado, o local já estava lotado e o clima variava de euforia e nervosismo. Para garantir a segurança das pessoas que estão foram até a quadra, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) bloqueou a Avenida Casa Verde, entre a Avenida Professor Celestino Bourroul e a Avenida Engenheiro Caetano Álvares.
Mesmo antes do resultado, a eterna rainha da bateria da escola, Nani Moreira, anunciava que este seria o ano mais feliz da vida dela. Embora pela primeira vez nos últimos nove anos não tenha saído à frente dos músicos uma vez que teve seu primeiro filho há pouco tempo, a dançarina de 30 anos não escondia a emoção da vitória. “Esta é uma emoção especial. Estou realizando dois sonhos: o de ser mãe e o de ver minha escola campeã novamente. Estou tremendo de tanta emoção”, afirmou.
VEJA TODAS AS NOTAS DA APURAÇÃO EM SÃO PAULO
VEJA COMO FOI O DESFILE DA MOCIDADE ALEGRE
- Veja fotos do desfile da Mocidade Alegre
- Veja vídeos do desfile da Mocidade Alegre
Acidente com câmera provoca escoriações em 6 pessoas no Sambódromo
Cabo que sustentava equipamento se partiu, provocando a queda. Quatro das seis vítimas foram atendidas e liberadas no local.
Um acidente com a câmara aérea usada pela Tv Globo na transmissão do desfile das escolas de samba provocou escoriações leves em seis pessoas. O fato ocorreu na madrugada desta terça (24).
O cabo que sustentava a câmera se partiu, provocando a queda do equipamento numa das frisas do setor nove, onde não havia ninguém no momento do acidente. Mas o cabo, ao se soltar, atingiu as pessoas, que foram atendidas no local.
Quatro pessoas foram liberadas pelo posto médico do Sambódromo, e duas foram levadas para o Hospital Souza Aguiar para exames complementares. Elas passam bem.
Os técnicos americanos da empresa Cable Cam, que opera o equipamento, estão analisando as causas do acidente. A Tv Globo se desculpou pelo ocorrido.
Cão sambista invade a Sapucaí nos três dias de carnaval
Primeira aparição aconteceu sábado, durante desfile do Paraíso do Tuiuti. Domingo, ele saiu na Grande Rio; e segunda; na Imperatriz e na Viradouro.
Pelo terceiro dia consecutivo, um cachorro entrou na Marquês de Sapucaí acompanhando o desfile das escolas de samba.
O “bamba” foi visto pela primeira vez no sábado (21), durante o desfile das escolas de samba do Grupo de Acesso A. Ele acompanhou o casal mirim de mestre-sala e porta-bandeira do Paraíso do Tuiuti.
No domingo (22), no primeiro dia de desfiles do Grupo Especial no Sambódromo, ele foi visto na Grande Rio, próximo da atriz Susana Vieira.
Nesta segunda-feira (23), o animal apareceu em uma das alas da Imperatriz Leopoldinense durante o desfile da escola. E, para fechar a noite, desfilou entre os componetes da Viradouro, última escola a entrar na Sapucaí.
Portela, Mangueira e Salgueiro se destacam na 2ª noite do carnaval carioca
Escolas tiveram as maiores notas em enquete com telespectadores da TV Globo. Porto da Pedra, Imperatriz Leopoldinense e Viradouro também desfilaram.
A última noite do carnaval carioca foi dominada pelas escolas Portela, Mangueira e Salgueiro, segundo enquete realizada com telespectadores da TV Globo. A Portela, que cantou lendas e histórias de amor na avenida, ficou com a nota 9,7, contra 9,5 da Mangueira e 9,4 do Salgueiro.As outras escolas da noite foram Imperatriz Leopoldinense, Viradouro e Porto da Pedra. A enquete da primeira noite, mais disputada, indicou empate entre Império Serrano, Grande Rio, Mocidade e Beija-Flor, com nota 9,1.
Os desfiles da segunda noite do Grupo Especial ocorreram sem maiores problemas. Nenhuma escola desrespeitou o limite de tempo nos desfiles, apesar de incidentes que atrapalharam a Porto da Pedra. A apuração das escolas de samba do Rio de Janeiro acontece na quarta-feira (25), às 15h.
Primeira escola a desfilar na segunda noite, a Porto da Pedra enfrentou problemas com o carro abre-alas e cruzou a avenida no limite do tempo permitido: 82 minutos. Batizado de "Expulsão do paraíso", o carro trouxe Grace Kelly, mais conhecida como Mulher Maçã, em referência à tentação que levou Adão e Eva a cometerem o "pecado original". Durante o desfile, algumas alegorias se separaram do carro, o que pode prejudicar a escola.
O Salgueiro, vice-campeão de 2008, foi a segunda agremiação a desfilar.
A rainha de bateria da escola, Viviane Araújo, machucou o ombro durante o desfile, mas o incidente não prejudicou seu desempenho.O tambor foi o instrumento de percussão escolhido para dar nome ao enredo do Salgueiro, a cargo do carnavalesco Renato Lage.
A escola desfilou com uma corte africana na Avenida, entre sacerdotes, rainhas e muitas divindades evocadas pelo som do batuque.
A Imperatriz resgatou as origens do samba carioca em seu desfile.
O enredo "Imperatriz.... só quer mostrar que faz samba também!" foi marcado pela volta do intérprete Paulinho Mocidade, que estava afastado havia alguns anos.
A escola aproveitou os festejos do seu cinquentenário para levar para a Avenida suas origens, histórias e personagens, revivendo com o público desfiles marcantes, que coroaram a comunidade verde-e-branca. Ramos, no subúrbio do Rio,foi o grande homenageado pela escola, sob o comando da carnavalesca Rosa Magalhães.
A Portela entrou na avenida à 1h47, em desfile que durou 81 minutos. Com 39 alas, 7 alegorias e 4.200 componentes, a escola contou na Avenida histórias literalmente apaixonantes.
O principal carro foi o abre-alas, que levou a tão esperada águia da Portela, com cerca de 25 metros de comprimento.
A rainha de bateria Luma de Oliveira, afastada há três anos da Passarela do Samba, voltou à frente dos ritmistas da Portela. Luma foi rainha de bateria de diversas escolas entre 1987 e 2004.
Quinta escola a desfilar na última noite do carnaval carioca em 2009, aMangueira encerrou sua participação retratando a identidade do povo brasileiro. Em 2008, a escola ficou em 10º lugar.
A Mangueira abriu seu desfile representando várias culturas do país. O folclore foi o tema da Comissão de Frente da escola Verde e Rosa, comandada por Janice Botelho. Ela substituiu Carlinhos de Jesus, que esteve na função por 25 anos.
A Viradouro entrou com o enredo "Vira-Bahia, pura energia", exaltando o meio ambiente e os combustíveis "verdes", como o biodiesel.
A escola não usou nas fantasias ou no acabamento das alegorias materiais como búzios, palha da costa ou ráfia. A primeira alegoria mostrou o encontro do céu com a terra – ou o Orum com o Ayiê, na linguagem iorubá, como cita o samba-enredo da Viradouro.
A atriz Isabel Filardis e Nana Gouvêa foram alguns dos destaques da escola.
Veja imagens do segundo dia de desfiles no Rio
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