
Investidores do Brasil e da Região dos Lagos reagiram nesta segunda-feira (5) aos resultados das eleições de domingo (4), que confirmaram o avanço da direita e extrema-direita no Congresso. A disputa presidencial segue para o segundo turno entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com Bolsonaro liderando a apuração.
A expectativa de uma possível vitória do senador Flávio Bolsonaro no segundo turno consolida a visão de um poder conservador, propenso a implementar políticas favoráveis ao mercado. Entre elas, destacam-se o esperado ajuste fiscal e uma potencial nova reforma da previdência, levando o mercado a monitorar de perto as alianças para a próxima fase da disputa, em 25 de outubro.
Desempenho do Mercado Brasileiro
O Ibovespa (IBOV), principal índice da bolsa brasileira, demonstrou forte recuperação antes do primeiro turno das eleições. Na última sexta-feira (2), encerrou as negociações com uma alta expressiva de 2,63%, atingindo 192.114,55 pontos, o maior patamar desde abril. Na semana, o IBOV acumulou valorização de 4,7%.
Em contraste, o dólar à vista fechou a R$ 5,2165 na sexta-feira (2), com uma leve queda de 0,07% no dia. Contudo, ao longo dos últimos cinco dias, a moeda norte-americana registrou uma valorização acumulada de 0,67% frente ao real. O iShares MSCI Brazil (EWZ), principal ETF brasileiro negociado em Nova York, disparou 11,89%, cotado a US$ 42,73, refletindo o otimismo.
Cenário Global e Commodities
No panorama internacional, as bolsas asiáticas encerraram o dia em alta, enquanto os mercados europeus apresentaram um desempenho misto. Os futuros de Nova York, por sua vez, operavam em queda, indicando cautela. O feriado na China contribuiu para uma liquidez reduzida nos mercados globais.
No setor de commodities, os preços do petróleo registraram queda, enquanto o mercado de criptomoedas, como Bitcoin e Ethereum, mostrou valorização. Essa dinâmica global adiciona complexidade à análise dos investidores, que buscam sinais claros em meio às incertezas.
Agenda Econômica e Política da Semana
A agenda de indicadores para esta segunda-feira (5) esteve relativamente esvaziada devido ao feriado do Dia Nacional na China. Contudo, outros dados importantes foram divulgados, como a confiança das famílias no Japão, registros de veículos novos no Reino Unido e os PMIs de serviços e composto na Zona do Euro, Reino Unido e Brasil.
Nos Estados Unidos, os PMIs de serviços e composto da S&P Global e o ISM de serviços também foram acompanhados de perto. No Brasil, o Boletim Focus trouxe as projeções para a economia. A agenda política incluiu despachos internos e audiências de Dario Durigan e Gabriel Galípolo, com destaque para o encontro de Galípolo com Dilma Rousseff, presidente do New Development Bank (NDB).
Desempenho dos Mercados Globais
As bolsas asiáticas fecharam com Tóquio/Nikkei em +2,45%, Hong Kong/Hang Seng em +0,28% e China/Xangai em +0,31% (com feriado local). Na Europa, Londres/FTSE 100 subiu +0,22%, enquanto Frankfurt/DAX caiu -0,18% e Paris/CAC 40 registrou -1,11%.
Em Wall Street, os futuros operavam em queda, com Nasdaq a -0,17%, S&P 500 a -0,13% e Dow Jones a -0,10%. As commodities viram o Petróleo/Brent a US$ 101,90 (-0,34%) e o Petróleo/WTI a US$ 90,20 (-1,00%), enquanto o Ouro valorizou +0,80%, a US$ 4.195,70 por onça-troy.
No mercado de criptomoedas, o Bitcoin (BTC) teve alta de +1,3%, chegando a US$ 85.886,44, e o Ethereum (ETH) subiu +0,5%, para US$ 2.717,13.
O Rio das Ostras Jornal continua acompanhando os desdobramentos políticos e seus impactos nos mercados locais e globais.
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