Peste na Sibéria: EUA cobram Rússia e Trump agenda conversa com Putin | Rio das Ostras Jornal

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Peste na Sibéria: EUA cobram Rússia e Trump agenda conversa com Putin

Peste na Sibéria: EUA cobram Rússia e Trump agenda conversa com Putin

Os Estados Unidos solicitaram oficialmente à Rússia, na noite desta terça-feira (6), mais informações sobre a morte de uma funcionária de um instituto especializado em peste pneumônica na Sibéria. O caso, que gerou alerta internacional, levou o então presidente americano, Donald Trump, a anunciar que conversaria “muito em breve” com o mandatário russo, Vladimir Putin.

Apesar das autoridades russas negarem ter imposto restrições sanitárias na região siberiana de Irkutsk após o óbito, noticiado por veículos de imprensa na última sexta-feira (2), tanto os EUA quanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) exigiram total transparência de Moscou. A diplomacia americana confirmou que a solicitação foi enviada pelos canais oficiais para troca de informações.

Alerta Global e a Doença

O alerta foi acionado na última semana com a divulgação da morte de Daria Shipilova, uma funcionária de 28 anos do Instituto de Combate à Peste de Irkutsk. A peste pneumônica é uma infecção pulmonar altamente contagiosa e potencialmente fatal, conforme a OMS. Diferente da peste bubônica, que afeta os gânglios linfáticos e é transmitida por pulgas infectadas, a pneumônica é transmitida por meio de gotículas, o que a torna mais preocupante em termos de propagação.

Questionado sobre o assunto, Trump afirmou ter uma ligação programada com o presidente russo para tratar da situação. A urgência na comunicação reflete a seriedade com que a comunidade internacional encarou a notícia, especialmente considerando a natureza da doença e o histórico de sigilo em certos incidentes na Rússia.

Reações Internacionais e Controvérsias

A principal agência de saúde pública dos EUA (CDC) informou que estava acompanhando “de perto a evolução da situação”, embora tenha ressaltado que “nada indica a existência de uma ameaça mais ampla para os Estados Unidos”. Na mesma linha, o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, avaliou o risco como “moderado a baixo para Irkutsk, baixo para a Federação Russa como um todo e muito baixo para a região europeia”.

Ainda assim, o chefe da agência de saúde da ONU, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou a importância da troca de informações. Segundo ele, a transparência “é essencial para esclarecer relatos contraditórios e permitir uma avaliação precisa dos possíveis riscos”. A cooperação internacional é vista como crucial para evitar pânico e garantir que todas as medidas preventivas sejam tomadas.

Rússia Nega Restrições e Causa da Morte

A Rússia insiste que a situação está sob controle. Canais do Telegram e veículos de imprensa locais chegaram a informar que vários hospitais de Irkutsk impuseram uma quarentena de três semanas. No entanto, o órgão russo de controle do consumo e da saúde, Rospotrebnadzor, negou veementemente que as medidas sanitárias na região tenham sido endurecidas ou que restrições tenham sido impostas.

O Rospotrebnadzor também afirmou que a situação sanitária e epidemiológica era estável na região de Irkutsk e, especificamente, na cidade de Shelekhov, onde fica o hospital em que a funcionária do laboratório morreu. O veículo russo “People of Baikal”, citando fontes anônimas, sugeriu que a mulher poderia ter contraído a peste pneumônica por meio de um tubo de ensaio quebrado, e que até 200 pessoas com quem ela teve contato estariam em quarentena.

Contrariando essas informações, o governador regional de Irkutsk, Igor Kobzev, afirmou que uma inspeção de especialistas concluiu que “a causa da morte foi uma pneumonia” de origem “indeterminada”. Ele garantiu que não foi encontrado no corpo da jovem “nenhum microrganismo relacionado” à sua atividade profissional e que nenhum funcionário do laboratório havia procurado atendimento médico desde o falecimento. A agência de saúde local registrou 16 mil casos de infecções respiratórias virais por semana em Irkutsk, sem tendência de alta nas últimas duas semanas. Para mais informações sobre a peste pneumônica, consulte o site da OMS.

O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso e as repercussões internacionais.

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