Quando ouvir também é atender: Rio das Ostras aposta no diálogo para reduzir conflitos | Rio das Ostras Jornal

M

Quando ouvir também é atender: Rio das Ostras aposta no diálogo para reduzir conflitos



Uma pergunta, uma reclamação ou até mesmo uma resposta mais ríspida podem transformar um atendimento comum em uma situação de conflito. É nesse momento que a maneira de ouvir e de responder pode fazer diferença. Em Rio das Ostras, essa questão entrou na pauta de uma oficina voltada justamente para quem está na linha de frente do contato com a população.

A atividade reuniu, na última semana de setembro, profissionais responsáveis pela recepção e pelo atendimento aos beneficiários da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social. O encontro aconteceu no auditório da pasta, no Jardim Campomar.

Mais do que discutir formas de falar, a proposta foi trabalhar maneiras de compreender o que está por trás de uma reclamação, de uma necessidade ou de uma situação de tensão. A chamada Comunicação Não Violenta parte justamente da ideia de que ouvir também é uma ferramenta para evitar que pequenos desentendimentos se transformem em conflitos maiores.

Do conflito à compreensão

Durante a oficina, os participantes conheceram estratégias de escuta ativa, observação sem julgamento e identificação de sentimentos e necessidades. Também foram trabalhadas formas de expressar pedidos com maior clareza e objetividade.

A metodologia foi inspirada no trabalho do psicólogo Marshall Rosenberg, autor que dedicou parte de sua obra à relação entre comunicação, conflitos e necessidades humanas.

No serviço público, esse tipo de abordagem ganha uma dimensão prática. O profissional que recebe o cidadão é muitas vezes o primeiro contato com a estrutura pública e precisa administrar, ao mesmo tempo, a demanda apresentada, as expectativas de quem procura o serviço e as limitações existentes para cada atendimento.

A oficina buscou justamente preparar as equipes para essas situações, estimulando uma postura baseada menos na reação imediata e mais na compreensão do que está sendo comunicado.

Para o secretário de Desenvolvimento e Assistência Social, Carlos Correia, a reflexão sobre a comunicação pode ajudar a construir relações mais respeitosas no ambiente de trabalho e no contato com a população.

“A proposta de estimular a reflexão sobre como nos comunicamos visa mostrar que a escuta e o diálogo são fundamentais para lidar com conflitos e construir relações mais respeitosas e empáticas”, destacou.

A iniciativa também coloca em discussão um aspecto que muitas vezes passa despercebido no atendimento: nem sempre resolver um problema significa apenas apresentar uma resposta. Em determinadas situações, ser ouvido e ter sua necessidade compreendida já representa uma parte importante do processo.

A expectativa da Secretaria é que os conhecimentos trabalhados na oficina sejam incorporados à rotina das equipes e contribuam para qualificar o atendimento prestado aos beneficiários.

No fim, a proposta parte de uma ideia simples: em uma relação que envolve pessoas, informação e serviço público, saber ouvir pode ser tão importante quanto saber responder.

Postar no Google +

About Redação

This is a short description in the author block about the author. You edit it by entering text in the "Biographical Info" field in the user admin panel.
    Blogger Comment
    Facebook Comment

0 comentários:

Postar um comentário

Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!

Publicidade