
A ex-vereadora e empresária Verônica Costa, conhecida nacionalmente como “Mãe Loira do Funk”, foi presa na noite desta quinta-feira (24) em Araras, distrito de Petrópolis, na Região Serrana do Rio. A prisão ocorre para que ela comece a cumprir a pena de 10 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, pela condenação por tortura do ex-marido, Márcio Costa.
Verônica era procurada pela Polícia Civil desde quarta-feira (23), quando agentes da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter) foram a um endereço ligado à ex-parlamentar na Barra da Tijuca, mas não a encontraram. Ela foi localizada no Vale das Videiras, também em Petrópolis, após intensas buscas.
O Caso de Tortura de 2011
O episódio que levou à condenação de Verônica Costa veio à tona em fevereiro de 2011. Na ocasião, Márcio Costa procurou a polícia para denunciar que havia sido agredido e submetido a tortura dentro de sua própria casa.
As investigações e o relato da vítima à época detalharam que Márcio teria sido amarrado, agredido e ameaçado. Em uma entrevista concedida ao jornal O Globo em 2019, ele descreveu que teve os pés e os pulsos presos e que uma substância inflamável foi jogada sobre seu corpo, intensificando o terror vivido.
Desde o início, Verônica Costa negou veementemente as acusações de tortura. Ela apresentou uma versão alternativa dos fatos, acusando Márcio de uso de drogas e de ter invadido sua residência sem autorização, levando objetos.
A Trajetória Judicial e a Condenação Definitiva
A primeira condenação de Verônica Costa ocorreu em 2019, resultando em uma pena de 5 anos e 10 meses de prisão. No entanto, o Ministério Público do Rio recorreu da decisão.
Em 2023, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio acatou o recurso e aumentou a pena para 10 anos e 8 meses, determinando o cumprimento inicial em regime fechado. O colegiado também manteve a decisão de perda do mandato de vereadora, cargo que Verônica exerceu na capital fluminense.
Os recursos apresentados pela defesa da ex-vereadora não conseguiram reverter a condenação. Em 2024, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou um novo recurso, tornando a condenação definitiva e passível de execução.
Outros Condenados no Processo
Além de Verônica Costa, outras quatro pessoas foram condenadas no mesmo processo de tortura. Bruno Chaves Ribeiro, irmão da ex-vereadora, recebeu a mesma pena de 10 anos e 8 meses de reclusão. Tatiane Chaves Ribeiro, Bruno Marcelo Bahia Marques e Sebastião de Oliveira Evangelista foram condenados a 10 anos de prisão cada um, todos em regime inicial fechado.
Durante a operação que resultou na prisão de Verônica, Bruno, Tatiane e Bruno Marcelo também foram detidos. Sebastião de Oliveira Evangelista, no entanto, permanece foragido da justiça.
Antes de sua incursão na política, Verônica Costa consolidou sua fama como “Mãe Loira do Funk”, tornando-se uma figura proeminente no cenário do funk carioca e, posteriormente, exercendo mandatos como vereadora do Rio de Janeiro.
O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso.
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